quinta-feira, 11 de junho de 2026

Hospital Cora completa um ano e amplia atendimento oncológico em Goiás

 


Unidade já realizou mais de 1,4 mil cirurgias e atende pacientes de diferentes estados brasileiros

Um ano após a inauguração, o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) contabiliza 420 novos pacientes atendidos, mais de 2,4 mil sessões de quimioterapia e 5,4 mil consultas médicas ambulatoriais.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (10) pelo governador de Goiás, Daniel Vilela, durante o balanço das atividades da unidade, que atende pacientes oncológicos infantojuvenis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao lado da primeira-dama Iara Vilela, o governador destacou que o hospital ampliou o acesso a tratamentos de alta complexidade para pacientes de Goiás e de outros estados. O complexo recebeu investimento de R$ 255,8 milhões e iniciou as atividades em junho de 2025.

“É importante comemorar esse primeiro ano. Só ele já justifica todo o investimento, todos os desafios que foram superados inicialmente com a determinação do governador Ronaldo Caiado de oferecer, às famílias goianas e a outros brasileiros, um tratamento de qualidade”, afirmou Daniel. “A gente tem aqui um hospital de combate ao câncer infantil. O mais efetivo que tem no combate à doença, com todos os equipamentos modernos e que permitem tratamentos tão evoluídos”, acrescentou.

Segundo o governador, a unidade reduziu a necessidade de deslocamento de famílias que antes buscavam atendimento em outros centros especializados.

“Quando você tem um diagnóstico dessa doença, você inicia não só uma batalha de saúde, mas existem outras. Por exemplo, a de tantas pessoas que têm que deixar o seu trabalho, a sua renda, mudar com os seus filhos para Barretos, que era sempre o ponto mais buscado pelas famílias mais simples do nosso estado, que não tinham recursos para se tratar no privado”, disse.

“A partir do momento que tem o Cora, a gente modifica a vida dessas pessoas e minimiza esse momento de tanta dificuldade, essas batalhas vividas por essas pessoas”, completou Vilela.

Fila zerada 

Responsável pela gestão do hospital e presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata afirmou que a unidade contribuiu para zerar a fila de tratamento oncológico infantil em Goiás.

“Pessoas de Goiás, Tocantins, estavam indo para Porto Velho porque não tinha vaga em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e tinham de se dirigir para qualquer parte do país. Essa fila para Goiás acabou”, declarou.

Prata também avaliou que a estrutura oferecida pelo Cora supera a de hospitais privados de referência.

“Essa estrutura oferecida é superior a qualquer serviço privado que tem na capital de Goiás ou que tem na capital de São Paulo. As provas disso são científicas. E é graças ao Tesouro do Estado de Goiás, a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado e do governador Daniel Vilela que assumiram isso sem dividir com o governo federal.

O estado não ficou esperando parceria com ninguém. Assumiu, isso é uma responsabilidade de gestão”, afirmou.

Relatos positivos

Além dos resultados assistenciais, pacientes e familiares relataram os impactos do atendimento recebido.

Mãe de Noah, atendido na unidade há quase um ano, Bianca Rodrigues afirmou que a abertura do hospital evitou a transferência da família para outro estado. “Achei maravilhoso, porque não permitiu a gente deslocar para outra cidade; estava na iminência de ir para outro hospital, ou para Barretos ou para Brasília”, disse. “Desde quando abriu, sempre fomos bem assistidos. O tratamento foi rápido: assim que abriu, já fez a cirurgia, acompanhamento e biópsia. Então, pra gente foi maravilhoso.”
Márcia Apinajé Santiago, mãe de Rômulo, de 18 anos, diagnosticado com leucemia aos 17, também relatou a experiência da família.

“O plano era ir para Brasília, porque temos parentes lá. Quando chegamos aqui em Goiânia, uma pessoa falou que o governador tinha construído esse hospital, comparado com o de Barretos”, contou. “Desde o dia que ele [Rômulo] entrou aqui, nunca faltou nada. Já no primeiro dia, ele foi super bem atendido. Ele tá super bem agora; vamos ficar só acompanhando. Era para ser um tratamento de um a dois anos, mas ele reagiu tão bem. A gente só tem a agradecer.”

Natural de Araguatins (TO), Fabiana Santos Maiada também enfrentou dificuldades até encontrar atendimento para o filho, Mário Francisco, de 15 anos.

“Meu filho recebeu diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda B2 e daí veio toda essa trajetória nossa de transferência para um hospital onde tivesse tratamento. Foi um tempo muito angustiante. Porque além da doença, a gente também tem a luta financeira. Porque não tinha como meu esposo trabalhar. Ele [Mário Francisco] ficou 3 meses internado”, relatou.

Fabiana lembra que soube da abertura do hospital ainda durante o tratamento do filho em Rondônia. “Em março de 2025, uma enfermeira do Hospital em Rondônia falou que que ia ter esse hospital aqui. E foi como uma chuva de bençãos para o meu filho Mário Francisco. Ele se sentiu mais vigoroso, com vontade de viver, de lutar contra essa doença.”

Sobre a estrutura

O Cora conta com 60 leitos pediátricos, incluindo internação, observação, UTI pediátrica, centro cirúrgico, unidade de quimioterapia e setor de transplante de medula óssea.

A estrutura também dispõe de equipamentos de ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassom, raio-X digital e centro de reabilitação com tecnologia robótica.

O secretário estadual da Saúde, Rasível Santos, destacou os resultados obtidos desde a inauguração. “Estamos acompanhando muitas curas acontecendo aqui no Cora, resultado de uma política pública de muita responsabilidade, começada com o ex-governador Ronaldo Caiado e agora sendo conduzida pelo nosso governador Daniel Vilela”, afirmou.

Ao destacar o papel que a unidade vem desempenhando no atendimento oncológico em Goiás, o diretor-geral do Cora, Rafael Mendonça, ressaltou que o hospital se consolidou como um espaço de acolhimento, integração entre equipes e apoio às famílias durante o tratamento.

"O Cora tem uma importância ímpar nesse Estado. Eu tenho repetido sempre que ele é o hospital dos encontros. Aqui os profissionais se encontraram, as famílias se encontraram e os pacientes se encontraram. E com um objetivo único, que é cura", pontuou.

Números

A oncologia pediátrica concentra o maior volume de atendimentos do hospital, com 3,8 mil registros realizados no período. Outro avanço foi a implantação do serviço de transplante pediátrico de medula óssea.

Até o momento, o Cora realizou quatro transplantes autólogos de células-tronco em crianças e aguarda a regulação necessária para iniciar os transplantes alogênicos, quando o paciente recebe tecido de um doador compatível.

Ao longo do primeiro ano, foram realizadas 2,4 mil sessões de quimioterapia. O atendimento multidisciplinar somou 8,3 mil consultas em áreas como enfermagem, psicologia, fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia, terapia ocupacional e odontologia.

O centro cirúrgico contabilizou 1,4 mil procedimentos, entre eles 242 cirurgias de grande porte, 198 de médio porte e 958 de pequeno porte.

A maior parte dos pacientes atendidos (98,25%) é de Goiás, embora o hospital também tenha recebido pessoas do Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.

Na avaliação dos usuários, o hospital alcançou índice de 84,5% no Net Promoter Score (NPS), indicador que o posiciona na faixa de excelência. Já levantamento da Ouvidoria, realizado entre fevereiro e maio, mostrou que 98,6% dos pacientes e familiares recomendariam a unidade para amigos e parentes.

A estrutura física obteve 100% de aprovação. A equipe multiprofissional registrou índice de 98,6%; a equipe médica, 95,9%; e a enfermagem, 91,89%.

Parceria com o Crer

O hospital também está em fase final de negociação de uma parceria com o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

Pelo acordo, pacientes elegíveis para terapia robótica serão encaminhados ao Cora, que dispõe de quatro robôs voltados à reabilitação. A expectativa é atender cerca de 10 pacientes do Crer por semana, sempre às sextas-feiras, após triagem para identificação dos casos aptos ao uso da tecnologia.
 



Fonte: Brasil 61

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CRISE NO PARTIDO REPUBLICANOS-- SENADOR CLEITINHO ( MG), FALA UMAS VERDADES E BISPO DA UNIVERSAL QUE É DONA DO PARTIDO NÃO GOSTOU

 



O cenário político em Minas Gerais ganhou novos capítulos de tensão após uma troca de declarações públicas entre o senador Cleitinho (MG) e o presidente nacional do Republicanos, o deputado federal e bispo da Igreja Universal Marcos Pereira. 


A divergência gira em torno da garantia de legenda para uma eventual candidatura de Cleitinho ao governo mineiro nas eleições de 2026.


​A reação de Marcos Pereira


​Após Cleitinho manifestar publicamente que não confiava totalmente nas promessas da cúpula de seu partido, Marcos Pereira reagiu de forma incisiva. 


O presidente do Republicanos afirmou que o senador "não tem segurança do que realmente quer" e ressaltou que, embora já tenha assegurado a legenda ao parlamentar por diversas vezes, Cleitinho parece não conhecê-lo o suficiente para saber que ele possui "uma só palavra".


​As duras críticas de Cleitinho


​O mal-estar se intensificou após uma entrevista de Cleitinho à newsletter Jogo Político, do jornal O Globo.


Na ocasião, o senador não poupou críticas a figuras ligadas à sua própria legenda. 


Ele chamou o ex-deputado Eduardo Cunha — aposta do Republicanos para puxar votos em Minas Gerais — de "vagabundo" e disparou contra o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, rotulando-o de "falso profeta".


​Cleitinho, que aparece liderando as pesquisas de intenção de voto no estado (com 37% na última pesquisa Quaest), adota uma estratégia de mistério sobre suas reais intenções para o Executivo mineiro. 


O parlamentar declarou que só pretende tomar uma decisão definitiva mais adiante, ironizando a pressa de adversários que estão atrás nas pesquisas e afirmando que, no momento, prefere focar em assistir aos jogos da Copa do Mundo.


​O fator Flávio Bolsonaro e o PL


​A indefinição de Cleitinho mexe diretamente com as estratégias da direita no estado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, atua para consolidar um palanque forte em Minas Gerais e saiu em defesa do aliado. 


Flávio declarou confiar "100%" em Cleitinho, elogiando sua capacidade para assumir um cargo no Executivo e rebatendo críticas de que ele não estaria preparado.


​Apesar do apoio explícito do grupo bolsonarista ao nome de Cleitinho, o PL também trabalha com outros cenários de bastidores. 


Em reuniões recentes com o próprio Marcos Pereira, dirigentes do PL ventilaram desenhos alternativos que incluem o empresário Flávio Roscoe (ex-presidente da Fiemg) na cabeça de chapa ou compondo como vice em uma eventual aliança formal entre as duas siglas.


​Fontes:

​Reportagem de Fernanda Alves publicada no portal O Globo em 05/06/2026.

​Entrevistas concedidas à newsletter Jogo Político (por Thiago Prado) e ao jornal O Tempo.

​Dados de intenção de voto citados da pesquisa Quaest.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Reforma do Seguro Rural deve ser aprovada ainda este mês, espera bancada agropecuária no Congresso Nacional


ntenção é que o novo mecanismo de política agrícola esteja disponível para o Plano Safra 2026-2027; para diretor da Associação Comercial e Empresarial de Toledo (PR), medida pode reduzir inadimplência e ampliar a proteção dos produtores

 O Projeto de Lei 2951/24, aprovado há cerca de duas semanas na Câmara dos Deputados, não deve demorar a ser votado no Senado Federal. Essa é a expectativa das lideranças da bancada da agropecuária no Congresso Nacional, para que as mudanças estejam valendo antes do lançamento do Plano Safra 2026-2027.

para que as mudanças estejam aprovadas antes do lançamento do Plano Safra 2026-2027.

“Está bem encaminhado, vamos dizer assim. Não estou fazendo alteração no texto sem combinar com a senadora [Tereza Cristina, PP-MS], que é a autora do texto, e buscando efetivamente o entendimento nesse sentido”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR).

A matéria reformula a política agrícola e o Prêmio do Seguro Rural (PSR). O texto trouxe novidades, como taxas de juros menores e prioridade em operações de crédito rural quando elas estiverem seguradas, com o prêmio bancado pelo “Fundo Catástrofe”, abastecido com recursos públicos, o que deve garantir a execução dos contratos e tornar o modelo mais atrativo.

Um dos pontos de maior atrito entre deputados e equipe econômica do governo era a origem da despesa, que seguiu no Ministério da Agricultura, a contragosto dos parlamentares representantes do agro, que preferiam a transferência da responsabilidade para o Ministério da Fazenda, por entenderem que seria mais difícil de ser bloqueado ou contingenciado.

“Ele ficou muito mais abrangente no texto da Câmara, a gente precisava disso, principalmente para ele ter uma eficácia mais rápida. A questão do fundo, acho que é o ponto principal e ele sim está sendo bem constituído ali pela pela pelo projeto. Agora, claro que a origem dos recursos que é a grande discussão”, avaliou Lupion.

Originalmente, a proposta foi apresentada no Senado e aprovada em dezembro do ano passado, quando seguiu para a Câmara. Diante das mudanças substanciais no texto de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), a matéria retorna para a casa de origem, que deve votar se mantém as alterações ou se retoma o primeiro formato.

Expectativa do setor produtivo

A espera de maior disponibilidade de recursos não está somente nos corredores do Congresso Nacional. O setor produtivo compartilha da perspectiva de que, com a subvenção do seguro rural com verbas de fundos públicos, haja maior segurança nas operações e maior procura por apólices.

“Na nossa visão, é fundamental esse aumento do valor do limite, para que mais produtores possam acessar e, obviamente, proteger a sua produção, seja ela por uma intempérie climática ou até por alguma sinistralidade”, afirmou Anderson Sabadin, diretor de agro e conselheiro da Associação Comercial e Empresarial de Toledo/PR (ACIT).

Ainda segundo Sabadin, que também atua como diretor-presidente da Primato, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Paraná, o incentivo e adesão à securitização agrícola tende gerar um efeito multiplicador. Com menos riscos na operação, o produtor rural consegue reduzir os custos de produção e diminuir a inadimplência de toda a atividade, criando um ciclo virtuoso.

“Você tende a diminuir também essa questão de exposição ao risco, onde nós vemos vários produtores em dificuldade, ficando inadimplentes ou até mesmo algumas RJs [recuperações judiciais], que vêm prejudicando em si a imagem do agro. Isso tudo muda, uma vez que o produtor está mais protegido, a tendência é cair o custo das operações financeiras”, explicou o executivo.

Panorama

Os últimos anos demonstram uma estagnação de contratação e recursos do PSR.  De R$ 1,15 bilhão em 2021, ano do maior montante destinado e executado à subvenção, os valores caíram para R$ 565,3 milhões no ano passado, menor nível desde 2019, segundo o Atlas do Seguro Rural, plataforma do Ministério da Agricultura.

Para este ano, o orçamento disponibilizado para o programa foi de R$ 1,01 bilhão. Bem abaixo dos R$ 4 bilhões apontados por entidades do setor agropecuário como necessários.

A escassez de recursos se reflete na baixa contratação do seguro rural. A plataforma do Ministério da Agricultura aponta para 3,2 milhões de hectares assegurados em 2025, 3,3% da área plantada, uma queda de 55% em relação a 2024, e o pior desempenho nos últimos 10 anos.



Fonte: Brasil 61

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Goiás recebe novos equipamentos para ampliar oferta de cirurgias no SUS

 

  • Entrega integra ação nacional do Ministério da Saúde que prevê 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos em todo o país, com investimentos superiores a R$ 546 milhões

Foto: Luciano Velleda/ MS 

O estado de Goiás será contemplado com 14 combos cirúrgicos dentro das ações do Novo PAC Saúde, em uma entrega nacional que teve nova etapa de contratos assinada nesta quarta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta fase, o Ministério da Saúde prevê a aquisição de 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos. Ao todo, serão entregues 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos, destinados a 185 municípios em todos os estados do país, com investimento de R$ 546 milhões. No estado, o investimento total é superior a R$ 21 milhões. 

Em todo o país, os combos viabilizam a realização de 428 mil cirurgias eletivas por ano e contribuem para a redução das filas e do tempo de espera por procedimentos especializados, além de promover a modernização tecnológica da rede pública de saúde. 

Do total destinado ao estado de Goiás, há combos de cirurgia geral e oftalmológica que já estão em uso e promovem mais agilidade e segurança em procedimentos de média e alta complexidade. Foram beneficiadas instituições de saúde dos municípios de Anápolis, Aparecida de Goiânia, Formosa, Goiânia, Luziânia, Pirenópolis, Rio Verde, Santa Helena de Goiás e Uruaçu.

domingo, 7 de junho de 2026

Em meio a debate sobre aborto legal, 100 meninas de até 14 anos viram mães por ano no DF

 

                  Arte/Metrópoles

Projeto aprovado recentemente no Senado anula resolução que estabelecia normas para o aborto legal em menores vítimas de estupro no Brasil.

Thalita Vasconcelos

Enquanto o Senado Federal avança na revogação das diretrizes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) para o atendimento de menores vítimas de violência sexual e acesso ao aborto legal, o Distrito Federal contabilizou, entre 2020 e 2024, 503 partos de meninas de 10 a 14 anos, faixa etária em que toda gestação é considerada resultado de estupro de vulnerável pela legislação brasileira.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) n° 3/2025, aprovado na última terça-feira (2/6), suspendeu os efeitos de inteiro teor na Resolução nº 258 de 2024 do Conanda. A resolução previa uma série diretrizes e orientações que deveriam ser aplicadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento a menores vítimas de estupro amparados na lei da Interrupção Legal da Gestação.

A norma agora derrubada pelo Congresso estabelecia que menores vítimas de estupro tivessem direito ao aborto legal de forma “célere e sem discriminação“, bem como acesso à informação “de forma clara e adequada à sua idade” sobre sua saúde e condição.

Em termos simples, o PDL não suspende a lei que prevê o acesso à interrupção da gestação de forma legal. Ou seja, o aborto em casos de estupro segue garantido pelo artigo 128, inciso II, do diploma penal de 1940. O que o Senado aprovou foi a derrubada da resolução que regulamenta e orienta como esse direito deve ser acessado e estabelecido dentro da rede pública de saúde.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), referentes a crianças e adolescentes atendidas na rede pública, 123 meninas entre 10 e 14 anos deram à luz em 2020. Embora o número tenha apresentado redução ao longo dos anos, o cenário continua preocupante. Em 2024, foram registrados 88 partos nessa mesma faixa etária.

Os dados são do sistema Info Saúde-DF e contemplam apenas os nascimentos com vida. Isso significa que o total de gestações envolvendo meninas de 10 a 14 anos pode ser ainda maior, uma vez que a base não inclui casos de natimortos, perdas gestacionais ou interrupções da gravidez.

Meninas entre 10 e 14 anos que tornaram-se mães no DF

2020-2024


Código Penal brasileiro classifica como estupro de vulnerável “ter conjunção carnal ou praticar ato libidinoso com menor de 14 anos”. Ou seja, todas as 503 meninas que engravidaram no DF entre 2020 e 2024 teriam direito ao aborto legal pelo SUS.

Todavia, a análise dos dados aponta que o número de abortos legais feitos por ano se mostra “irrisório” se comparado à quantidade de crianças de até 14 anos que são mães.

De acordo com a SES-DF, no primeiro semestre do ano passado, 199 mulheres foram atendidas e realizaram a interrupção da gravidez de forma legal em ambiente de saúde adequado. Destas, 13 eram crianças ou adolescentes entre 10 e 18 anos. Ao longo de 2024, 41 meninas realizaram o aborto legal no rede pública do DF e em 2023 foram 31 casos.

Acesso ao Aborto legal

A rede pública de saúde do DF oferece atendimento especializado e humanizado às pessoas vítimas de violência sexual. Nesses casos, é fundamental que a vítima procure uma unidade de urgência e emergência o mais rápido possível, preferencialmente em até 72 horas após a ocorrência, para ter acesso à quimioprofilaxia e às demais medidas de prevenção.

Todos os hospitais da rede estão aptos a realizar esse primeiro atendimento. Após essa etapa inicial, a pessoa é encaminhada para acompanhamento especializado nos Centros de Especialidades para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (CEPAVs).

Outro serviço oferecido é o Programa de Interrupção Gestacional Prevista em Lei (PIGL), que funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília Dr. Antônio Lisboa (Hmib), unidade referência a esse tipo de atendimento tanto para o DF quanto para o Entorno.

Nos casos de gestação decorrente de estupro, o PIGL realiza a interrupção respeitando Norma Técnica do Ministério da Saúde (MS).

Para a codiretora da campanha Nem Presa Nem Morta, Laura Molinari, a derrubada da resolução do Conanda faz parte de um movimento mais amplo de setores conservadores para restringir o acesso ao aborto legal no país. Segundo ela, embora o PDL não altere os direitos já previstos na legislação brasileira, a medida pode gerar insegurança e dificultar o atendimento às vítimas de violência sexual.

“A resolução surgiu justamente porque, embora o direito exista na lei, ele muitas vezes não é acessado na prática. Todos os dias, mais de 30 meninas com menos de 14 anos dão à luz no Brasil. A norma buscava enfrentar obstáculos históricos no acesso aos serviços de saúde e proteção. Com sua derrubada, essas barreiras tendem a se fortalecer novamente”, afirma.

Segundo Molinari, além dos impactos sobre os serviços, a medida pode gerar medo e desinformação entre as vítimas e suas famílias. “Quando se cria um ambiente de incerteza sobre direitos já garantidos, muitas pessoas deixam de procurar ajuda. Isso afeta justamente quem está em situação de maior vulnerabilidade e precisa de informação acessível, acolhimento e proteção”, aponta.

A especialista também ressalta que a norma funcionava como um instrumento de padronização dos fluxos de atendimento, reunindo em um único documento diretrizes dispersas em leis, portarias e outros atos normativos.

Não é razoável esperar que um profissional consulte dezenas de legislações para saber como agir diante de uma criança vítima de violência sexual. A resolução consolidava essas orientações e facilitava o acesso ao cuidado”, explica.

PDL nº 3/2025

O PDL n° 3/2025 é de autoria da deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ) e foi relatado no Senado por Damares Alves (Republicanos-DF). O texto chegou na Casa Alta em novembro de 2025 e foi aprovado em uma votação relâmpago — em dois minutos o PDL foi aprovado em votação simbólica, quando não há registro dos votos.

Além da prioridade absoluta no acesso ao serviço do interrupção legal da gestação, a diretrizes do Conanda orientavam sobre agilidade no encaminhamento/acolhimento nos serviços especializados.

O texto destacava ainda que, quando houvesse gravidez decorrente de estupro, risco de vida ou anencefalia, a vítima deveria ser encaminhada imediatamente ao serviço de saúde. A manifestação de vontade da criança ou adolescente deveria ocorrer por meio de escuta especializada e com garantia de sigilo — seja com ou sem autorização dos pais.

As normas também asseguravam acompanhamento durante o processo e buscam evitar a revitimização. Na falta de serviço no local onde a menor reside ou procurou atendimento, o poder público deveria providenciar atendimento em outra localidade em até cinco dias, custeando o deslocamento.

No relatório, Damares defende que o Conanda invadiu competência do Legislativo. A parlamentar também criticou diretrizes estabelecidas pelo órgão, que prevê que a interrupção da gestação pode ocorrer sem a participação ou ciência dos pais e responsáveis da menor.

Quer dizer, os pais não serão comunicados de um possível procedimento de interrupção da gravidez e dos cuidados após a criança ter sido abusada. Os pais, se não forem eles os culpados, precisam participar desse processo de proteção da criança”, disse a senadora.

Na avaliação da senadora, esses temas também extrapolam a função regulamentar do conselho e exigem disciplina por meio de lei formal.

Em vez de fortalecer a articulação entre família, rede protetiva e órgãos de segurança pública, a norma cria mecanismos que relativizam a participação dos responsáveis legais e reduzem a centralidade de instrumentos tradicionalmente utilizados para proteger a própria criança”, afirmou.


Por outro lado, o Conada defende que, em termos práticos, o acesso de menores vítimas de violência ou que busquem pelo aborto dentro das previsões legais no Brasil, podem enfrentar mais dificuldade no acesso ao serviço de interrupção da gestão.

Na prática, a resolução nº 258 de 2024 estabelecia um “padrão” para ser implementado em todo o sistema público de saúde a partir da acolhida à vítima de violência ou que busque pelo aborto legal. A partir de agora, cada cidade, estado ou município, vai poder ter suas diretrizes.


Por se tratar de um instrumento constitucional que não exige sanção presidencial, o texto segue promulgação sem precisar da assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A assinatura da promulgação deve ser do próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).


Fonte: Metrópoles

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Marcas brasileiras fortalecem presença global durante semana da moda praia em Miami



  


46 empresas apresentaram coleções da Miami Swim Week, nos Estados Unidos; participação teve apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil)

 A moda praia brasileira voltou a ocupar espaço no mercado internacional durante a Miami Swim Week, realizada nos Estados Unidos. Ao longo do evento, encerrado na última segunda-feira (1º), 46 marcas nacionais apresentaram suas coleções a compradores, distribuidores e especialistas do setor, em uma vitrine voltada aos segmentos de beachwear, resortwear e lifestyle.

A participação brasileira ocorreu com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e integrou ações voltadas à ampliação dos negócios da indústria da moda no exterior. As empresas estiveram presentes em algumas das principais plataformas comerciais da programação, levando produtos que apostam em design próprio, inovação e práticas sustentáveis.

“É uma oportunidade de mostrar ao mercado internacional a força da nossa moda praia, que vai muito além da estética. Através dos programas Texbrasil e Fashion Label Brasil, a ApexBrasil apoia um setor que combina criatividade, autenticidade, inovação e sustentabilidade, atributos cada vez mais valorizados pelos consumidores e compradores globais”, destaca a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso.

A presença brasileira na Miami Swim Week contou com o suporte de dois programas voltados à internacionalização da moda nacional. O Texbrasil, desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e o Fashion Label Brasil, realizado em conjunto com a Associação Brasileira de Estilistas (ABEST), atuam para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao mercado internacional.

No evento, as ações do Texbrasil levaram marcas nacionais à SwimShow e à Curve Miami. Já o Fashion Label Brasil apoiou a participação de empresas na Cabana Show, feira voltada ao segmento premium. Além dessas iniciativas, a marca Borana representou o Brasil na Colombiamoda Miami como convidada internacional, em uma ação inédita organizada pelo Texbrasil.

“A ApexBrasil apoia a moda brasileira por meio dos nossos projetos setoriais. Das 46 marcas selecionadas, temos 25 na Cabana Show, com uma curadoria bem rigorosa. Tem marcas que participam pela primeira vez e outras que vêm se consolidando nesse mercado. Na SwimShow, estamos levando 21 marcas para que possamos promover a moda brasileira mundo afora”, complementou Maria Paula Velloso.

Outra iniciativa ocorreu na Colombiamoda Miami. Pela primeira vez, a marca Borana participou como convidada internacional em uma ação promovida pelo Texbrasil.

A Plié, especializada em moda íntima, esteve entre as marcas brasileiras que participaram da Miami Swim Week. O gerente Nacional de Treinamentos e Produtos da empresa, Rodrigo Lopes, destacou a importância do apoio institucional para ampliar a presença em mercados internacionais.

“A Plié é uma indústria 100% brasileira e, com esse orgulho que nós temos, também agradecemos a ApexBrasil e a Abit por nos proporcionarem a oportunidade de estarmos juntos nesta feira e, com certeza, em outras que virão”, destacou.

Participação feminina e sustentabilidade

A presença brasileira em Miami refletiu o esforço do setor para ampliar sua atuação em mercados consolidados, como o norte-americano. Nos últimos anos, a moda nacional tem buscado espaço no exterior apoiada em atributos como identidade de marca, qualidade e diferenciação de produto.

Para Cecília Prado, proprietária da marca Cecília, especializada em moda feminina em tricô, a participação no evento representou um marco na trajetória da empresa e uma oportunidade de apresentar o trabalho da marca ao mercado internacional. “É muito tempo de dedicação, de entrega, de trabalho duro. E, aqui a gente vê toda essa concretização de sucesso e êxito”, enfatizou.

VEJA MAIS:

Entre as empresas ligadas ao Fashion Label Brasil, cerca de 85% são lideradas por mulheres. O programa reúne aproximadamente 180 marcas e atua há mais de duas décadas na promoção do design brasileiro fora do país. Segundo os dados da iniciativa, cerca de 40% das participantes já incorporaram práticas sustentáveis e ecológicas em seus processos produtivos.

No caso do Texbrasil, a atuação voltada à internacionalização da indústria têxtil e de confecção soma mais de 25 anos. Ao longo desse período, o programa apoiou cerca de duas mil marcas brasileiras e contribuiu para a geração de mais de US$ 11 bilhões em negócios internacionais.

Feira concentra compradores de vários países

Considerada uma das principais agendas globais do setor, a Miami Swim Week reuniu centenas de expositores de diferentes países e atraiu compradores, varejistas, distribuidores e jornalistas especializados.

Para as empresas brasileiras, a participação representou uma oportunidade de ampliar contatos comerciais, prospectar novos mercados e fortalecer sua presença internacional. A iniciativa também fez parte da estratégia da ApexBrasil de estimular a inserção de produtos brasileiros em mercados externos e ampliar a competitividade das empresas nacionais no comércio global.
 



Fonte: Brasil 61

quinta-feira, 4 de junho de 2026

" JATINHO DE LUXO DOS EUA É PEGO NO PARAGUAI COM 260 KG DE MACONHA PREMIUM: VIPs AMERICANOS PRESOS E PILOTO FOGE!"

 


No dia 30 de maio de 2026, a SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai) apreendeu um Bombardier Challenger 604 no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção. O jato executivo veio de Miami (EUA), com escala no Panamá, carregando 261,6 kg de maconha premium (alta qualidade, com alto teor de THC), escondida em malas. A droga estava avaliada em cerca de US$ 3,6 milhões.

Três cidadãos americanos foram presos: Marisol Rivas (39), Troy Anthony Vásquez (42) e David Thomas Wise (58). O piloto principal, o estoniano Keith Siilats (empresário e co-fundador da Bolt), fugiu do país antes da operação e é considerado foragido. O copiloto, o americano Jabari Stephen Brown (“Captain Treezy” — conhecido por ter ganhado um jato em um desafio do MrBeast), foi detido brevemente mas liberado por falta de evidências de envolvimento.

A operação foi feita no âmbito do Programa Colibrí, com auxílio de cães farejadores. A maconha tinha destino provável ao mercado brasileiro.


Fonte: Brutus do Ar ( internet)

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