sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Copa do Mundo Feminina 2027 terá mais de 6 mil voluntários e inglês está entre os requisitos

 

Selecionados atuarão em mais de 20 áreas nas oito cidades-sede brasileiras, com funções em estádios, aeroportos, centros de treinamento e hotéis. Mundial será disputado de 24 de junho a 25 de julho de 2027 e deve atrair milhões de visitantes ao país.

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https://drive.google.com/drive/folders/1cF2MHvusksoOff_fMKCWAjCxPEJNuP52?usp=sharing

Créditos: Divulgação

Outubro, 2026 – Mais de 6 mil voluntários serão selecionados para trabalhar nos bastidores da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, que será disputada de 24 de junho a 25 de julho do próximo ano. As oportunidades estão distribuídas pelas oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A competição será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul.

Os selecionados poderão atuar em mais de 20 áreas funcionais e em mais de 30 funções diferentes, incluindo Imprensa, Operações de Jogos, Transporte, Credenciamento, Serviços aos Espectadores e Tecnologia. O trabalho não ficará restrito aos estádios: haverá voluntários também em aeroportos, centros de treinamento e hotéis utilizados durante a competição.

Além de ter pelo menos 18 anos no momento da inscrição, o candidato precisa ser brasileiro ou possuir autorização legal para entrar e permanecer no país durante a competição e ter disponibilidade para cumprir entre sete e dez turnos durante a operação do Mundial. O conhecimento de português e inglês é essencial, enquanto o domínio de outros idiomas será considerado um diferencial no processo seletivo.

Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, uma das maiores escolas de idiomas do Brasil, participar da operação de uma competição internacional também representa uma oportunidade de adquirir experiência profissional e ampliar o contato com pessoas de diferentes países e culturas.

“Uma Copa do Mundo reúne atletas, profissionais, jornalistas e torcedores de diferentes nacionalidades. A estimativa é de que entre 3 milhões e 4 milhões de turistas e torcedores, brasileiros e estrangeiros, circulem pelo país durante a competição. Para o voluntário, esse ambiente representa a possibilidade de adquirir experiência, desenvolver novas habilidades e conviver com culturas distintas. Independentemente da área em que ele for atuar, ser fluente em inglês traz mais autonomia para orientar um visitante, solucionar uma dúvida ou trocar informações com pessoas que não falam português. Esse contato pode contribuir tanto para o desenvolvimento pessoal quanto profissional”, afirma Reginaldo.

Para quem pretende participar da Copa e já possui conhecimento do idioma, os meses que antecedem a competição podem ser usados para reforçar a conversação e revisar vocabulários relacionados à função que será exercida. A KNN Idiomas, que adota uma metodologia com foco na comunicação desde a primeira aula, também oferece cursos de inglês intensivos voltados a quem deseja ampliar o contato com o idioma e intensificar a prática em um período mais curto. 

“Quem já tem uma base pode aproveitar esse período para ganhar segurança na conversação e revisar termos específicos relacionados ao atendimento ao público, transporte, turismo, esporte ou à própria função que pretende exercer. Em um evento internacional é importante conseguir compreender uma pergunta, responder com clareza e manter uma conversa em situações reais”, complementa o CEO.

Sobre a KNN Idiomas

Fundada em 2012 e sediada em Santa Catarina, a KNN Idiomas é uma rede de franquias presente em todo o Brasil, com foco no ensino de inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. A escola utiliza metodologia própria voltada para falantes de português, com ênfase na conversação desde as primeiras aulas, turmas reduzidas e material didático exclusivo, atualizado periodicamente. A rede também oferece modalidades presencial e digital, por meio do KNN At Home, mantendo o foco em uma aprendizagem prática e aplicada ao dia a dia.

Mais informações: www.knnidiomas.com.br

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Vestibular Unesp 2027 entra na última semana de inscrições para 5.850 vagas em 24 cidades

 


Vestibular Unesp 2027 entra na última semana de inscrições para 5.850 vagas em 24 cidades

outubro 15, 2026

Candidatos poderão se inscrever até 20 de outubro pela página da Vunesp; Universidade oferece redução de 75% da taxa para formandos do ensino médio público paulista

Equipe de Arte / ACI Unesp

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) encerrará às 23h59 da próxima terça-feira, 20 de outubro, o prazo de inscrições para o Vestibular 2027. Os candidatos deverão se cadastrar pelo site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br), responsável pela seleção. O Manual do Candidato, com diversas informações sobre o certame, pode ser consultado nas páginas da Unesp (vestibular.unesp.br) e da Vunesp. A taxa de inscrição é de R$ 225.

⦁ Oferta de vagas do Vestibular Unesp 2027 e reserva de vagas: são oferecidas 5.850 vagas para 137 cursos de graduação de 24 cidades, localizadas em todas as regiões do estado de São Paulo. O Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública (SRVEBP) destina 50% das vagas para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública, sendo que 35% destas vagas destinam-se a candidatos que se autodeclararem pretos, pardos ou indígenas.

⦁ Redução de 75% da taxa para formandos do ensino público paulista: todos os cerca de 350 mil alunos de último ano do ensino médio público paulista (Secretaria da Educação e Centro Paula Souza) estão previamente cadastrados no sistema da Vunesp pelo seu número de RA (Registro do Aluno). Estes vestibulandos pagam taxa de R$ 56,25 e poderão se inscrever até 20 de outubro, mesmo prazo dos pagantes da taxa integral, pelo site da Vunesp.

⦁ Oferta de isenção ou redução de 50% da taxa: os resultados dos requerimentos dos benefícios foram divulgados em 21 de setembro nos sites da Unesp e da Vunesp. Os candidatos contemplados com a isenção já estão automaticamente inscritos. Os beneficiados com a redução de 50% deverão pagar a taxa de R$ 112,50.

⦁ Outras formas de ingresso na Unesp no início de 2027: além das 5.850 vagas do Vestibular Unesp, serão oferecidas outras opções de ingresso, entre as quais 726 vagas do Processo Seletivo Unesp-Enem. A Unesp conta ainda com 929 vagas que serão preenchidas por meio do Provão Paulista Seriado. Somam-se a essas três formas de ingresso as vagas adicionais que serão oferecidas para participantes de olimpíadas do conhecimento, por meio do Processo Seletivo Olimpíadas Científicas Unesp; esta seleção ofereceu 451 vagas no certame anterior. A divulgação da resolução e do calendário das vagas olímpicas e do Unesp-Enem 2027 será realizada em breve. Não há impedimento para que um mesmo vestibulando participe de todos os processos seletivos para ingresso na Unesp.

⦁ Aumento do número de vagas em Medicina: o curso de Medicina ampliou de 90 para 105 o número de vagas disponíveis (85 delas serão selecionadas por meio do Vestibular Unesp 2027).

⦁ Principais datas do calendário do Vestibular Unesp 2027

– Prazo de inscrições: até 20 de outubro, pelo site da Vunesp.

– Prova da primeira fase: marcada para 22 de novembro, com 90 questões de múltipla escolha, será aplicada em 35 cidades, sendo 31 no estado de São Paulo e ainda em Brasília/DF, Campo Grande/MS, Curitiba/PR e Uberlândia/MG.

– Prova da segunda fase: com 36 questões discursivas e uma redação em gênero dissertativo, será realizada nos dias 13 e 14 de dezembro, nas mesmas 35 cidades onde será aplicada a primeira etapa.

– Resultado final: deve ser divulgado em 27 de janeiro de 2027.

Mais informações

A Unesp é uma universidade pública e gratuita que está entre as maiores e melhores do país e da América Latina. Presente em 24 cidades do estado de São Paulo, com 34 unidades universitárias, desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as grandes áreas do conhecimento.

Contato do “Fale Conosco” do site da Vunesp: www.vunesp.com.br/faleconosco.

Informações sobre cursos: https://vestibular.unesp.br/portal#!/cursos-por-area.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

IPCA sobe 0,82% em setembro, pressionado pela energia elétrica e pelos alimentos

 

Inflação acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, após queda de 0,32% em agosto. A variação representa um avanço de 1,14 ponto percentual em relação ao mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% nos últimos 12 meses, acima dos 4,22% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, o índice havia sido de 0,48%.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta de preços em setembro. O grupo Habitação registrou a maior variação, de 2,31%, e o maior impacto sobre o índice geral, com contribuição de 0,35 ponto percentual. Na sequência, apareceram Transportes, com alta de 0,89%, e Alimentação e bebidas, com avanço de 0,83%. Ambos contribuíram com 0,18 ponto percentual para o resultado do mês.

 

Energia elétrica tem o maior impacto individual no IPCA

A energia elétrica residencial subiu 7,98% em setembro de 2026, tornando-se o item com maior impacto individual sobre o IPCA, com contribuição de 0,32 ponto percentual. O aumento ocorreu no contexto do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto, e da continuidade da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Também foram incorporados reajustes nas tarifas de energia elétrica em Belém (6,63%), São Luís (5,42%) e Vitória (6,89%). Em sentido contrário, houve redução nas tarifas em Rio Branco (-5,20%) e Fortaleza (-6,65%), a partir de 26 de agosto. Segundo o IBGE, as quedas estão relacionadas à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ainda no grupo Habitação, o gás encanado registrou alta de 0,05%, influenciado pelos reajustes de 10,21% em Curitiba e de 1,80% no Rio de Janeiro, ambos vigentes desde 1º de agosto. Já a taxa de água e esgoto subiu 0,13%, refletindo o reajuste de 6,94% em Vitória, em vigor desde 1º de setembro.

 

Alimentos voltam a subir após três meses de queda

O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,83% em setembro, após três meses consecutivos de recuo. A alimentação no domicílio subiu 0,96%, pressionada principalmente pelo aumento do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).

Entre os produtos que ficaram mais baratos, destacaram-se o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).

A alimentação fora do domicílio também apresentou aceleração, passando de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. O item refeição subiu de 0,18% para 0,49% no período. Já o lanche desacelerou, passando de 0,62% para 0,47%.

 

Passagens aéreas e combustíveis pressionam Transportes

O grupo Transportes registrou alta de 0,89% em setembro, influenciado pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas e pela elevação de 1,41% nos combustíveis.

Entre os combustíveis, os maiores aumentos foram observados no etanol (3,16%), no óleo diesel (1,69%), na gasolina (1,21%) e no gás veicular (0,10%). O subitem táxi teve variação de 0,20%, considerando o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte, vigente desde 8 de agosto.

Nos demais grupos pesquisados, Vestuário registrou alta de 0,71%; Comunicação, de 0,64%; Artigos de residência, de 0,27%; e Despesas pessoais, de 0,26%. As menores variações foram observadas em Saúde e cuidados pessoais (0,08%) e Educação (0,04%).

 

Vitória registra a maior inflação regional

Entre as regiões pesquisadas, a cidade de Vitória apresentou a maior variação do IPCA em setembro, com alta de 1,08%. O resultado foi influenciado pelo aumento de 10,85% na energia elétrica residencial e de 43,19% no tomate.

A menor variação foi registrada em Rio Branco (0,53%), onde as quedas nas passagens aéreas (-14,13%) e nos ovos de galinha (-7,40%) contribuíram para conter o índice.

Nas demais regiões, as variações foram de 1,07% em Goiânia, 1,05% em Belo Horizonte, 0,96% em Porto Alegre, 0,89% em Brasília, 0,83% em São Paulo, 0,82% em São Luís, 0,77% no Rio de Janeiro, 0,74% em Salvador, 0,65% em Recife, 0,64% em Campo Grande, 0,63% em Curitiba, 0,62% em Belém, 0,57% em Fortaleza e 0,55% em Aracaju.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimentos monetários de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo de setembro de 2026, foram comparados os preços coletados entre 1º e 29 de setembro de 2026 com os preços vigentes entre 31 de julho e 31 de agosto de 2026.

 

INPC sobe 0,82% em setembro e acumula alta de 4,29% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, avanço de 1,14 ponto percentual em relação à queda de 0,32% observada em agosto. O indicador acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, a taxa havia sido de 0,52%.

Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 0,80% em setembro. Já os produtos não alimentícios saíram de -0,31% para 0,83% no mesmo período.

Regionalmente, a maior variação do INPC foi registrada em Belo Horizonte (1,09%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (6,53%) e da gasolina (3,79%). A menor variação ocorreu em Fortaleza (0,59%), onde as quedas do frango inteiro (-6,44%) e da roupa feminina (-2,39%) contribuíram para o resultado.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e considera famílias com rendimentos monetários de um a cinco salários mínimos, cujo responsável pelos rendimentos é assalariado. A coleta de preços para o índice de setembro ocorreu entre 1º e 29 de setembro de 2026.
 



Fonte: Brasil 61

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Seca ameaça safra da agricultura familiar em mais de 190 municípios do país

 


Balanço de setembro de 2026 aponta mais de 190 municípios em situação crítica devido à estiagem, afetando diretamente as culturas de milho e feijão de sequeiro

O mais recente balanço do Cemaden, referente a setembro de 2026, sobre o risco de seca na agricultura familiar acende o sinal de alerta para as lavouras que iniciaram a semeadura em julho e encerram o seu ciclo em setembro. Segundo o órgão, 170 municípios brasileiros foram mapeados com risco alto de seca distribuídos entre as regiões Nordeste com 131, Norte com 34 e Centro-Oeste com 5. E outros 27 alcançaram o patamar de risco muito alto, sendo 26 no Nordeste e 1 no Norte. O cenário gera forte apreensão para os cultivos de sequeiros não irrigados de milho e feijão. 

Em comparação com o mesmo período de 2025, houve um salto na gravidade dos dados para as lavouras iniciadas em julho, quando o país contava com 32 municípios em risco alto e nenhum em risco muito alto. Por outro lado, para os plantios mais recentes iniciados em agosto e setembro de 2026, observou-se uma redução no número de municípios com risco alto e moderado nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste em relação ao ano anterior. A exceção fica por conta da região Norte, que registrou aumento na severidade e no número de municípios afetados pela seca moderada e severa, com destaque para o estado do Amazonas. 

A Região Nordeste sobressai como a área de maior vulnerabilidade dentro desse ciclo agrícola. Ao todo, 157 municípios nordestinos estão enquadrados nos níveis mais graves de monitoramento, somando 131 cidades em risco alto e 26 no nível muito alto de perda de safra. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) citados no relatório mostram impactos diretos na produção de culturas como o feijão-caupi, feijão cores e o milho em estados como Paraíba, Bahia, Piauí, Alagoas e Pernambuco, onde o estresse hídrico nas fases de floração e enchimento de grãos reduziu o potencial produtivo. 

O monitoramento da severidade é realizado por meio do Índice Integrado de Seca (IIS), que combina o indicador de chuva (SPI1), a anomalia de umidade do solo a um metro de profundidade e o Índice de Saúde da Vegetação (VHI). A identificação detalhada das cidades sob risco crítico fornece subsídios técnicos fundamentais para direcionar ações preventivas, orientar o planejamento agrícola e apoiar as comunidades rurais mais atingidas pela estiagem. 

 

Detalhamento dos Impactos Regionais e por Cultura 

  • Paraíba: A escassez hídrica e a distribuição irregular de chuvas no Sertão comprometeram a 2ª safra de feijão-cores, feijão-caupi e milho, resultando em elevadas proporções de áreas em condições regulares ou ruins. 
  • Bahia: O menor volume pluviométrico afetou a 2ª e 3ª safras de feijão-caupi e feijão-cores em fases reprodutivas críticas. Na 2ª safra de milho, a colheita encerrou-se com produtividade 38,5% inferior à estimativa inicial. 
  • Piauí e Pernambuco: A estiagem em fases reprodutivas provocou perdas na produtividade média do feijão-caupi de plantio tardio. Em Pernambuco, apesar do bom início de safra para o milho, a redução posterior das chuvas comprometeu o rendimento final. 
  • Alagoas e Sergipe: No Sertão alagoano, a persistência da seca reduziu o potencial do feijão-cores e levou lavouras de milho a serem retrabalhadas para silagem e pastejo. Em Sergipe, os baixos volumes de agosto encurtaram o ciclo do milho e confirmaram baixas produtividades. 
  • Região Norte: O estado do Amazonas destacou-se com 2 municípios em condição de seca severa e 27 em seca moderada em setembro. Em Roraima, a irregularidade de chuvas entre junho e julho afetou drasticamente a 3ª safra de milho. 
  • Região Sudeste: Em Minas Gerais, a restrição hídrica resultou numa estimativa para a produção de milho 9,4% inferior à safra anterior.
  • Região Sul: No Paraná e no Rio Grande do Sul, a estiagem e a umidade insuficiente comprometeram o vigor vegetativo e a qualidade do feijão-cores e feijão-preto. 

 

Funcionamento do Monitoramento Técnico

A metodologia do IIS combina dados hidroclimáticos para inferir perdas na produção. Secas nas categorias entre moderada e excepcional sinalizam diferentes níveis de impacto: 

  • Quando ocorrem no início do plantio: provocam o atraso no calendário agrícola. 
  • Quando incidem no meio do ciclo fenológico das culturas: indicam quebra direta de safra.
     


Fonte: Brasil 61

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Em Goiânia, Flávio Bolsonaro diz que quer mudar a Constituição se for eleito

 

                             Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro durante evento em Goiânia nesta terça-feira, 6 | Foto: Reprodução/Internet

 Por Mylenna Scheidegger

Candidato à Presidência afirmou que pretende ter maioria no Congresso para promover mudanças, mas não detalhou quais pontos da Constituição quer alterar.

Durante sua visita a Goiânia nesta terça-feira, 6, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende “mudar a Constituição” caso seja eleito. A declaração ocorreu durante um evento ao lado do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), que anunciaram apoio à candidatura do senador no segundo turno das eleições.

“Com a maioria no Senado, com a maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para a gente mudar a Constituição e redemocratizar esse país”, disse Flávio.

Apesar da declaração, o candidato não detalhou quais pontos da Constituição pretende alterar nem apresentou propostas específicas para promover as mudanças. A afirmação ocorreu após Flávio destacar a nova composição do Congresso Nacional, que terá uma bancada ampliada do PL a partir de 2027.

O Partido Liberal elegeu 121 deputados federais, a maior bancada da Câmara. No Senado, a legenda terá 28 representantes. Apesar do crescimento, o partido não possui sozinho os votos necessários para alterar a Constituição.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), são necessários pelo menos 308 votos na Câmara dos Deputados e 49 no Senado, em dois turnos de votação em cada Casa. O PL, portanto, precisará negociar com outras siglas para alcançar o quórum necessário.

A Constituição Federal estabelece que uma PEC precisa ser aprovada por três quintos dos deputados e senadores, em dois turnos de votação. Além disso, existem limitações ao poder de reforma, como as chamadas cláusulas pétreas, que protegem a forma federativa de Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais.

A declaração de Flávio ocorreu no mesmo evento em que Ronaldo Caiado oficializou seu apoio ao candidato no segundo turno. O ex-governador, que disputou a Presidência pelo PSD e terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos, afirmou que entrará “de corpo inteiro” na campanha de Flávio.

Durante o discurso, Flávio também defendeu propostas na área de segurança pública, como a redução da maioridade penal, o aumento de penas para criminosos e a construção de novas vagas no sistema prisional. O candidato afirmou que pretende construir 500 mil vagas em presídios e declarou que vai “arregaçar com vagabundo”.

Flávio chegou ao segundo turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A disputa pela Presidência será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.


Fonte: Jornal OPÇÃO

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Dívida pública, empresas quebradas e famílias apertadas: a conta chegou para todos

 

                           As famílias também estão com dificuldades para pagar suas contas | Foto: Reprodução


Por Cilas Gontijo


Quando o governo gasta mais do que consegue sustentar, a conta não desaparece. Mais cedo ou mais tarde, ela chega para alguém pagar.

Brasil está entrando em uma situação que merece muito mais atenção do que tem recebido. Não é apenas o governo que está endividado. As famílias também estão com dificuldades para pagar suas contas, e as empresas acumulam dívidas e enfrentam juros altos. Reportagem da revista Exame mostra um retrato preocupante: o país bateu recordes de inadimplência envolvendo governo, empresas e pessoas físicas. É a fotografia de uma economia que vem funcionando no limite e que precisa encontrar um caminho para sair desse ciclo.


Quando o problema começa no governo


Quando o governo gasta mais do que consegue sustentar, a conta não desaparece. Mais cedo ou mais tarde, ela chega para alguém pagar. E é justamente aí que a condução da política econômica e fiscal precisa ser discutida. A dificuldade de controlar despesas e apresentar uma trajetória confiável para as contas públicas aumenta a desconfiança, pressiona a dívida e ajuda a manter o custo do dinheiro elevado. No fim das contas, o cidadão sente isso no financiamento, no cartão de crédito, no empréstimo, quando vai ao supermercado, ao açougue, na farmácia e até na dificuldade de uma empresa conseguir dinheiro para investir.

Famílias e empresas também estão no limite


Os números apresentados pela Exame são preocupantes. A dívida bruta do governo chegou a 81,93% do PIB em junho. Ao mesmo tempo, a inadimplência entre pessoas físicas alcançou 7,8%, o maior nível da série histórica iniciada em 2011. Entre as empresas, eram 9,1 milhões de companhias inadimplentes, com R$ 232,9 bilhões em dívidas atrasadas. São números grandes demais para serem tratados como simples estatística. Por trás deles estão famílias apertando o orçamento, empresários adiando investimentos e trabalhadores convivendo com um custo de vida pesado. Tudo isso significa menos emprego e trabalhadores sendo dispensados.

Quando produzir no Brasil fica caro demais; fuga para o Paraguai


E existe outro sinal de alerta: empresas brasileiras estão procurando alternativas fora do país. Reportagem da revista Veja mostra como o Paraguai vem atraindo indústrias brasileiras com impostos menores, energia mais barata e custos de produção mais competitivos. Mais de 200 empresas brasileiras teriam se instalado no país vizinho nas últimas duas décadas. A Lupo, por exemplo, anunciou uma fábrica no Paraguai com estimativa de custos de produção pelo menos 28% menores. Quando uma empresa brasileira atravessa a fronteira para produzir mais barato, alguma coisa precisa ser discutida aqui dentro.

O dinheiro procura onde é mais fácil produzir


É claro que o Paraguai não é uma solução mágica. O próprio país tem suas limitações, principalmente em mão de obra qualificada e logística. Mas não dá para ignorar esse movimento. Se produzir no Brasil ficou mais caro e mais burocrático, é natural que empresários procurem lugares onde consigam reduzir custos e aumentar a competitividade. O capital procura condições para sobreviver, crescer e gerar lucro. Quando essas condições deixam de existir aqui, outros países aproveitam a oportunidade.


Uma conta que não fecha


O mais preocupante é que os problemas se acumulam. O governo deve, as empresas devem e as famílias devem. E quando todos estão muito endividados ao mesmo tempo, fica mais difícil fazer a economia andar. O empresário segura o investimento, o consumidor segura as compras e o governo precisa cada vez mais de recursos para financiar suas próprias despesas. É um círculo que precisa ser quebrado.

O Brasil precisa voltar a discutir com seriedade a qualidade do gasto público, o ambiente de negócios e a capacidade do governo de manter as contas sob controle. Não existe crescimento sustentável quando o país precisa gastar cada vez mais apenas para administrar dívidas antigas. Também não existe economia forte quando empresas preferem atravessar a fronteira para produzir e famílias precisam recorrer ao crédito para fechar o mês.


O desafio de quem vier depois


O próximo presidente, seja lá quem ganhar a eleição, terá muito trabalho pela frente. Vai receber um país com contas públicas pressionadas, famílias endividadas, empresas sufocadas por dívidas e investimentos brasileiros procurando ambientes mais competitivos em outros países. Colocar a casa em ordem não será tarefa simples. Exigirá disposição para enfrentar problemas antigos, controlar gastos, melhorar o ambiente para quem produz e recuperar a confiança na economia. A conta chegou. E alguém terá de começar a pagá-la.

Agora fica a pergunta: se o governo de Lula está quebrando o país, será que, ganhando as eleições, conseguirá fazer diferente? Conseguirá equilibrar as contas, colocar o Brasil em um patamar de competitividade real, devolver aos brasileiros uma expectativa de vida melhor e fazer com que as empresas continuem no país, gerando empregos e contribuindo para o crescimento da economia? Penso que não.


Fonte: Jornal OPÇÃO

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Economia circular: experiências brasileiras mostram como resíduos podem virar negócio

 


Estratégias como logística reversa, reaproveitamento de materiais, tecnologia e financiamento foram apresentadas na OMC, em painel promovido pela ApexBasil

O Brasil apresentou, na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, experiências relacionadas à economia circular e ao uso de soluções sustentáveis como estratégia de desenvolvimento econômico. Um painel promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Missão Permanente do Brasil, junto à OMC, abordou formas de ampliar iniciativas que combinam comércio, competitividade e inclusão.

O evento internacional reuniu diplomatas, empresas e organizações internacionais para debater o futuro do comércio global. A gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil, Mariele Christ, destacou que o painel reuniu diferentes perspectivas sobre a economia circular, incluindo uma visão internacional e a experiência de uma empresa brasileira.

“Tivemos uma ótima perspectiva com as nossas painelistas, que foram convidadas para compor o painel organizado pela ApexBrasil, completamente feminino, que foi composto por diferentes perspectivas. Uma convidada internacional que trouxe uma perspectiva internacional sobre a questão de serviços na economia circular. Também trouxemos uma convidada do setor privado, a Alpargatas, uma grande empresa brasileira reconhecida internacionalmente”, disse Christ.

A discussão ocorreu na sessão “Serviços Circulares para uma Economia Circular Inclusiva”, realizada durante o Public Forum da OMC. O painel formado apenas por mulheres reuniu experiências da Alpargatas, So+ma, Instituto Brasileiro de Economia Circular e PCX Solutions. O objetivo da iniciativa foi discutir como serviços, tecnologia, financiamento e acesso a novos mercados podem ajudar a ampliar soluções de economia circular e gerar valor para empresas e para a economia.

Discussão

O debate abordou experiências já adotadas por empresas que mostraram como a economia circular está criando conexões entre resíduos, indústria e comércio. Entre os exemplos, foram apresentados como chinelos usados se transformam em novos produtos, plataformas que rastreiam o retorno de materiais à cadeia produtiva e mecanismos para financiar a recuperação de resíduos. 

Ao longo das discussões, ficou evidenciado que a economia circular vai além de uma agenda ambiental voltada à redução do desperdício. O tema também envolve competitividade, inovação, comércio, resiliência, geração de empregos e inclusão.

Mariele Christ, da ApexBrasil, ressaltou que a economia circular tem potencial para aumentar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional. “E de como a gente pode impactar cada vez mais os negócios ao redor do mundo com uma circularidade e, claramente, trazer uma perspectiva do Brasil impactando esses negócios”, pontuou.

Na avaliação da representante da ApexBrasil, a economia circular exige uma mudança na forma de pensar a produção e o consumo, com atenção não apenas ao destino dos resíduos, mas também às oportunidades de inovação e geração de valor em toda a cadeia.

A presidente do Instituto Brasileiro de Economia Circular, Beatriz Luz, defendeu que o tema seja tratado também como uma questão estratégica para a economia brasileira e para a inserção do país no mercado internacional.

“É um momento para a gente mudar a perspectiva de economia circular como uma agenda ambiental social para uma agenda de segurança econômica, de desenvolvimento e posicionamento do Brasil num contexto global”, disse Beatriz.

Atuação integrada

Os debatedores destacaram, ainda, que a transição para uma economia circular vai além de utilizar menos recursos ou reciclar mais materiais. Para a diretora da Divisão de Comércio Sustentável e Inclusão do International Trade Centre, Vanessa Erogbogbo, a adoção deve abranger a construção de mecanismos em que os materiais possam continuar circulando e gerando valor.

Nesse contexto, a avaliação é de que as empresas sejam conectadas a consumidores, recicladores, municípios e outros atores dessas cadeias por meio de iniciativas que vão desde logística reversa e gestão de resíduos, até ferramentas digitais, dados, capacitação e financiamento.

Um dos exemplos apresentados foi o programa de logística reversa da Havaianas, que recolhe chinelos usados para dar novos destinos à borracha. A iniciativa começou em 2020 e acontece em mais 500 lojas. Até agora, o programa já recolheu quase um milhão de pares, equivalentes a pouco mais de 200 toneladas de material. A borracha pode ter novos destinos, como pisos, móveis e acessórios. 

Além disso, a representante da PCX Solutions, Stefanie Beitien, abordou a falta de financiamento para a economia circular, a gestão de resíduos e a recuperação de recursos, principalmente no Sul Global. Para ela, os créditos de plástico são um dos mecanismos disponíveis para apoiar a transição.



Fonte: Brasil 61

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