Há indícios de múltiplas aplicações de substâncias potencialmente letais diretamente na corrente sanguínea de uma paciente
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a suspeita de que até 20 pacientes possam ter sido vítimas de homicídio após a aplicação irregular de substâncias diretamente na veia em um hospital particular de Taguatinga. Três ex-técnicos de enfermagem são apontados como suspeitos no caso, que veio à tona após a identificação de mortes consideradas atípicas em pacientes internados na UTI.
Segundo a PCDF, dois dos técnicos confessaram, em depoimento, a prática de ao menos três homicídios, após inicialmente negarem envolvimento. As confissões ocorreram depois que os investigados foram confrontados com imagens do circuito interno de segurança, que registraram a administração de substâncias sem prescrição médica.
De acordo com os investigadores, um dos suspeitos chegou a negar os crimes em um primeiro interrogatório. Contudo, ele mudou a versão após a apresentação dos vídeos. A polícia destacou a postura fria e calma demonstrada durante o depoimento. A outra investigada também negou participação inicialmente, mas admitiu os fatos ao reconhecer as imagens, afirmando que se arrepende de não ter impedido a ação do colega.
Investigação
A investigação teve início após médicos do hospital identificarem pioras clínicas súbitas e óbitos fora do padrão. Isso levou à revisão de prontuários e à análise de imagens de segurança. Em pelo menos um dos casos apurados, há indícios de múltiplas aplicações de substâncias potencialmente letais diretamente na corrente sanguínea.
Até o momento, a polícia confirma três mortes com fortes indícios de relação direta com a conduta dos suspeitos. Entretanto, apura outros óbitos registrados no mesmo período. A possibilidade de que o número de vítimas chegue a cerca de 20 ainda depende da conclusão de laudos periciais e da reavaliação de casos anteriores.
O hospital afastou os três ex-técnicos das funções e eles respondem por homicídio qualificado. A polícia não descarta novas prisões nem o surgimento de novas vítimas conforme o avanço das investigações.
Em nota, a direção do hospital informou que colabora com a apuração e que reforçou os protocolos internos de segurança e controle de medicamentos. O inquérito segue em andamento, com parte das informações sob sigilo devido à gravidade do caso.
Fonte: https://noticiatodahora.com.br/
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