sábado, 24 de fevereiro de 2024

Confira os novos valores das passagens de ônibus do Entorno do DF

 

Marco Aurélio é sindicalista e alerta que podem ocorrer demissões - (crédito: Alessandro de Oliveira/CB/D.A Press)


USUÁRIOS RECLAMAM E TÊM MEDO DE PERDEREM EMPREGO. VALORES VÃO VARIAR DE R$ 4,45 A R$ 22,25. ESTE É TERCEIRO AUMENTO DAS PASSAGENS EM MENOS DE 1 ANO. ANTT DIZ QUE REAJUSTE É NECESSÁRIO PARA COBRIR CUSTOS


A partir deste domingo (25/2), moradores do Entorno do Distrito Federal vão pagar 8,56% mais caro pelas passagens de ônibus com destino a Brasília. A medida, aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União (DOU). Na contramão do aumento, usuários reclamam e temem o desemprego.

Com o reajuste, os novos valores das passagens das linhas de ônibus que circulam no Entorno do DF vão variar de R$ 4,45 a R$ 22,25 (veja quadro Novos Valores). Segundo a ANTT, a recomposição tarifária é garantida pela legislação e será válida para as linhas operadas por meio de autorização especial e não inclui as da Taguatur, única empresa que atua por meio de permissão por contrato licitado. Os cálculos referentes a esse contrato estão em processo de análise pela Diretoria Colegiada da agência e serão divulgados em breve, disse o órgão.

Este é o terceiro aumento de tarifas de ônibus do Entorno em menos de um ano. Em março de 2023, houve um reajuste de 12%. Cinco meses depois, em agosto, os valores subiram 15%. Como justificativa, a ANTT afirmou que o processo leva em conta diversos componentes, como combustível, óleo lubrificante e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 4,621% no período de janeiro a dezembro de 2023. "É relevante destacar que, ao contrário de outros sistemas de transporte, o semiurbano não recebe subsídios, dependendo exclusivamente das tarifas pagas pelos usuários. Esses recursos são destinados a cobrir os gastos operacionais, incluindo manutenção, aquisição de veículos e folha de pagamento, entre outros", frisou a agência.

Novos valores

Águas Lindas de Goiás — Brasília: R$ 10,85
Águas Lindas de Goiás — Brazlândia: R$ 4,45
Céu Azul — Brasília: R$ 6,95
Cidade Ocidental — Brasília: R$ 8,45
Cidade Ocidental — Taguatinga: R$ 9,75
Cidade Ocidental — Gama: R$ 5,75
Formosa — Planaltina DF: R$ 7,80
Lago Azul (Novo Gama) — Brasília: R$ 11,70
Luziânia — Brasília: R$ 10,35
Luziânia — Gama: R$ 7,75
Luziânia — Taguatinga: R$ 11,65
Monte Alto — Brasília: R$ 9,85
Monte Alto — Brazlândia: R$ 2,85
Monte Alto — Taguatinga: R$ 9,10
Novo Gama — Brasília: R$ 9,80
Parque Industrial Mingone — Brasília: R$ 8,75
Parque Industrial Mingone — Gama: R$ 5,80
Parque Industrial Mingone — Taguatinga: R$ 10,05
Planaltina (GO) — Brasília: R$ 11,05
Planaltina (GO) — Sobradinho: R$ 7,25
Planaltina (GO) — Planaltina DF: R$ 5,85
Santo Antônio do Descoberto — Brasília: R$ 10,20
Santo Antônio do Descoberto — Taguatinga: R$ 8,10
Valparaíso de Goiás — Brasília: R$ 7,60
Valparaíso de Goiás — Gama: R$ 4,90
Valparaíso de Goiás — Taguatinga: R$ 8,85

Serviços diferenciados

Águas Lindas de Goiás — Brasília: R$ 21,90
Cidade Ocidental — Brasília: R$ 17,05
Planaltina (GO) — Brasília: R$ 22,25
Santo Antônio do Descoberto — Brasília: R$ 20,55

Medo do desemprego

O jardineiro Ezequiel Gomes, 30 anos, está preocupado, porque gasta em média R$ 20 por dia. A tarifa atual da cidade onde mora, em Luziânia, até a Rodoviária do Plano Piloto, é de R$ 9,55. "Trabalho em uma empresa que está com a política de não contratar pessoas do Entorno pelos gastos. Nesta semana, foram demitidos quatro e acredito que isso ainda não aconteceu comigo por ter mais tempo na casa, mas é muito triste trabalhar com insegurança", desabafa.

O sindicalista Marco Aurélio, 40, também gasta R$ 20 reais de passagem todos os dias. Morador da região de Águas Lindas, ainda não sabe quanto vai pagar pela passagem, mas está indignado com um novo aumento em um curto período de tempo.

O trabalhador comenta, ainda, sobre possíveis demissões. "Essa situação vai acabar gerando muito desemprego. Trabalho diretamente com empregados domésticos e sabemos que a maioria vem do Entorno para a capital. Muitos patrões não vão querer bancar esses deslocamentos", reclama.

Devido ao reajuste, Marco está cogitando tirar o carro da garagem. "Estamos com a gasolina e a passagem cara. Hoje, penso muito em vir para Brasília de carro, por causa desses aumentos e da qualidade dos ônibus", finaliza o sindicalista.

A moradora de Santo Antônio do Descoberto Eliane Alves, 56 anos, pega ônibus de segunda-feira a sexta-feira em direção à rodoviária para trabalhar como diarista no Plano Piloto. Por dia, gasta R$ 9,35 de Goiás para o DF e mais R$ 3,80, em um segundo ônibus. Ela, que ficou sabendo do reajuste por amigos, pagará R$ 0,85 a mais na tarifa.

"Não tenho medo de ser mandada embora do trabalho, pois conheço minha chefe há bastante tempo e tenho confiança nela", relata Eliane. No entanto, a diarista teme que alguns conhecidos possam ser demitidos por causa do reajuste. "Tenho vários amigos que moram no Entorno e fazem o mesmo trajeto que eu. Nós sabemos que, quando o calo aperta no patrão, ele costuma descontar no empregado", avalia.

*Estagiário sob a supervisão de Malcia Afonso

Fonte:  https://www.correiobraziliense.com.br/

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

BRASIL | SEGURANÇA PÚBLICA Fuga de dois presos da penitenciária federal de Mossoró (RN) revela fragilidade das unidades prisionais, diz especialista

 


Esta é a primeira vez em que detentos conseguiram escapar de uma das cinco penitenciárias de segurança máxima do país

É preciso garantir recursos financeiros regularmente para penitenciárias, para que não aconteça a fuga de presos, como ocorreu na penitenciária federal de Mossoró, localizada no oeste do Rio Grande do Norte; aponta Francisco Augusto de Araújo, coordenador da Rede de Apoio a Egressos do Sistema Prisional do Rio Grande do Norte (Raesp - RN) e vice-coordenador da rede nacional (Renaesp). Esta foi a primeira vez em que detentos conseguiram escapar de uma das cinco penitenciárias de segurança máxima do país.

“Essa é uma oportunidade que nós temos de pensar um plano de investimento nessas unidades prisionais, saber como é que vão  fazer um levantamento sobre todas as outras unidades prisionais, saber que tipo de precarização já está acontecendo e que não é de hoje. Essa precarização se revelou e mostrou a fragilidade das unidades prisionais, dessa em especial, e que muito provavelmente, outras unidades prisionais federais também estão nas mesmas condições estruturais”, ressalta Araújo.

Para o coordenador, as penitenciárias federais devem ser mantidas sem nenhum tipo de flexibilização de orçamentos, porque apesar do custo ser alto, ele é necessário porque os presos nesses locais vêm de grandes lideranças de organizações criminosas ou cometeram crimes de alta comoção nacional, e por isso, precisam estar isoladas para garantir a vida de outras pessoas e a própria vida.

Araújo relembra que, em 2017, um grupo de alunos privados de liberdade da penitenciária federal de Mossoró foi aprovado em um curso de educação a distância. Nessa época, ele foi convidado para fazer a articulação entre a instituição de ensino e a prisional.

“Eu atuei na penitenciária federal de Mossoró em 2017 e em 2018. Os critérios de segurança eram altíssimos. Eu não vi nenhum tipo de flexibilização, de relativização dos protocolos de segurança, muito pelo contrário. Desde a portaria a gente já passa por detectores de metais. A gente leva o material impresso, apostilas para os alunos, tudo é colado, tudo é carimbado, tudo enumerado, nada é grampeado, nada é encadernado. E tudo isso ainda passa por uma esteira, no modelo de um aeroporto”, explica.

O coordenador informa que as penitenciárias federais são feitas para que não existam possibilidades de fuga, já que são presídios de isolamento e não de cumprimento de pena, ou seja, posteriormente, os presos irão retornar para o sistema penitenciário estadual.
De acordo com o último levantamento realizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), em junho de 2023 foram registrados 644.305 presos em celas físicas estaduais, 489 em federais e 4.798 presos em carceragens de Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militares e da Polícia Federal no Brasil. Além disso, havia 190.080 pessoas em prisão domiciliar. 

Ainda segundo a Secretaria, no mesmo período, foram registradas 757.277 incidências, incluindo crimes como tortura, disparo de armas de fogo, extorsão, furto, homicídio e latrocínio.

A fuga de dois presos da penitenciária federal de Mossoró pode ter colocado em xeque os protocolos de segurança no sistema penitenciário federal, aponta o advogado criminalista Rafael Paiva.

“O que nós esperamos de um sistema penitenciário é que ele cumpra o seu papel, que  é de impedir que haja um fugas. Então se houve uma fuga de presos condenados, extremamente perigosos, nós temos sim que olhar para esse sistema de segurança, protocolos de segurança e verificar o que pode ter acontecido”, explica.

Para Paiva, o sistema penitenciário brasileiro precisa de uma reforma, não só na lei de execuções penais, como também na estrutura dos presídios e administrações deles.

“Nós precisamos pensar em uma reforma do sistema prisional como um todo, não só estrutural, mas também é na forma como nós enxergamos esse problema, que é um problema que existe em qualquer país grande. Existe no Brasil, também existe nos Estados Unidos, mas nós precisamos buscar melhorias, olhar para outras experiências e verificar quais delas poderiam ser aplicadas no Brasil para termos um sistema prisional melhor”, ressalta.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, cerca de 300 agentes estão envolvidos nessa operação, composta por membros da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais. O alerta vermelho da Interpol também foi acionado. Além disso, três helicópteros e drones estão sendo utilizados nas atividades de busca.

A Pasta solicitará a nomeação de 80 policiais penais federais, que já foram aprovados em concurso público, para aprimorar o sistema penitenciário federal. Conforme afirmado pelo ministro, uma parcela desse contingente será designada para atuar na unidade de Mossoró.

Além disso, há duas investigações em curso. Segundo o Ministério, uma delas, de caráter administrativo, vai apurar  as responsabilidades relacionadas à fuga, podendo resultar em um processo administrativo. Também há  um inquérito no âmbito da Polícia Federal, instaurado para investigar possíveis responsabilidades criminais daqueles que eventualmente facilitaram a fuga dos detentos da penitenciária.

Nesta terça-feira (20), a corregedora do sistema prisional, Marlene Inês da Rosa, ordenou o afastamento de quatro diretores encarregados das áreas de segurança, inteligência e administração no presídio federal de Mossoró. Conforme a determinação, esses funcionários manterão suas funções como agentes penais, porém sem ocupar cargos de chefia nos respectivos setores.

Fugitivos

Um dos fugitivos se chama Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Querubin. Ele enfrenta uma sentença de 74 anos de prisão. Com a idade de 35 anos, está sujeito a mais de 50 processos, abrangendo acusações de homicídio e furto.

Já o segundo, Deibson Cabral Nascimento, conhecido como Tatu ou Deisinho, está vinculado a mais de 30 processos, abrangendo acusações de roubo, tráfico de drogas e associação com organizações criminosas. Ele foi condenado a uma pena de 81 anos de prisão.

Os dois presos são do Acre e estavam na penitenciária de Mossoró desde 27 de setembro de 2023. Eles foram transferidos após participarem de uma rebelião no presídio de segurança máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, que resultou na morte de cinco detentos.

Leia mais:

Brasil registra crescimento de 2,6% de feminicídios, no primeiro semestre de 2023



Fonte: Brasil 61

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Projeto de lei prevê 3 dias de folga para servidoras com cólica menstrual

 


COM A APRESENTAÇÃO DO ATESTADO OU LAUDO MÉDICO, NÃO PODE HAVER DESCONTO NA REMUNERAÇÃO

Um projeto de lei propõe até três dias de afastamento por mês para servidoras públicas do Distrito Federal. Aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o projeto beneficiará servidoras públicas do DF que comprovarem o agravamento de sintomas associados ao fluxo menstrual.

O projeto havia sido vetado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em maio de 2023, mas, nesta terça-feira, 20, os deputados do distrito derrubaram o veto. Agora, a nova lei segue para promulgação, o que deve ocorrer em 15 dias, segundo a Câmara Legislativa do DF.

"A lei acolhe, permite que ela [a pessoa que menstrua] seja liberada para casa ou que não precise recorrer a uma unidade de saúde e esperar horas por atestado", diz o deputado Max Maciel (Psol), autor do projeto.

A justificativa do veto apresentada pelo governo do Distrito Federal, era que a proposta altera o regime jurídico dos servidores públicos, que só pode ser modificado pelo governador. Mas a Câmara Legislativa não entendeu desta forma e derrubou o veto.

O projeto define que para receber a licença, é preciso a autorização médica do trabalho ou ocupacional. Com a apresentação do atestado ou laudo médico, não pode haver desconto na remuneração.


Fonte:  https://www.dm.com.br/

SAÚDE | PISO DA ENFERMAGEM Piso da enfermagem: prazo para encerrar negociações no TST termina nesta sexta-feira (23)

 


O tribunal aguarda a manifestação da requerente CNSaude sobre a proposta dos trabalhadores. Caso a entidade patronal não se manifeste, o procedimento será arquivo por desinteresse na mediação.

Nesta sexta-feira (23), termina o prazo para que a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) — que representa a categoria patronal de estabelecimentos privados de saúde — apresente uma proposta para finalizar o impasse entre a entidade patronal e os trabalhadores. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem intermediado as negociações desde o ano passado. O prazo expirou no início de fevereiro, mas foi renovado pelo ministro Aloysio Corrêa da Veiga, sob pena de desinteresse na mediação e arquivamento do procedimento. 

Não ocorrendo um acordo, a advogada especialista em direito trabalhista Camila Andrea Braga esclarece que a legislação vigente vai prevalecer e será imposta de forma geral. “Fica valendo a lei que fixa o piso. Se não houver um instrumento coletivo realizado através de negociação para modificar esses patamares mínimos, fica prevalecendo a legislação vigente, pontua.

De acordo com a lei, os gestores estaduais, municipais e o Distrito Federal seriam responsáveis por efetuar o pagamento dos colaboradores diretos, sejam servidores e ou empregados, bem como a transferência dos recursos às entidades privadas contratualizadas ou conveniadas, que atendam, pelo menos, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Pagamento do piso no RS

Nem todos conseguiram a efetivação do pagamento, conforme estabelecido pela Lei nº 14.434. O assunto ainda passa por resistência de empregadores e municípios que argumentam falta de recursos para seguir com o que foi determinado, como é o caso do município de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. 

A Câmara Municipal aprovou por unanimidade moção de apelo à Prefeitura para que acelere os repasses financeiros que garantem o pagamento do piso salarial de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da cidade. 

Motivada por vários pedidos dos trabalhadores da enfermagem, a moção é mais um apelo à prefeitura para que acelere os repasses financeiros que garantem o pagamento do piso salarial da categoria. Segundo o autor Enio Brizola (PT), os valores enviados pela União permanecem por 30 dias no Fundo Municipal de Saúde, antes de serem direcionados aos prestadores de serviços do SUS.

“Do repasse do governo federal, que acontece sempre até o dia 22, tem levado mais um mês praticamente para acontecer o repasse para os empregadores. E estes depois mais cinco dias então para repassarem aos trabalhadores da enfermagem”, revela.

Conforme o vereador, esse dinheiro tem ficado aplicado e o rendimento acaba direcionado para o fundo, não sendo repassado junto para os trabalhadores. “Entendemos que os fundos não podem ficar se capitalizando com os recursos dos trabalhadores, mesmo que haja assim uma previsão na portaria”, reclama.

O líder do governo na Câmara Municipal de Novo Hamburgo, vereador do PSDB Ricardo Ritter, mais conhecido como Ica, explica que já existe uma articulação junto ao executivo para que os recursos sejam liberados o mais rápido possível — e que chegue lá na frente à mão dos trabalhadores da saúde.

“Nós temos, como ente público, muitas travas também e toda aquela documentação que é necessária para poderem ser repassados. Então, isso às vezes os trabalhadores não entendem que nós temos que cumprir aquele rito da documentação necessária. Mas o executivo Municipal aqui de Novo Hamburgo tem se empenhado para fazer o mais rápido possível”, informa.

Resistência em outros estados

Outra região sem solução é o estado de Pernambuco. O presidente do Sindicato Profissional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satempe), Francis Herbert, reclama que os trabalhadores estão recebendo menos — e o piso deixou de ser piso para ser teto.

“Os valores não estão sendo pagos em dia. Nós temos gestores municipais e estaduais atrasando o repasse para funcionários e servidores, levando mais de 30 dias para isso. Nesse sentido, há uma desorganização e uma falta de respeito imensa ainda para com a categoria”, observa. 

O presidente do Satempe espera que as inconsistências que perduram desde o ano passado sejam resolvidas, definitivamente. “Depois do julgamento dos embargos no STF, precisamos fazer com que a rede privada lucrativa venha a implementar um piso, uma vez que eles passaram por cima da Constituição — não cumpriram a decisão do STF”, relata.

Para a técnica de enfermagem Patrícia Monteiro Vieira Almeida, essa é uma situação que desgasta o profissional que se dedica com seriedade à profissão.

“Nós nos sentimos abandonados, porque a gente sente que os empresários que mandam. A gente percebe que eles passam por cima de lei, porque eles não estão cumprindo, e ninguém faz nada, não tem multa, não tem nada contra os empresários. E a gente continua sem o piso, e eles cada vez mais ameaçando os funcionários. Então a gente se sente muito entristecido e abandonado quanto a isso”, desabafa.

De acordo com a legislação e nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal, o piso é de R$ 4.750 para enfermeiros e R$ 3.325 para  técnicos — e R$ 2.375, para auxiliares e parteiras. 
 



Fonte: Brasil 61

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

*Maria Yvelônia confirma filiação partidária no Solidariedade e lança pré candidatura à prefeitura de Valparaíso de Goiás*

 



Nesta terça-feira (20/2), Maria Yvelônia confirmou sua filiação partidária ao Solidariedade com o intuito de concorrer à prefeitura de Valparaíso de Goiás. A filiação possibitou a viabilidade da candidatura na cidade.


"Desde que cheguei aqui em Valparaíso, em meados de 1997, tenho participado ativamente da vida pública e acompanhado as gestões anteriores, reafirmando meu amor pela cidade e meu desejo de implantar políticas públicas eficazes com o ensejo de elevar o patamar da cidade de forma significativa ", declara a candidata.


*Missão*


Com experiência comprovada em gestão pública nas esferas municipal, estadual e nacional, Maria Yvelônia vislumbra fazer de Valparaíso de Goiás uma cidade mais inteligente, desenvolvida e acolhedora.


 "Acredito na oferta de serviços de qualidade, em um comércio fomentado com geração de emprego e renda, garantindo inclusão social e igualdade de direitos", pontua.


Assistente social, servidora pública de carreira, gestora renomada,  mãe, esposa e amiga, Maria Yvelônia se define como uma mulher simples, porém centrada e destemida, com comprometimento em fazer de Valparaíso de Goiás uma  cidade inclusiva e cada vez mais respeitada, confirmando o 20 lugar de colocação nacional e o 2 lugar do Estado de Goiás no âmbito do Ensino Fundamental em tempo integral, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios.


"Eu acredito na capacitação de professores, inclusão e diversidade, além da importância de investimentos adequados e incentivo à prática esportiva e cultural. Uma combinação equilibrada dessas estratégias representa cada vez mais a oportunidade de melhor qualificação nesse ranking", explica a candidata. 


*Compromisso* 


Maria Yvelônia destaca sua prontidão em enfrentar qualquer adversário e assegura seu preparo à frente do desafio de disputar a prefeitura de Valparaíso de Goiás. 


"Minha trajetória é transparente e reflete minha determinação, superação,  respeito e grande amor pela cidade que me acolheu. Tenho muito orgulho da minha história como gestora pública e dessa cidade onde estão minha família e amigos queridos", enfatiza.




ECONOMIA | COMBUSTÍVEIS Combustíveis registram alta média de preços na última semana

 


Esta é a segunda semana consecutiva de elevação do preço médio dos combustíveis

Na semana entre os dias 11 a 17 de fevereiro, todos os preços médios dos combustíveis subiram no Brasil  —  exceção do óleo diesel.

Este é o segundo registro consecutivo de elevação dos preços médios dos combustíveis no país. Desde o início de fevereiro, houve o aumento de ICMS nos combustíveis — o que ainda pode refletir na atual tendência de alta. 

Desta vez, o maior aumento de preços ocorreu com o gás natural veicular (GNV), que subiu quase 0,90% em média no país. O metro cúbico deste combustível é comercializado a R$ 4,60.

Em seguida, está a alta do etanol hidratado, que é comercializado a R$ 3,60/litro, em média. O município de Santa Cruz do Rio Pardo, em São Paulo, registra o menor preço de comercialização do país, a R$ 3,00/litro. Já o etanol  mais caro ocorre em Alenquer, no Pará, R$ 5,90/litro. 

É também no Pará que ocorre um dos maiores preços de comercialização da gasolina comum do país. Em Altamira, o combustível é comercializado a R$ 6,87, por litro. Já a comercialização mais barata é de São José de Ribamar, no Maranhão, a R$ 5,25.

Os únicos combustíveis a registrarem queda dos preços na última semana foram o óleo diesel comum e S10, cujos preços caíram 0,17% e são comercializados, em média, a R$ 5,90 e R$ 5,97, respectivamente. 

As informações são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP. 
 



Fonte: Brasil 61

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Dengue: DF registra 38 mortes e é a unidade da Federação com mais vítimas

 

As UPAs de Brasília registram alto índice de atendimentos pela doença - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

O DISTRITO FEDERAL REGISTROU 81.408 CASOS PROVÁVEIS DE DENGUE E 72 ÓBITOS SUSPEITOS ESTÃO EM INVESTIGAÇÃO

Com 38 mortes por dengue, o Distrito Federal é a unidade federativa com mais vítimas da doença. Segundo a Secretaria de Saúde do DF, há ainda 72 óbitos suspeitos em investigação e e 81.408 casos prováveis da doença. Os dados foram atualizados na segunda-feira (19/2). Ceilândia apresenta o maior número de casos prováveis (14.718), seguida de Taguatinga (4.428), Sol Nascente/Pôr do Sol (4.352), Brazlândia (4.069) e Samambaia (3.378).

Em relação ao perfil dos casos prováveis de dengue no DF, observa-se a maior incidência em mulheres, com 2.611 casos por 100 mil habitantes. Já o grupo etário com maior incidência da doença está na faixa de 20 a 29 anos, com 2.865 casos por 100 mil habitantes, seguido pelos grupos etários de 70 a 79 anos e 50 a 59 anos.

A pasta destaca que fatores como idade, presença de comorbidades e infecção secundária podem determinar a gravidade da doença. "Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos de compensar o extravasamento capilar e estão, consequentemente, em maior risco de choque por dengue. Também dentro do grupo em maior risco estão indivíduos acima de 65 anos, pois são mais vulneráveis às complicações por possuírem sistema imunológico menos eficiente, pela possível existência de doenças associadas e até pelo fato de se desidratarem com mais facilidade", informa a Secretaria.

Além disso, a Secretária de Saúde do DF pontua que a dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A transmissão do vírus se dá pela picada da fêmea. O mosquito é urbano, diurno e se reproduz em depósitos de água parada. O período do ano com maior transmissão da doença ocorre nos meses mais chuvosos.

"O acúmulo de água parada contribui para a proliferação do mosquito e, assim, para a maior disseminação da doença. Por esse motivo, é importante evitar água parada, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente", destaca a pasta.

Vacinação

A vacinação de crianças de 10 a 11 anos contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS) teve início no dia 9 de fevereiro. A ministra da Saúde Nísia Trindade acompanhou a imunização na Unidade Básica de Saúde 1 do Cruzeiro, no Distrito Federal, e ressaltou a importância da nova fase. “É um momento histórico. Há 40 anos se espera por uma vacina para a dengue. Já houve vacina desenvolvida, não tão bem sucedida, e agora temos uma incorporada ao SUS”, disse.

No mesmo dia, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação dos recursos reservados para apoiar estados, municípios e o Distrito Federal no enfrentamento de emergências, como a alta de casos de dengue no país, para R$ 1,5 bilhão.

Fonte:  https://www.correiobraziliense.com.br/

Ônibus pega fogo no centro de Brasília um dia após passar por manutenção

                         A causa do incêndio ainda não foi determinada pelos Bombeiros. Foto: Reprodução Por Cintia Ferreira Incêndio atingi...

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