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sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Distrito Federal Saiba como concorrer a bolsa de estudo integral em cursos superiores

 

Inscrições podem ser feitas até as 18h desta sexta (9); programa garante o acesso gratuito a servidores e empregados públicos e ex-alunos da rede p...


Por: RedaçãoFonte: Agência Brasília

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Servidores públicos efetivos, empregados públicos e ex-alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal têm até as 18h desta sexta-feira (9) para se inscreverem no processo seletivo do Programa de Concessão de Bolsas de Estudo, gerido pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (Seplad). Para concorrer, é preciso preencher o formulário de inscrição eletrônico disponível neste link .

edital , publicado pela Escola de Governo do Distrito Federal (Egov) doDiário Oficial do DF(DODF) prevê 87 bolsas integrais para o primeiro semestre de 2023 ofertadas pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (UDF).

Imagem: Escola de Governo
Imagem: Escola de Governo

Há oportunidades para 22 cursos superiores, entre eles bacharelados em administração, ciência política, ciências contábeis, direito, jornalismo, pedagogia e relações internacionais em três turnos: matutino, vespertino e noturno. A quantidade de vagas por curso pode sofrer modificações sem prévio aviso.

O processo de concessão das bolsas tem etapas distintas de seleção para servidores públicos e da rede pública de ensino (sociedade civil). No caso dos candidatos da administração pública, serão levados em conta o tempo de serviço, a assiduidade, o número de dependentes, a remuneração e o nível de escolaridade.

Para os candidatos da sociedade civil, as exigências incluem a conclusão dos três anos do ensino médio em escola da rede pública de ensino do DF, participação na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2021 e média mínima obtida de 400 pontos, além da comprovação de hipossuficiência de renda familiar.

O resultado final da seleção será publicado no DODF e no site https://egov.df.gov.br/processo-seletivo-1o-semestre-de-2023/ e será enviado por ofício ao UDF.

O Programa de Concessão de Bolsas de Estudo existe no Governo do Distrito Federal (GDF) desde o final da década de 1960. O objetivo é garantir oportunidade de acesso totalmente gratuito ao ensino superior.

*Com informações da Escola de Governo


quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

ECONOMIA | BENEFÍCIO CAIXA paga sexta parcela dos benefícios Caminhoneiro e Taxista neste sábado (10)


 A CAIXA credita no próximo sábado, 10 de dezembro, a sexta parcela dos benefícios Caminhoneiro e Taxista. Ao todo, serão beneficiados cerca de 692 mil profissionais. O crédito será realizado em conta poupança social digital aberta automaticamente em nome do beneficiário. A movimentação dos valores pode ser feita pelo aplicativo CAIXA Tem ou em qualquer agência do banco.

Os auxílios Caminhoneiro e Taxista preveem o pagamento de R$ 1 mil aos beneficiários. 

Têm direito ao benefício os caminhoneiros cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas até 31 de maio de 2022, cadastro mantido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, com registro de atividade/operação de transporte de carga na ANTT em 2022, ou que tenham realizado a autodeclaração do Termo de Registro. 

Já o Benefício Taxista é concedido aos motoristas de táxi registrados nas prefeituras até 31 de maio de 2022. Esses taxistas precisam ser titulares de concessão, permissão, licença ou autorização emitida pelo poder público municipal ou distrital. Precisam ainda atender aos demais critérios definidos na portaria do governo federal que regula o benefício, publicada em julho deste ano, pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Com os valores, o beneficiário também pode pagar contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo CAIXA Tem ou nas casas lotéricas.

Utilizando o aplicativo também é possível realizar saques nas casas lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais de autoatendimento, por meio da geração de token, um código autorizador, diretamente no app. A CAIXA orienta que os beneficiários atualizem o cadastro no aplicativo para aproveitar todos os serviços disponíveis no CAIXA Tem.

Os motoristas que tiverem dúvidas sobre o pagamento dos benefícios podem ligar para a Central de Atendimento Alô Trabalho, no número 158. As informações sobre o pagamento das parcelas também podem ser consultadas no Atendimento CAIXA ao Cidadão pelo número 111.

Para mais informações sobre o calendário de pagamento dos benefícios Caminhoneiro e Taxista, basta acessar www.caixa.gov.br.



Fonte: Brasil 61

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

EBC faz cerimônia de premiação do Festival de Música 100 anos de Rádio

 

     Cerimônia ocorreu  na Sala Cecilia Meireles no Rio de Janeiro


Por: RedaçãoFonte: Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma grande festa foi realizada na noite de hoje na Sala Cecilia Meireles, no centro do Rio de Janeiro, para encerrar as comemorações do centenário do rádio no país. AEmpresa Brasil de Comunicação (EBC)promoveu a cerimônia de premiação do Festival de Música 100 anos de Rádio com um espetáculo especial que começou às 20h.

A apresentação reuniu os três finalistas de cada uma das cinco categorias da primeira edição do festival promovida em formato integrado pelas tradicionais emissoras públicasRádio MECeRádio Nacional. As obras foram selecionadas por meio de voto popular e por indicação da Comissão Julgadora. A iniciativa teve a finalidade de descobrir novos talentos musicais e estimular o lançamento de projetos inéditos.

Os ganhadores em cada categoria, são: Prêmio Rádio MEC de melhor Música Clássica de 2022. Canção vencedora:Introdução e Dança para Violino e Piano, do compositor Álvaro Carriello. Já o Prêmio Rádio MEC de melhor Música Instrumental coube à cançãoSem perder tempo, escrita por Marcelo Louback. A canção vencedora do Prêmio Rádio MEC de melhor Música Infantil de 2022 foiDia de Cão, da compositora Juliani Carla Ribeiro.

A canção vencedora do Prêmio Rádio Nacional do Alto Solimões de melhor Música Regional de 2022, representando a região amazônica foiTurimã, escrita por Genário Manuel e o Prêmio Rádio Nacional de melhor Música Popular Brasileira (MPB) foi para a cançãoMedo, da compositora Taís Reganelli.

Os músicos vencedores conquistaram os troféus: Prêmio Rádio MEC de Melhor Música Clássica, Prêmio Rádio MEC de Melhor Música Instrumental, Prêmio Rádio MEC de Melhor Música Infantil, Prêmio Rádio Nacional do Alto Solimões de Melhor Música Regional, na região amazônica, e o Prêmio Rádio Nacional de Melhor Música Popular. 

Os apresentadores Dylan Araújo e Raquel Júnia foram os mestres de cerimônia da programação e do anúncio dos vencedores.

O diretor-presidente da EBC, Glen Lopes Valente durante Prêmio Rádio MEC 2022 na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro -Tomaz Silva/Agência Brasil
O diretor-presidente da EBC, Glen Lopes Valente durante Prêmio Rádio MEC 2022 na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro -Tomaz Silva/Agência Brasil

O diretor-presidente daEBC, Glenn Valente, que assistiu à final, disse que a integração de todos os tipos de música das mais variadas regiões do país “mostra que a gente quer mostrar todos tipos de música”. “AEBCé essa ferramenta de disponibilizar essa plataforma de música seja por rádio, na TV, nas plataformas digitais, para mostrar que todo mundo tem a oportunidade de mostrar uma música de alta qualidade. Essa integração mostra que hoje é o Dia da Música e a gente está celebrando 100 anos de rádio no Brasil, então, é muita coisa legal que a gente consegue fazer porque nós estamos fazendo tudo ao mesmo tempo”, disse.

Glenn disse que esse festival mostra a integração de outras culturas do país, como os artistas que vieram do Alto Solimões para se apresentar no festival no Rio, só demonstra que os compositores do Norte do país apresentam uma música de alta qualidade, pois eles passaram por um filtro para estar se apresentando no festival. “Isso mostra que naEBC, independente da região em que você esteja, você vai ter condições de apresentar o seu trabalho”, disse.

Política CCJ do Senado aprova PEC da TransiçãoTexto deve ser votado no plenário nesta quarta

 Por: Redação

Fonte: Agência Brasil
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© Marcello Casal JrAgência Brasil
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Após uma longa sessão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a proposta de emenda à Constituição chamada PEC da Transição. A proposta visa garantir recursos para programas sociais no Orçamento da União de 2023, como a continuidade do pagamento do Bolsa Família/Auxílio Brasil de R$ 600 e o aumento real do salário mínimo a partir de janeiro.

Conforme acertado em reunião, ontem (5), na residência oficial da Câmara dos Deputados, o relatório reduz o prazo de exceção do Bolsa Família ao teto de gastos para dois anos e não por quatro anos, como originalmente era o objetivo da equipe de transição.

Pela proposta, serão destinados R$ 175 bilhões para pagamento do Bolsa Família, no valor de R$ 600 mensais, mais R$ 150 por criança de até seis anos em 2023, além de recursos para ampliar investimentos. Agora, a PEC segue para votação no plenário da Casa. A previsão é votar o texto na sessão de amanhã (7).

Foram cerca de quatro horas de discussão, com alguns senadores querendo retirar do texto artigos que, segundo eles, não estavam dentro do consenso do auxílio às famílias carentes. A PEC prevê, além de um valor “extra-teto” para pagamento do auxílio, cifras extras para despesas com programas socioambientais e de combate às mudanças climáticas.

O texto também prevê a exclusão do teto de gastos para despesas para execução direta de obras e serviços de engenharia. “Isso permitirá a realização de obras pelos batalhões de engenharia de construções do Exército em convênios com estados e municípios”, disse o relator da PEC, senador Alexandre Silveira (PSD-MG).

Os principais pontos de divergência, segundo o senador Jaques Wagner (PT-BA), estariam no prazo da PEC, na data de envio do novo marco fiscal e na redução do impacto da proposta em R$ 30 bilhões. Parte dos senadores sugeriu que a expansão dos gastos para o pagamento valesse apenas por um ano. Eles também cobraram que a proposta de um novo marco fiscal para substituir o teto de gastos seja encaminhado em um prazo de seis meses após o início do novo governo. Inicialmente, o prazo seria de um ano, mas foi reduzido após acordo.

Senadores da base do atual governo queriam mais tempo para discutir a questão e pediram a realização de uma audiência pública para debater o tema algo. Na prática, essa audiência pública apenas postergaria a data da votação da PEC tanto na CCJ quanto no plenário do Senado. 

Um requerimento de realização de audiência pública foi votado na comissão, mas foi rejeitado.

Ao se enviado ao plenário, o texto precisará ser aprovado por pelo menos 49 senadores em dois turnos de votação. Vencida a etapa do Senado, a PEC seguirá para análise dos deputados. Na Câmara, também em dois turnos, a PEC precisará do apoio de 308 parlamentares para que possa ser promulgada antes do Natal.

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

ECONOMIA | EMPREGO Estoque de empregos formais ativos no Brasil chega a 48,7 milhões

 


Dados do Ministério do Trabalho e Previdência, referentes à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), mostram que 8.472.949 estabelecimentos fizeram a declaração em 2021. O número representa um aumento de 3,37% em relação a 2020.

De acordo com a pasta, o estoque de emprego formal identificado no Brasil no fim de 2021 foi de 48.728.871 vínculos empregatícios ativos. Do total, 82,6% são vínculos celetistas e 17,4% estatutários. A expansão, na comparação com ano de 2020, foi de 2.492.695 vínculos, ou seja, um salto de 5,39% em relação ao ano anterior.

O especialista em finanças. Marcos Melo. explica que o estoque de empregos significa a quantidade de pessoas com carteira assinada, empregada tanto no setor público quanto no privado. Como isso, ele entende que o quadro é positivo e está dentro de uma tendência de aumento de empregos no Brasil que vem desde o início de 2021. 

“Essa é uma boa notícia, mas há a necessidade de se aumentar a quantidade de empregos no Brasil. O aumento da empregabilidade deve ser visto não apenas com relação à quantidade de novos postos de trabalho gerados, mas também com relação à qualidade dos empregos. Isso vai promover aumento de renda e aumento de crescimento econômico”, destaca. 

A questão da empregabilidade também repercutiu entre parlamentares no Congresso Nacional. Segundo a deputada federal Greyce Elias (AVANTE-MG), a criação de postos de trabalho está “conectada à estabilidade no país e segurança para se fazer negócios. Não há empregos sem empresas e não há empregos sem segurança jurídica, melhoria do ambiente de negócios, controle da inflação e responsabilidade fiscal”, pontua.

“Em suma, o país deve reduzir os encargos para empresários, melhorar marcos regulatórios, conceder à iniciativa privada empreendimentos estatais, eliminar registros desnecessários e proceder com reformas estruturais”, complementa a parlamentar. 

Alto desempenho e profissionalização são essenciais ao futuro do agronegócio

Brasil é reconhecido como segundo líder em governo digital no mundo

Os jovens de até 29 anos de idade corresponderam a 27,3% do estoque de vínculos ativos no ano. A maioria dos vínculos foi de trabalhadores com ensino médio completo (51,5%). As mulheres responderam por 44,2% dos vínculos, enquanto os homens por 55,8%. Mesmo com a diferença, o número de vínculos de mulheres aumentou mais do que o de homens (6,88% e 4,24%, respectivamente).

Desempenho regional 

A elevação foi registrada em todas as regiões do país, com destaque para o Nordeste, que teve salto de 7,92%; e Norte, com 6,30%. Entre os estados, os melhores desempenhos relativos do estoque estão o Tocantins, com 10,92%; e Amazonas, com 10,40%.

Os dados mostram, ainda, que, todos os setores tiveram variação positiva, com destaque para a construção civil, que registrou a maior variação relativa, com 9,55%. Na sequência aparece a indústria, com 5,82%. O setor de serviços contou com o maior estoque do ano, com 27.414.659 vínculos, percentual 5,07% maior que em 2020. O comércio teve 9.454.656 vínculos, ou seja, 5,15% de variação positiva.

RAIS

A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) foi criada pelo Decreto nº 76.900, de 2 de dezembro de 1975. Trata-se de um registro administrativo, de periodicidade anual, instituído com o objetivo de suprir as necessidades de controle, de estatísticas e de informações às entidades governamentais da área social.

É compreendido como um instrumento imprescindível para o cumprimento das normas legais, assim como para o acompanhamento e caracterização do mercado de trabalho formal no Brasil.
 



Fonte: Brasil 61

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

MEIO AMBIENTE | MEIO AMBIENTE Plástico mata 1 em cada 10 animais marinhos no Brasil


 Entre as ameaças aos ecossistemas marinhos e à saúde de nossos oceanos, a poluição por plástico é uma das mais nefastas e preocupantes. A estimativa mundial é de que a cada minuto, um caminhão de lixo plástico seja jogado ao mar. Uma vez nos oceanos, esses itens de plástico descartável, como sacolas, canudos, pratos, talheres, não se restringem à superfície do mar e nem ao local de origem – muito dessa poluição segue arrastada pelas correntes marinhas. Há presença de plástico mesmo em lugares considerados paradisíacos, sem a presença ostensiva de humanos. No trajeto, essa mancha de lixo boiando pode tanto ser ingerida por mamíferos, aves, peixes e tartarugas, quanto se enroscar em seus corpos, tirando sua mobilidade, podendo levá-los à asfixia. 

“À medida em que o plástico continua a inundar os oceanos - no Brasil, a estimativa é de 325 mil toneladas/ano -, a lista de espécies marinhas afetadas por detritos plásticos aumenta. Dezenas de milhares de organismos marinhos estão ingerindo plásticos, desde zooplâncton [pequenos animais semelhantes a insetos], peixes e tartarugas, mamíferos e aves marinhas, muitos deles já ameaçados de extinção. As espécies marinhas não apenas estão tendo contato com resíduos da produção humana, mas também estão morrendo devido a eles”, alerta a gerente de campanhas da Oceana Brasil, a engenheira ambiental Lara Iwanicki, uma das autoras do estudo Um Oceano Livre de Plásticos, publicado em 2020 e que se tornou referência sobre o assunto no país. 

O relatório traz alguns números impactantes. Mais de 800 espécies de mamíferos, aves marinhas, peixes e tartarugas estão sendo impactadas pelo emaranhamento de redes de pesca ou pela ingestão de plástico. Cerca de 90% de espécies de aves marinhas e tartarugas já consumiram plásticos. Dezessete por cento das espécies afetadas por tais detritos estão listadas como ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Pesquisador do Laboratório de Informática da Biodiversidade e Geoprocessamento da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), André Barreto explica que o impacto do plástico na vida marinha tem graus diferenciados e depende da espécie. “Para as tartarugas, com certeza é muito sério, especialmente a tartaruga-verde. Mas para golfinhos e baleias, não estaria entre as principais ameaças à sobrevivência do grupo. Nas aves, também há bastante diferença. Para as aves oceânicas, aparentemente o problema é maior, para as costeiras nem tanto. Tudo depende do modo de vida delas”.

Essa macro poluição plástica ainda dá origem a um outro problema relevante. Uma vez no mar, o plástico não se decompõe – ele se degrada em pedaços cada vez menores e dá origem aos microplásticos. Um inimigo nem sempre visível a olho nu, mas que tem sido detectado em organismos das mais variadas espécies marinhas e, para espanto da comunidade científica, também no ser humano (já detectado no sangue, na placenta, nos pulmões e, mais recentemente, no leite materno).

Toda essa situação é um alerta mundial para a segurança do ecossistema marinho e de suas espécies, e consequentemente, para a saúde humana. No Brasil, os dados, ainda que subestimados, indicam que 1 em cada 10 animais que apareceram mortos em praias das regiões Sul e Sudeste - únicas que mantêm uma estrutura de pesquisa e monitoramento ligados às bacias da Petrobras - tiveram a ingestão de plástico como causa do óbito. 

Essas pesquisas trazem números assustadores sobre animais necropsiados. Entre 2015 e 2019, de 29.010 análises em corpos de golfinhos, baleias, aves e répteis, 3.725 tinham algum tipo de detrito não natural no organismo. Aproximadamente 13% foram a óbito diretamente causado pelo consumo desses poluentes, sendo que 85% eram de espécies ameaçadas de extinção. 

Essas análises apontaram a presença de diversos materiais. Havia sacolas de embalagens, tampas de caneta e de garrafas PET, botões, buchas de parafuso, pulseiras, canudos, lacres de alimentos embutidos, palitos, copos descartáveis e outros materiais descritos como “plásticos e microplásticos”. Os cientistas também encontraram os polímeros sintéticos que derivam do plástico, a exemplo de fios de nylon, linhas e redes de pesca, esponjas de limpeza, fitas adesivas e isolantes, cordões e fibras sintéticas. 

O processo de ingestão de detritos provoca trauma físico seguido de obstrução no aparelho digestivo. Esse plástico no estômago pode transmitir ao animal a sensação de saciedade, fazendo com que ele pare de buscar alimentos, resultando em inanição e morte. A maioria desses itens boia na superfície, o que ajuda a compreender o fato de que 83% das mortes associadas ao lixo marinho terem sido de tartarugas, que confundem o plástico com alimentos naturais, como as águas vivas, peixes e algas. 

“As tartarugas formam o grupo mais afetado. Essa mortalidade extra por causa da poluição torna ainda mais importantes os projetos que protegem as áreas de reprodução. Temos de garantir que estão nascendo filhotes suficientes para poder compensar essa mortalidade extra causada pelo lixo”, aponta André, que, apesar de trabalhar com os dados em laboratórios, ficou impressionado com um caso de uma toninha que morreu de inanição por causa de um lacre de garrafa PET que a impedia de abrir a boca. “Foi o Biopesca, de São Paulo, que achou esse animal”.

UM MUNDO SEM PLÁSTICO

Um dos mais respeitados cientistas do mundo, especialista em pesca, Daniel Pauly destaca que, até a década de 1950, os animais marinhos tinham que lidar apenas com detritos e lixo na forma de substâncias orgânicas ou objetos que eram produzidos por plantas ou animais. Isso incluía madeira, fibra, carne podre, ossos ou outros materiais que poderiam ser degradados por bactérias e fungos e, assim, transformados em nutrientes ou convertidos em minerais inofensivos. 

“Por bilhões de anos, esses organismos microscópicos reciclaram matéria orgânica na Terra e em nossos oceanos, e literalmente mantiveram nosso mundo limpo. Isso mudou radicalmente com o surgimento dos plásticos”, explica Pauly. Fundador e principal pesquisador do projeto Sea Around Us, do Instituto de Oceanos e Pesca da Universidade de Columbia Britânica, ele também é membro do Conselho da Oceana.

Pauly chama atenção para o perigo dos microplásticos que têm a propriedade de repelir água (lipofílico), assim como ocorre com os piores venenos que a indústria química produz — DDT (sigla de diclorodifeniltricloroetano), PCB (bifenilas policloradas), dioxinas, etc. “Isso significa que cada pedaço deste tipo de microplástico no oceano atua como uma esponja minúscula para os vários venenos que as indústrias química e de energia descartaram em vias navegáveis ou no ar, e que acabam no mar, onde se acumulam”.

Dessa forma, esses produtos químicos se grudam às microfibras, transformando-as em pequenas pílulas de veneno que acabam sendo consumidas por zooplâncton; que, por sua vez, armazenam substâncias lipofílicas na gordura de seus pequenos corpos. “O nome disso é bioacumulação. O zooplâncton é, então, consumido por pequenos peixes, como sardinhas e anchovas, que são depois consumidos pelo atum e depois … bon appétit”, lamenta Pauly.

Em um recente relatório internacional, ainda não traduzido para o português, a Oceana Europa faz um alerta sobre como o impacto do plástico se multiplica em habitats biogênicos, ou seja, formados por espécies que servem de habitat para outras, como recifes de corais, marismas (vegetações que ocorrem em região de encontro entre o rio e o mar) e florestas de algas. Esses organismos sofrem danos como espécies e como formadores de habitat, já que o problema se estende à biodiversidade que depende deles. 

“A maior parte do plástico que chega ao oceano se acumula no fundo do mar, onde se encontram muitos desses ecossistemas sensíveis”, diz o líder de expedições da Oceana na Europa, Ricardo Aguilar. “Nossa pesquisa científica no mar descobriu que várias espécies, em diferentes tipos de habitat, estão expostas à poluição do plástico”.

Os efeitos disso ainda não são completamente conhecidos. No entanto, há evidências de que os corais parecem ainda mais atraídos pelo microplástico do que por suas fontes naturais de nutrição. Estudos mostraram que quando os corais entram em contato direto com fragmentos de plásticos, a probabilidade de contraírem uma doença aumenta de 4% para impressionantes 89%.

O analista de campanhas da Oceana, Iran Magno, explica porque insistir na atual produção de plástico é preocupante: “Estudos apontam que se mantivermos esse ritmo de produção, o volume de plástico acumulado no oceano será quatro vezes maior em 2040. O enfrentamento do problema requer a revisão do modelo produtivo, uma tendência que tem acontecido em diversas regiões do planeta. Países tão distintos como o Canadá e a Índia já estabeleceram medidas regulatórias para o plástico. Precisamos fazer o mesmo no Brasil, com urgência!”, conclui ele.

O país já deu o primeiro passo nesse sentido. Desde setembro deste ano está em trâmite no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 2524/2022, que propõe um marco regulatório para a Economia Circular e Sustentável do Plástico no Brasil. “Agora, precisamos pressionar os parlamentares a abraçarem essa causa e aprovarem esse projeto de lei. Todas as pessoas podem acessar o PL pela internet e reforçar a sua importância, posicionando-se a favor da redução da produção de plástico e de seus graves impactos socioeconômicos e ambientais”, conclui Magno. 

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Fonte: Brasil 61

SAÚDE | DENGUE Casos de dengue aumentam 180,5% em um ano


 A preocupação com a proliferação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, cresce na temporada das chuvas. Em 2022, houve aumento de 180,5% dos casos da doença quando comparado ao mesmo período do ano passado, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde (MS).

A região com maior taxa de incidência de dengue foi o Centro-Oeste, com 1.955,6 casos/100 mil habitantes. Já o município com maior número de casos prováveis da doença foi Brasília (DF), com 66.080 registros.

Ações de combate ao mosquito

Segundo o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, o controle do vetor da dengue é o principal método para a prevenção e combate à doença. “O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande, porque a gente tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que a gente tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões”, afirma.

O MS destaca ações preventivas como estruturas de pesquisa, uso de inseticidas e atuação de agentes de saúde para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde informou que adquiriu 4,5 toneladas de inseticidas e fortaleceu estoques e insumos para prevenção e cuidados com pacientes com dengue. Também investiu na capacitação de profissionais, manutenção de máquinas e ações de inspeções em todas as regiões administrativas do DF.

A Secretaria ainda explica que há ações de combate ao mosquito diariamente em todas as 33 regiões administrativas, com atividades educativas, vistorias dos agentes de vigilância ambiental e pulverização de inseticida.

Toda semana é feita análise da incidência de casos por região e também das cidades em que há maior presença do mosquito. Após essa análise, as regiões com maior aumento passam a receber uma intensificação das ações, inclusive com o uso do UBV Pesado (fumacê).

Além disso, ao longo do ano, são realizados tratamentos focais em possíveis criadouros, além do tratamento costal dentro de terrenos com o foco na eliminação das fêmeas infectadas com os possíveis vírus causadores de arboviroses.

Saiba mais sobre o plano de enfretamento da dengue e outras arboviroses clicando aqui.

Alerta para a população

O governo investe em ações preventivas, mas também convoca a população para eliminar o mosquito transmissor da doença. De acordo com Divino Valerio, diretor de Vigilância à Saúde da SES/DF, mais de 97% dos focos de mosquito são encontrados nas residências e ambientes de trabalho, e o maior obstáculo do enfrentamento da dengue é a falta de preocupação da população com a prevenção do Aedes aegypti. “Então é importante você estar o tempo todo observando o quintal, se não há nenhum depósito que tenha o que possa conter água, um pneu, uma lata, um balde, uma bacia, um ambiente propício a fazer coleções hídricas, porque é aí que o mosquito desova”, alerta.

Já em locais de trabalho, quem trabalha em ambientes mais fechados, escuros e silenciosos deve ter atenção às picadas do mosquito durante o dia. “Então você pare as suas atividades, jogue um bom ar debaixo da mesa, areje seu ar estação de trabalho, seu ambiente de trabalho", afirma Divino.

Moradores de áreas endêmicas, ou que tenham denúncias de possíveis focos do mosquito também podem entrar em contato com a Diretoria e Vigilância Ambiental (Dival-SES), por meio do telefone 160.

Ministério da Saúde oferece cursos gratuitos voltados ao combate à dengue

O Ministério da Saúde, em parceria com Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, oferece dois cursos gratuitos para atualizar profissionais de saúde sobre o diagnóstico e tratamento da dengue, de acordo com as recomendações atuais do MS.

Os cursos são voltados principalmente aos profissionais da saúde de nível superior, que atuam na Atenção Básica. Possuem carga horária de 10 horas-aula e já capacitaram mais de 4 mil e 700 profissionais.

As habilitações seguem com inscrições abertas até o dia 17 de dezembro. Para participar, basta acessar a plataforma UNA-SUS e fazer a matrícula. Não é necessário passar por processo seletivo.



Fonte: Brasil 61

domingo, 4 de dezembro de 2022

SAÚDE | SAÚDE AVC: Novo tratamento que reduz chances de sequelas deverá ser ofertado pelo SUS


 O Brasil conta com a quarta maior taxa de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) entre os países da América Latina e Caribe, de acordo com o Ministério da Saúde. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade revelam que foram registrados 98.843 óbitos por doenças cerebrovasculares no país em 2020.

Essas condições impactam o Sistema Único de Saúde (SUS) de maneira significativa, com registro de 164.200 internações por AVC em 2021, com valor anual de mais de R$ 250 milhões,  conforme informações do Sistema de Informações Hospitalares. Na Atenção Primária à Saúde, apenas em 2021, foram mais de 102 mil atendimentos de AVC e 556 atendimentos de reabilitação de acidente vascular cerebral. 

O Ministério da Saúde classifica o AVC como uma doença tempo-dependente. Isso significa que quanto mais rápido for o tratamento maior a chance de recuperação completa do paciente. Diante disso, a pasta destaca a importância de se promover a conscientização acerca dos principais sinais de que alguém próximo esteja com risco de ser acometido. 

Recentemente, o governo anunciou que vai incorporar uma tecnologia para tratar o AVC Isquêmico (AVCi), reconhecido como o tipo mais frequente da doença. Trata-se da Trombectomia Mecânica (TM), procedimento complementar à trombólise. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na abertura do Global Stroke Alliance – for Stroke without Frontiers, um congresso médico com o intuito de debater o Acidente Vascular Cerebral (AVC), em São Paulo. 

O neurocirugião pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Victor Hugo Espíndola, explica que o procedimento já é adotado em outros países. Segundo o especialista, a Trombectomia Mecânica ajuda muito no combate às sequelas do AVC. 

“Existem vários casos em que, quando tratamos os pacientes, muitos podem sair até sem sequelas ou com sequelas mínimas. A indicação não é nem pela gravidade do AVC, e sim por qual artéria está obstruída. Quando temos uma grande artéria obstruída, é que indicamos a Trombectomia Mecânica. Outra vantagem desse procedimento é que ele pode ser executado em até 24 horas, em alguns casos. Isso melhora muito porque o outro tratamento disponível, a trombólise venosa, só pode ser feito até 4 horas e meia de sintomas”, destaca. 

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O tratamento foi aprovado no final do ano passado e será disponibilizado pelo SUS. A Trombectomia Mecânica consiste na desobstrução da artéria cerebral por meio de um cateter que leva um dispositivo endovascular, um stent ou um sistema de aspiração, para retirar o coágulo sanguíneo do cérebro.

A analista de sistemas Fabricia Chacon, de 44, mora em Brasília e conta que teve AVC em 2017, por conta de uma doença autoimune conhecida como Síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF). Para ela, a Trombectomia Mecânica representa uma esperança a mais para quem sofre com a doença. 

“Eu acredito muito que, com esse novo tratamento, seja possível, se não evitar, mas mitigar as sequelas de um AVC. As pessoas acometidas com a doenças merecem um acompanhamento rotineiro para prevenir novos AVCs. Eu vejo os exames de rotina, exercícios físicos e alimentação saudável fundamentais para esse processo”, considera.  

Sintomas do AVC

O AVC ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem. Isso provoca a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sinais de alerta para qualquer tipo de AVC são:

  • fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
  • confusão mental;
  • alteração da fala ou compreensão;
  • alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
  • alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
  • dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.
     


Fonte: Brasil 61

sábado, 3 de dezembro de 2022

Passeio ciclístico percorre as ruas de Ceilândia no domingo (4)

O evento, promovido pelo Detran-DF e pela administração regional, é aberto a todos que quiserem participar, mesmo sem inscrição

  Por: Redação

Fonte: Agência Brasília
Rosualdo Rodrigues de Almeida
Rosualdo Rodrigues de Almeida

Neste domingo (4), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizará, com o apoio da Administração Regional de Ceilândia, a 10ª etapa do Circuito de Passeio Ciclístico do Detran-DF nas RAs. A concentração está marcada para ocorrer a partir das 7h30, em frente à administração da cidade. A saída está prevista para as 9h.

A concentração começa às 7h30, em frente à administração regional. A saída está prevista para as 9h | Foto: Divulgação/Detran-DF
A concentração começa às 7h30, em frente à administração regional. A saída está prevista para as 9h | Foto: Divulgação/Detran-DF

O Circuito Passeio Ciclístico nas RAs é uma iniciativa do Detran-DF, em parceria com as administrações regionais, que visa estimular a utilização da bicicleta como meio de transporte, conscientizar sobre os benefícios do uso desse veículo e destacar o papel ativo do ciclista na construção de um trânsito mais seguro.

O passeio é aberto a todos que quiserem participar, mesmo sem inscrição, pois foram abertas 1.000 vagas que se esgotaram em menos de 24 horas. Os inscritos receberão uma “sacochila” do Detran-DF contendo pulseira refletiva, chaveiro porta-apito e materiais educativos. Aos primeiros 500 inscritos, será entregue também uma medalha comemorativa.

Além disso, haverá apresentação do Teatro do Detran, de dupla de repentistas e dos cães da Polícia Rodoviária Federal. Serão oferecidas ainda palestras, manutenção básica de bicicletas no local e uma mesa de frutas para os ciclistas. Ao final do evento será realizado um sorteio de brindes.

Serviço

10ª etapa do Circuito de Passeio Ciclístico do Detran-DF nas RAs – Ceilândia
Quando: domingo (4)
Concentração: 7h30* (Em frente à administração regional)
Saída: 9h*

(*) Horários previstos

*Com informações do Detran-DF

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Esportes Governo de Goiás será parceiro na expansão da Taça das FavelasNovidade foi divulgada pelo governador Ronaldo Caiado, nesta sexta (25), durante encontro com seleção goiana que foi vice-campeã da Taça das Favelas Nacional 2022, maior campeonato entre comunidades do mundo

 Por: Redação

Fonte: Secom Goiás
Foto: Reprodução/Secom Goiás
Foto: Reprodução/Secom Goiás

O governador Ronaldo Caiado anunciou, nesta sexta-feira (25/11), que o Governo de Goiás apoiará a Central Única das Favelas (Cufa) na expansão do campeonato de futebol voltado para comunidades, a partir de 2023. A novidade foi divulgada durante encontro, realizado no Palácio das Esmeraldas, em Goi6ania, com a seleção goiana masculina que faturou o vice-campeonato da Taça das Favelas Nacional 2022. Trata-se do maior campeonato entre comunidades do mundo.

Em conversa com atletas e comissão técnica, Caiado disse que a intenção do Estado é intensificar o suporte ao trabalho realizado entre as pessoas em situação de vulnerabilidade social. A partir daí, incentivá-las a praticar esportes e encontrar novos talentos. “Esse torneio vai fazer com que haja um campeão estadual para que possamos qualificar, cada vez mais, nossa seleção para competir nacionalmente”, revelou o chefe do Executivo.

O secretário de Estado de Esporte e Lazer, Henderson de Paula, explicou que as regras e logística do novo campeonato serão definidas durante um congresso técnico com a Cufa Goiás – uma organização sem fins lucrativos que está presente em 35 cidades goianas. “O objetivo é fazer com que as pessoas mais vulneráveis tenham oportunidades e chances, é isso que Caiado vem mostrando. Teremos um grande time representando Goiás com a seleção dos melhores atletas e suas posições”, salientou.

Em Goiás, a Taça das Favelas atualmente é realizada na região Metropolitana de Goiânia. Agora, com o apoio anunciado pelo governador, “será um projeto estadual que vai alcançar todas as regiões do Estado”, declarou o presidente da Cufa Goiás, Breno Cardoso. “Isso é uma expansão, um avanço. Agradecemos o governador por reconhecer e entender a importância que tem esse projeto de inclusão”, concluiu. Na categoria masculina, a ação reúne adolescentes entre 16 e 17 anos. Já na feminina, não há limitação de idade. “São equipes formadas por moradores de bairros de periferia e comunidades”, definiu o representante.

Reconhecimento
Durante encontro com o time vice-campeão da Taça das Favelas Nacional 2022, o governador parabenizou cada membro da delegação pelo empenho e dedicação por representar Goiás na competição de nível nacional. “Recebam o reconhecimento do governo e do povo goiano pelo trabalho de vocês”, disse à equipe. Na semana passada, na véspera do jogo decisivo, Caiado também recebeu os jovens no Palácio das Esmeraldas.

Goiás eliminou os times dos estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí e, na semifinal, o favorito do campeonato, Rio de Janeiro. A final contra o São Paulo foi realizada no sábado (19/11) na Arena Barueri. Os goianos foram superiores no tempo normal, que ficou no 0 a 0, mas sofreram revés nos pênaltis (5 a 4). “Entramos em campo para honrar a bandeira do Estado. Chegamos lá, lutamos e perseveramos”, declarou o zagueiro Marco Antonio Fernandes.

O técnico Lindomar Alves Pereira, que sempre trabalhou em campo de terra e com crianças em situação de vulnerabilidade social, classificou o time goiano como “guerreiro”. “Não faltou vontade. Os meninos deram tudo de si. Estão de parabéns, e somos gratos pelo apoio do Estado”. Já o presidente da Cufa Goiás lembrou que o time “levou o nome de Goiás para mais de 60 milhões de pessoas” que assistiram à competição. E que o reconhecimento do governador ficará na memória de toda a delegação.

Fonte:Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás