segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Dívida pública, empresas quebradas e famílias apertadas: a conta chegou para todos

 

                           As famílias também estão com dificuldades para pagar suas contas | Foto: Reprodução


Por Cilas Gontijo


Quando o governo gasta mais do que consegue sustentar, a conta não desaparece. Mais cedo ou mais tarde, ela chega para alguém pagar.

Brasil está entrando em uma situação que merece muito mais atenção do que tem recebido. Não é apenas o governo que está endividado. As famílias também estão com dificuldades para pagar suas contas, e as empresas acumulam dívidas e enfrentam juros altos. Reportagem da revista Exame mostra um retrato preocupante: o país bateu recordes de inadimplência envolvendo governo, empresas e pessoas físicas. É a fotografia de uma economia que vem funcionando no limite e que precisa encontrar um caminho para sair desse ciclo.


Quando o problema começa no governo


Quando o governo gasta mais do que consegue sustentar, a conta não desaparece. Mais cedo ou mais tarde, ela chega para alguém pagar. E é justamente aí que a condução da política econômica e fiscal precisa ser discutida. A dificuldade de controlar despesas e apresentar uma trajetória confiável para as contas públicas aumenta a desconfiança, pressiona a dívida e ajuda a manter o custo do dinheiro elevado. No fim das contas, o cidadão sente isso no financiamento, no cartão de crédito, no empréstimo, quando vai ao supermercado, ao açougue, na farmácia e até na dificuldade de uma empresa conseguir dinheiro para investir.

Famílias e empresas também estão no limite


Os números apresentados pela Exame são preocupantes. A dívida bruta do governo chegou a 81,93% do PIB em junho. Ao mesmo tempo, a inadimplência entre pessoas físicas alcançou 7,8%, o maior nível da série histórica iniciada em 2011. Entre as empresas, eram 9,1 milhões de companhias inadimplentes, com R$ 232,9 bilhões em dívidas atrasadas. São números grandes demais para serem tratados como simples estatística. Por trás deles estão famílias apertando o orçamento, empresários adiando investimentos e trabalhadores convivendo com um custo de vida pesado. Tudo isso significa menos emprego e trabalhadores sendo dispensados.

Quando produzir no Brasil fica caro demais; fuga para o Paraguai


E existe outro sinal de alerta: empresas brasileiras estão procurando alternativas fora do país. Reportagem da revista Veja mostra como o Paraguai vem atraindo indústrias brasileiras com impostos menores, energia mais barata e custos de produção mais competitivos. Mais de 200 empresas brasileiras teriam se instalado no país vizinho nas últimas duas décadas. A Lupo, por exemplo, anunciou uma fábrica no Paraguai com estimativa de custos de produção pelo menos 28% menores. Quando uma empresa brasileira atravessa a fronteira para produzir mais barato, alguma coisa precisa ser discutida aqui dentro.

O dinheiro procura onde é mais fácil produzir


É claro que o Paraguai não é uma solução mágica. O próprio país tem suas limitações, principalmente em mão de obra qualificada e logística. Mas não dá para ignorar esse movimento. Se produzir no Brasil ficou mais caro e mais burocrático, é natural que empresários procurem lugares onde consigam reduzir custos e aumentar a competitividade. O capital procura condições para sobreviver, crescer e gerar lucro. Quando essas condições deixam de existir aqui, outros países aproveitam a oportunidade.


Uma conta que não fecha


O mais preocupante é que os problemas se acumulam. O governo deve, as empresas devem e as famílias devem. E quando todos estão muito endividados ao mesmo tempo, fica mais difícil fazer a economia andar. O empresário segura o investimento, o consumidor segura as compras e o governo precisa cada vez mais de recursos para financiar suas próprias despesas. É um círculo que precisa ser quebrado.

O Brasil precisa voltar a discutir com seriedade a qualidade do gasto público, o ambiente de negócios e a capacidade do governo de manter as contas sob controle. Não existe crescimento sustentável quando o país precisa gastar cada vez mais apenas para administrar dívidas antigas. Também não existe economia forte quando empresas preferem atravessar a fronteira para produzir e famílias precisam recorrer ao crédito para fechar o mês.


O desafio de quem vier depois


O próximo presidente, seja lá quem ganhar a eleição, terá muito trabalho pela frente. Vai receber um país com contas públicas pressionadas, famílias endividadas, empresas sufocadas por dívidas e investimentos brasileiros procurando ambientes mais competitivos em outros países. Colocar a casa em ordem não será tarefa simples. Exigirá disposição para enfrentar problemas antigos, controlar gastos, melhorar o ambiente para quem produz e recuperar a confiança na economia. A conta chegou. E alguém terá de começar a pagá-la.

Agora fica a pergunta: se o governo de Lula está quebrando o país, será que, ganhando as eleições, conseguirá fazer diferente? Conseguirá equilibrar as contas, colocar o Brasil em um patamar de competitividade real, devolver aos brasileiros uma expectativa de vida melhor e fazer com que as empresas continuem no país, gerando empregos e contribuindo para o crescimento da economia? Penso que não.


Fonte: Jornal OPÇÃO

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Economia circular: experiências brasileiras mostram como resíduos podem virar negócio

 


Estratégias como logística reversa, reaproveitamento de materiais, tecnologia e financiamento foram apresentadas na OMC, em painel promovido pela ApexBasil

O Brasil apresentou, na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, experiências relacionadas à economia circular e ao uso de soluções sustentáveis como estratégia de desenvolvimento econômico. Um painel promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Missão Permanente do Brasil, junto à OMC, abordou formas de ampliar iniciativas que combinam comércio, competitividade e inclusão.

O evento internacional reuniu diplomatas, empresas e organizações internacionais para debater o futuro do comércio global. A gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil, Mariele Christ, destacou que o painel reuniu diferentes perspectivas sobre a economia circular, incluindo uma visão internacional e a experiência de uma empresa brasileira.

“Tivemos uma ótima perspectiva com as nossas painelistas, que foram convidadas para compor o painel organizado pela ApexBrasil, completamente feminino, que foi composto por diferentes perspectivas. Uma convidada internacional que trouxe uma perspectiva internacional sobre a questão de serviços na economia circular. Também trouxemos uma convidada do setor privado, a Alpargatas, uma grande empresa brasileira reconhecida internacionalmente”, disse Christ.

A discussão ocorreu na sessão “Serviços Circulares para uma Economia Circular Inclusiva”, realizada durante o Public Forum da OMC. O painel formado apenas por mulheres reuniu experiências da Alpargatas, So+ma, Instituto Brasileiro de Economia Circular e PCX Solutions. O objetivo da iniciativa foi discutir como serviços, tecnologia, financiamento e acesso a novos mercados podem ajudar a ampliar soluções de economia circular e gerar valor para empresas e para a economia.

Discussão

O debate abordou experiências já adotadas por empresas que mostraram como a economia circular está criando conexões entre resíduos, indústria e comércio. Entre os exemplos, foram apresentados como chinelos usados se transformam em novos produtos, plataformas que rastreiam o retorno de materiais à cadeia produtiva e mecanismos para financiar a recuperação de resíduos. 

Ao longo das discussões, ficou evidenciado que a economia circular vai além de uma agenda ambiental voltada à redução do desperdício. O tema também envolve competitividade, inovação, comércio, resiliência, geração de empregos e inclusão.

Mariele Christ, da ApexBrasil, ressaltou que a economia circular tem potencial para aumentar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional. “E de como a gente pode impactar cada vez mais os negócios ao redor do mundo com uma circularidade e, claramente, trazer uma perspectiva do Brasil impactando esses negócios”, pontuou.

Na avaliação da representante da ApexBrasil, a economia circular exige uma mudança na forma de pensar a produção e o consumo, com atenção não apenas ao destino dos resíduos, mas também às oportunidades de inovação e geração de valor em toda a cadeia.

A presidente do Instituto Brasileiro de Economia Circular, Beatriz Luz, defendeu que o tema seja tratado também como uma questão estratégica para a economia brasileira e para a inserção do país no mercado internacional.

“É um momento para a gente mudar a perspectiva de economia circular como uma agenda ambiental social para uma agenda de segurança econômica, de desenvolvimento e posicionamento do Brasil num contexto global”, disse Beatriz.

Atuação integrada

Os debatedores destacaram, ainda, que a transição para uma economia circular vai além de utilizar menos recursos ou reciclar mais materiais. Para a diretora da Divisão de Comércio Sustentável e Inclusão do International Trade Centre, Vanessa Erogbogbo, a adoção deve abranger a construção de mecanismos em que os materiais possam continuar circulando e gerando valor.

Nesse contexto, a avaliação é de que as empresas sejam conectadas a consumidores, recicladores, municípios e outros atores dessas cadeias por meio de iniciativas que vão desde logística reversa e gestão de resíduos, até ferramentas digitais, dados, capacitação e financiamento.

Um dos exemplos apresentados foi o programa de logística reversa da Havaianas, que recolhe chinelos usados para dar novos destinos à borracha. A iniciativa começou em 2020 e acontece em mais 500 lojas. Até agora, o programa já recolheu quase um milhão de pares, equivalentes a pouco mais de 200 toneladas de material. A borracha pode ter novos destinos, como pisos, móveis e acessórios. 

Além disso, a representante da PCX Solutions, Stefanie Beitien, abordou a falta de financiamento para a economia circular, a gestão de resíduos e a recuperação de recursos, principalmente no Sul Global. Para ela, os créditos de plástico são um dos mecanismos disponíveis para apoiar a transição.



Fonte: Brasil 61

domingo, 27 de setembro de 2026

Candidatos divulgam nota de desagravo por falta de isonomia eleitoral

 

Um documento assinado em conjunto pelos candidatos à presidência Veterinário Wilson Grassi, do Democrata; Samara Martins, da UP; e Clariana Barão, do Democracia Cristã; denuncia a falta de isonomia, principalmente, dos meios de comunicação pela forma desproporcional com que trataram, nestas eleições, as suas candidaturas ao cargo máximo do Poder Executivo brasileiro.

Ainda no documento, que será apresentado à imprensa neste sábado, às 17h30, na Rua Teodoro Sampaio, número 1109, os nomes acima citados propoem que o modelo de exposição das candidaturas seja revisto para os próximos pleitos. Toda a imprensa está convidada à participar e cobrir a divulgação oficial da nota no horário e endereço acima.

Além dos candidatos assinantes da nota/documento, foram convidados à participar do movimento os representates do PSTU no pleito presidencial, Sr. Hertz Dias, e do PCO, Sr. Rui Costa Pimenta, que participarão de evento em conjunto com os demais candidatos neste sábado, às 18 horas, no mesmo endereço informado.

Confira, abaixo, a nota completa:

MANIFESTO PÚBLICO CONJUNTO

NOTA DE DESAGRAVO PELA FALTA DE ISONOMIA ELEITORAL

Pelo pluralismo político, pela representatividade de gênero e pelo direito fundamental do eleitor à informação

26 de setembro de 2026

Lamentavelmente, as eleições brasileiras vêm sendo disputadas em um ambiente no qual as oportunidades de exposição dos candidatos não são distribuídas de forma proporcional à diversidade de projetos colocados à apreciação do eleitor.

É constrangedor constatar que, na prática, critérios como representatividade partidária, desempenho em pesquisas eleitorais, audiência e interesse comercial acabam determinando quem recebe maior espaço nos meios de comunicação e nos debates. Embora parte desses critérios esteja prevista na legislação eleitoral, o resultado concreto é a concentração da exposição pública em um número reduzido de candidaturas.

Cria-se, assim, um ciclo de retroalimentação: quem possui maior exposição tende a ser mais conhecido; quem é mais conhecido tende a aparecer com maior frequência nas pesquisas; e quem aparece melhor posicionado nas pesquisas passa a receber ainda mais atenção. Parafraseando o conhecido trecho da música popular: “o de cima sobe e o de baixo desce”.

O poder financeiro, a estrutura partidária, a audiência e a lógica comercial dos meios de comunicação não deveriam se sobrepor ao direito do eleitor de conhecer, comparar e avaliar ideias e propostas de governo. A escolha de quem deverá governar o Brasil pertence ao cidadão — e, para que essa escolha seja efetivamente livre, é necessário que ele tenha acesso ao conjunto de alternativas que estão formalmente colocadas nas urnas.

Na eleição para presidente da República em 2026, 13 candidaturas foram registradas para o primeiro turno. Entretanto, a exposição pública oferecida ao eleitor não corresponde, necessariamente, à existência dessas 13 alternativas.

O eleitor precisa saber que a eleição presidencial não se resume aos nomes que aparecem diariamente com maior frequência na televisão, nos portais de notícias, nas redes sociais ou nas pesquisas de intenção de voto.

Existe uma gama muito mais ampla de propostas para o Brasil. São projetos elaborados por candidatos que, mesmo dispondo de estruturas políticas e financeiras significativamente menores, apresentam alternativas para áreas fundamentais do país e contribuem para o debate democrático.

É justamente por isso que a isonomia de oportunidades de exposição merece ser discutida. 

A legislação eleitoral estabelece critérios objetivos para a participação em debates e para a distribuição do espaço de propaganda, inclusive considerando a representatividade dos partidos no Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, a própria legislação admite a participação facultativa de outras candidaturas e estabelece regras para a organização dos debates.

O debate, portanto, não deve se limitar à discussão sobre o cumprimento formal da legislação. É necessário discutir também se o modelo atual permite que o eleitor conheça suficientemente todas as alternativas antes de tomar sua decisão.

Quando candidatos são reiteradamente excluídos dos grandes debates, entrevistas e espaços de maior audiência, suas propostas deixam de chegar a milhões de brasileiros. O prejuízo não é apenas das campanhas atingidas. É também do eleitor, que passa a decidir com acesso desigual às informações sobre aqueles que disputam seu voto.

Por essa razão, manifestamos nosso desagravo diante da falta de isonomia na exposição das candidaturas presidenciais e defendemos uma medida concreta e urgente: que os veículos de comunicação responsáveis pelos debates de maior repercussão ampliem a participação dos candidatos regularmente registrados, permitindo que a população conheça, compare e questione diretamente suas propostas.

Da mesma forma, propomos que o modelo seja aperfeiçoado para as próximas eleições, de modo a ampliar a participação das candidaturas e reduzir os mecanismos que, ainda que amparados formalmente em critérios legais, possam produzir uma concentração excessiva da exposição eleitoral.

Esse quadro de restrição atinge contornos ainda mais graves e alarmantes quando se observa o recorte de gênero no atual pleito. Esta é, de forma estarrecedora, a primeira eleição presidencial deste século no Brasil em que as mulheres foram totalmente alijadas dos debates e sabatinas promovidos pelos grandes veículos de imprensa. O pretexto utilizado para esse silenciamento reside no fato de que nenhuma candidata mulher integra legenda com representação mínima no Congresso Nacional ou atingiu patamares elevados nas pesquisas preliminares de intenção de voto.

Torna-se imperativo lembrar que as mulheres representam a maioria absoluta da população e do eleitorado brasileiro, de modo que não existe democracia plena e legítima sem a participação feminina nos espaços centrais de deliberação política. A exclusão de todas as mulheres dos palanques eletrônicos de maior alcance não fere apenas as postulantes, mas atenta contra a própria essência republicana. A aplicação cega de critérios puramente aritméticos — sejam bancadas parlamentares ou pesquisas por amostragem — não pode, sob hipótese alguma, justificar a supressão de parcelas inteiras da cidadania e a anulação da voz de mais da metade do país no debate que definirá os rumos da nação.

Não se trata de reivindicar privilégio para uma candidatura específica. Trata-se de defender o direito do eleitor à informação, ao pluralismo e à comparação entre projetos de país.

As candidaturas que subscrevem este documento estendem simbolicamente este desagravo a todos os demais candidatos que, por diferentes razões, não tiveram oportunidade de participar deste ato ou de apresentar diretamente suas propostas ao eleitorado.

Uma eleição democrática não deve oferecer ao eleitor apenas os candidatos mais conhecidos. Deve oferecer condições para que ele conheça também aqueles que podem apresentar alternativas diferentes.

A democracia pressupõe escolha. E não existe escolha verdadeiramente ampla quando parte das alternativas permanece fora do alcance do eleitor.

Por fim, fica a seguinte reflexão: se uma doença possui 13 possibilidades de tratamento, limitar o paciente a conhecer apenas cinco delas pode significar abrir mão de soluções que sequer chegaram a ser avaliadas. Na democracia, o eleitor também precisa conhecer as alternativas antes de escolher qual caminho seguir.

sábado, 26 de setembro de 2026

Caixa libera valores do antigo fundo PIS/Pasep; saiba como sacar


 Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam entre 1971 e 1988 estão na fila para reaver as cotas do antigo fundo Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A partir desta sexta-feira (25), a Caixa Econômica Federal iniciou o pagamento de um novo lote de valores esquecidos.

Nesta rodada, têm direito ao recebimento aqueles que solicitaram o ressarcimento até 31 de agosto. O valor médio a ser pago varia de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, dependendo do tempo de trabalho e do salário da época.

Quem tem direito ao saque?

Podem sacar os valores:

  • Trabalhadores com carteira assinada entre 1971 e 1988
  • Servidores públicos do mesmo período
  • Herdeiros ou dependentes legais, em caso de falecimento
  • Quem solicitou o pagamento até 31 de março

É importante ressaltar que o benefício não tem relação com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente. Trata-se de cotas de um fundo antigo, que foi extinto em 2020.

Como consultar valores disponíveis

A consulta pode ser realizada pelo portal Repis Cidadão, utilizando login via conta Gov.br nos níveis prata e ouro. Veja o passo a passo:

  1. Acesse o site e faça login com CPF e senha
  2. Informe o número do PIS/Pasep ou NIS (se solicitado)
  3. Clique em “pesquisar”
  4. O sistema irá informar se há valores a serem resgatados e como proceder

Além disso, também é possível realizar a consulta pelo aplicativo do FGTS.

Como solicitar o pagamento

O pedido pode ser feito de duas maneiras:

  • Pelo aplicativo FGTS:
    • Acesse “Mais”
    • Clique em “Ressarcimento PIS/Pasep”
    • Envie os documentos e acompanhe a solicitação.
  • Em uma agência da Caixa:
    • Leve um documento oficial com foto.

O pagamento será feito por meio de crédito em conta. Para aqueles que não possuem conta na Caixa, o valor será creditado automaticamente em uma poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Herdeiros também podem solicitar

Herdeiros têm direito ao saque, desde que apresentem:

  • Documento de identificação
  • Certidão de dependentes ou autorização judicial
  • Documentação que comprove vínculo com o titular

Calendário de pagamentos

Os pagamentos variam de acordo com a data em que o pedido foi realizado. Confira os próximos lotes:

  • Até 31/08/2026 → recebe em 25/09/2026 (lote atual)
  • Até 30/09/2026 → recebe em 26/10/2026
  • Até 31/10/2026 → recebe em 25/11/2026
  • Até 30/11/2026 → recebe em 28/12/2026
  • Até 31/12/2026 → recebe em janeiro de 2027

Sobre o fundo PIS/Pasep

Criado na década de 1970, o fundo tinha como objetivo reunir recursos para complementar a renda de trabalhadores e servidores. Em 1988, foi substituído pelo modelo atual de abono salarial.

Os valores que não foram sacados foram transferidos em 2020 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, em seguida, ao Tesouro Nacional. Agora, o governo permite o resgate mediante solicitação.

Prazos para saque

Os pedidos de saque podem ser feitos até setembro de 2028. Após esse prazo, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro, sem possibilidade de novo saque.

Canais de atendimento

A Caixa disponibiliza atendimento pelos seguintes canais:

  • Telefone: 0800-726-0207
  • SAC: 0800-726-0101
  • Ouvidoria: 0800-725-7474
  • Site: caixa.gov.br

A orientação é verificar quanto antes se há valores disponíveis, a fim de evitar a perda do prazo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Reforma tributária vai exigir que pequenas empresas revejam gestão de impostos

 


Transição para IBS e CBS muda apuração de tributos e coloca empresas diante da escolha entre permanecer no Simples Nacional ou adotar regime híbrido; impactos para os pequenos negócios foram debatidos em seminário da CNI e do Sebrae

A reforma tributária vai obrigar micro e pequenas empresas a rever a forma como calculam impostos, administram créditos e tomam decisões sobre o regime tributário. A transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) também coloca os pequenos negócios diante de uma escolha: permanecer no Simples Nacional ou avaliar a migração para o chamado regime híbrido.

As mudanças foram discutidas nesta quarta-feira (23), durante o seminário “Pense nas Pequenas Primeiro”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Especialistas, empresários e representantes do setor público também debateram acesso ao crédito, produtividade, competitividade e redução do Custo Brasil.

Nova forma de apuração

Uma das mudanças apresentadas durante o evento foi a chamada apuração assistida. Segundo a auditora de Curitiba (PR) e integrante do Comitê Gestor do IBS, Clarissa Mendes, informações dos documentos fiscais serão integradas aos sistemas de apuração.

A proposta, segundo ela, é reduzir o trabalho manual das empresas e automatizar parte do processo de declaração.

“A apuração assistida para o Simples Nacional é justamente a declaração do PGDAS. Os valores apresentados nos documentos fiscais vão automaticamente, por meio de integrações de sistema, ser apresentados no PGDAS”, explicou.

Clarissa também destacou que uma calculadora será integrada aos documentos fiscais para fazer o cálculo do IBS e da CBS. A medida busca facilitar a adaptação das empresas à variação das alíquotas durante o período de transição.

Impacto sobre o caixa

O consultor e ex-auditor fiscal da Fazenda de São Paulo, Ângelo de Ângelis, chamou atenção para outro aspecto da tributação das pequenas empresas: os impostos pagos indiretamente na compra de insumos.

Segundo ele, a cumulatividade tributária pode comprometer uma parcela significativa do capital de giro das empresas do Simples Nacional.

“Existem os impostos invisíveis. Então aquilo que a empresa do Simples paga na compra, muitas delas não enxergam isso como pagamento de imposto — e é pagamento de imposto”, afirmou.

De Ângelis disse que simulações feitas com dados reais de empresas indicaram casos em que essa cumulatividade chega a comprometer quase 40% das necessidades de capital de giro.

Efeitos a médio prazo

Durante o seminário, o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles, refletiu sobre os efeitos da reforma tributária na economia e no dia a dia do setor produtivo. Ele apontou que, embora as projeções gerais possam parecer abstratas no presente, a real dimensão das mudanças no crescimento do país e nos negócios só será sentida a médio e longo prazo.

"Eu sei que muitas vezes os empresários desprezam esse efeito — 'eu quero saber o que vai acontecer na minha empresa' —, mas o efeito sobre o crescimento econômico, que hoje é teórico, está no modelo. Daqui uns cinco, seis anos, nós vamos conversar sobre o efeito econômico que essa reforma tributária vai ter, e aí vai ser mais palpável, porque nós vamos estar vendo o que aconteceu", afirmou Telles.

Pequenas empresas nas cadeias produtivas

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o fortalecimento das pequenas e médias empresas é necessário para ampliar a competitividade das cadeias produtivas brasileiras.

Segundo Alban, a estratégia não deve se concentrar apenas nas grandes empresas, mas integrar negócios de diferentes portes aos mercados nacional e internacional.

“Não adianta a gente focar na competitividade das grandes empresas, porque senão nós vamos ficar a reboque das cadeias produtivas internacionais e de outros concorrentes”, afirmou.

Crédito ainda é um desafio

O acesso ao financiamento também esteve entre os temas discutidos. Especialistas analisaram as dificuldades enfrentadas pelas empresas para obter crédito e mecanismos públicos que podem reduzir os riscos das operações.

O representante da Jornada Nacional de Inovação da Indústria, Carlos Bork, defendeu maior integração entre o Sebrae e as federações estaduais das indústrias para ampliar o atendimento às empresas.

“Se nós juntarmos o Sebrae e a capilaridade das federações, a gente impacta e chega em muito mais pessoas, muito mais empresários lá na ponta”, disse.

VEJA MAIS:

Já a representante da Agência Brasileira de Gestão de Fundos Garantidores e Garantias, Mayra Madri, destacou o Seguro de Crédito à Exportação como mecanismo de redução de risco para operações destinadas ao mercado externo.

Produtividade e acesso a mercados

A produtividade foi outro ponto levantado durante o evento. O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), José Ronaldo de Souza, afirmou que o país precisará elevar a produtividade para sustentar taxas de crescimento econômico nas próximas décadas.

“Para crescer 2%, nós vamos ter que crescer 1% em média nas próximas décadas a produtividade, sendo que a gente ficou com ela estagnada por décadas”, afirmou.

O debate também tratou da participação das pequenas empresas nas cadeias produtivas. O gerente de Competitividade do Sebrae Nacional ressaltou que o aumento da competitividade industrial depende da integração entre negócios de diferentes portes.

“Quando a gente olha para o processo produtivo de uma empresa, às vezes a gente pensa o que é mais importante: máquinas, pessoas ou o que está na frente? O mais importante é o fluxo. Quando a gente fala sobre o pequeno e leva esse raciocínio de um processo produtivo para uma lógica de desenvolvimento de cadeia produtiva, a gente tem que 92% das empresas industriais são pequenas empresas”, afirmou.

Custo Brasil

O encerramento do evento foi dedicado ao Custo Brasil. Segundo a CNI, os custos associados a entraves como infraestrutura e outros fatores que reduzem a competitividade chegam a R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles, afirmou que esse diferencial de custos dificulta tanto a inserção das empresas brasileiras nas cadeias globais quanto a competição no mercado doméstico.

O economista e professor da UnB, Jorge Arbache, defendeu que a estratégia de reindustrialização aproveite vantagens competitivas brasileiras, como a geração de energia renovável e a biomassa.
 



Fonte: Brasil 61

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

TSE barra a candidatura de Arruda ao GDF e ex-governador está proibido de fazer campanha

 

  • Cinco ministros disseram ‘não’ à ‘candidatura de Arruda na corrida ao GDF pelas condenações de improbidade administrativa quando foi governador do DF (Foto de Amarildo Castro)

Agora é oficial: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura ao Governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PSD) nesta quinta-feira, dia 24.

Relator do processo que analisava a candidatura de Arruda ao GDF, Dias Toffoli, e os ministros Ricardo Villas Bôas Cuevas, Sebastião Alves dos Reis Júnior, André Mendonça e Nunes Marques votaram pela rejeição do recurso impetrado por Arruda. Já os ministros Floriano Peixoto e Estela Aranha divergiram.

“A incidência da consequência eleitoral correspondente a cada condenação é inerente ao próprio regime jurídico, estabelecido pelo legislador, não se confundindo com hipótese de inelegibilidade indefinida ou perpétua“, destacou o relator.

Com a decisão, Arruda fica impedido de fazer campanha para tentar chegar ao GDF, como candidato.

Informações: TSE

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

COMPARECIMENTO ÀS URNAS VAI VALER COMO PROVA DE VIDA AUTOMÁTICA AO SISTEMA DO INSS

 



Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que comparecerem para votar nas eleições gerais deste ano terão a verificação automática no processo de Prova de Vida no INSS. Segundo o instituto, o procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

A Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida. O exercício do voto no dia do pleito atende a essa diretriz, dispensando o beneficiário que votou de realizar outras formas de comprovação. 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.


Post por Natália Rodrigues

Imagem: Renata Vasconcellos/G1

Dívida pública, empresas quebradas e famílias apertadas: a conta chegou para todos

                             As famílias também estão com dificuldades para pagar suas contas | Foto: Reprodução Por Cilas Gontijo Quando o ...

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