segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Acidentes deixam oito mortos em rodovias federais que cortam Goiás

 

divulgação

Final de semana, colisão e embriagues acidentes deixam vítimas fatais


Uma série de acidentes fatais em rodovias federais que cortam Goiás deixou oito mortos na última sexta-feira, 13, e no domingo, 15, entre as vítimas uma idosa de 60 anos.

O primeiro acidente ocorreu na BR-153, em Aparecida de Goiânia, onde uma colisão traseira entre uma carreta bitrem e uma moto resultou na morte de duas pessoas. O motociclista, de 45 anos, morreu no local, enquanto a passageira, também de moto, faleceu a caminho do hospital. O motorista da carreta, de 42 anos, foi flagrado dirigindo sob efeito de álcool, com um teor de 0,76 mg/l.

Ainda na sexta-feira, no período da tarde, outro acidente grave foi registrado na BR-153, em Mara Rosa. Uma colisão frontal entre dois veículos de carga resultou na morte de quatro pessoas, cujas identidades ainda não foram divulgadas. O impacto foi tão intenso que causou um incêndio, carbonizando as vítimas.

Na BR-060, em Goiânia, uma caminhonete capotou na tarde do mesmo dia, e terminou con a morte de um passageiro de 32 anos.

No domingo, 15, uma idosa de 60 anos perdeu a vida após perder o controle de uma Fiat Toro na BR-153, em Hidrolina. A motorista, que viajava sozinha, capotou o veículo e foi esmagada pelo próprio carro.

Fonte: https://www.dm.com.br/

domingo, 15 de dezembro de 2024

Corte no Fundo Constitucional pode agravar saúde pública do Distrito Federal

 

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Especialistas destacam que mudança no cálculo do Fundo Constitucional impactará a prestação de serviços nos hospitais. "Também deixará o DF vulnerável a futuras crises sanitárias", alerta a secretária Lucilene Florêncio

A proposta de mudança no cálculo do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), em tramitação no Congresso Nacional, pode comprometer um dos direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal de 1988: a saúde pública. O corte de gastos sugerido pelo governo federal tem gerado preocupações entre especialistas ouvidos pelo Correio, que destacam possíveis impactos negativos no sistema de saúde da capital.

Criado pela Constituição de 1988 e regulamentado em 2022, o FCDF desempenha papel crucial na saúde do Distrito Federal, principalmente no fortalecimento da atenção primária à saúde, considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), apenas no primeiro semestre deste ano, a rede pública atendeu 4,2 milhões de pessoas em postos e unidades básicas de saúde, abrangendo os serviços de promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e manutenção do bem-estar da população.

Os recursos transferidos anualmente pela União ao governo local ajudam a financiar a construção de unidades básicas de saúde, contratação e remuneração de profissionais, programas de saúde preventiva, fornecimento de medicamentos, entre outros serviços. Segundo a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, uma possível redução no FCDF não apenas comprometeria a sustentabilidade financeira da saúde pública, mas também afetaria investimentos em infraestrutura e a expansão do efetivo atual.

"Profissionais de áreas essenciais e assistenciais, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos administrativos, odontólogos e mais de 20 especialidades da carreira de especialistas em saúde, seriam diretamente impactados. Isso prejudicaria o funcionamento de setores estratégicos, como urgência e emergência, atenção hospitalar, especialidades de alta e média complexidade, além da Atenção Primária à Saúde, que é a porta de entrada e um pilar essencial no atendimento à população", afirma Lucilene.

A secretária também destaca que o sistema de saúde pública no DF enfrenta demandas adicionais por ser a capital da República. Segundo ela, a mudança no cálculo do FCDF pode desestabilizar o sistema, comprometendo a assistência de milhões de pessoas tanto do DF quanto do Entorno, que dependem dos serviços oferecidos na capital. "A redução dos recursos pode trazer impactos graves para os pacientes da rede pública de saúde, especialmente em áreas críticas como cardiologia, anestesiologia e outras especialidades. Muitas delas dependem da contratação de serviços complementares da iniciativa privada para suprir a crescente demanda e a insuficiência da capacidade instalada da rede pública", explica, ao Correio.

Lucilene alerta que, sem uma recomposição por outra fonte de receita, os cortes no FCDF podem resultar na perda significativa de profissionais e na redução da capacidade produtiva do sistema de saúde. "Isso não apenas prejudicará os serviços de saúde em tempos normais, mas também deixará o DF vulnerável a futuras crises sanitárias. A saúde de milhões de pessoas que dependem do SUS-DF estará em risco", ressalta.A secretária conclui reforçando a importância do fundo para o funcionamento do sistema público de saúde no DF. "O FCDF é uma ferramenta indispensável para manter a qualidade e a continuidade do atendimento à população. Sua preservação é essencial para evitar o colapso do sistema e garantir que o DF continue a atender, com eficiência, tanto os moradores locais quanto os que vêm de fora em busca de assistência", ressalta.

"A saúde de milhões de pessoas que dependem do SUS-DF estará em risco", diz secretária de Saúde sobre mudanças na forma de cálculo do FCDF(foto: Ed Alves/CB/DA.Press)


Para Carla Pintas Marques, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), a mudança em discussão no Congresso pode comprometer a rotina dos serviços de saúde. "Esse recurso não é um bônus. Ele sustenta o funcionamento diário dos serviços, incluindo alta complexidade, pagamento de pessoal e aquisição de insumos. Um corte nesse aporte pode resultar em desassistência, paralisação de obras e falta de materiais", afirma.

Carla enfatiza que, antes da criação do FCDF, o orçamento da saúde já era insuficiente, um problema agravado pela atual dependência do fundo. Ela também alerta para os impactos nos serviços que atendem à população da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). "Sem o fundo, o DF não conseguirá atender à crescente demanda por alta complexidade, o que pode levar ao colapso do sistema", pontua.

A especialista reforça a necessidade de reavaliar o orçamento destinado à saúde, considerando as demandas locais e regionais. "Enquanto outros estados sobrevivem sem esse aporte, o DF construiu uma estrutura altamente dependente dele. Um corte seria gravíssimo, pois o sistema de saúde da capital não possui reservas para compensar esse tipo de perda", diz.

Cálculos

A proposta em análise no Congresso Nacional busca alterar os critérios de repasse do FCDF, atualmente vinculados à Receita Corrente Líquida da União (RCL), substituindo-os pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Embora o objetivo seja controlar os gastos públicos, especialistas alertam para os possíveis prejuízos à gestão financeira do DF.

Dentro do orçamento da SES, o FCDF é a principal fonte de recursos para a saúde pública do DF, representando 62% das verbas da Secretaria nos últimos dois anos e cobrindo 71,9% da folha de pagamento dos profissionais de saúde. Qualquer redução no repasse da União impactará diretamente os serviços, como explica o advogado especializado em direito tributário Vítor França.

"Isso significa que a maior parte do dinheiro que paga os salários dos profissionais de saúde, compra medicamentos e financia hospitais vem desse fundo. Qualquer redução significativa no valor exigirá cortes profundos ou uma reestruturação do orçamento distrital, o que pode comprometer a qualidade do atendimento", ressalta.

França salienta que a mudança no cálculo, substituindo a base atual pela Receita Corrente Líquida (RCL), criaria instabilidade nos cofres do Distrito Federal, afetando não apenas a saúde, mas também a educação e a segurança pública. Ele destaca que a alteração proposta pelo governo federal representa apenas 0,46% dos gastos públicos federais, segundo o Portal da Transparência.

"É evidente que a proposta coloca em risco a saúde pública do DF, que depende desse fundo para operar. Não se trata apenas de uma questão financeira, mas de vidas que podem ser afetadas. Reduzir os recursos significa comprometer o pagamento de profissionais, a manutenção de UTIs e tratamentos de alta complexidade que salvam milhares de pessoas por ano", avalia. "O impacto para o governo federal é mínimo, mas as consequências para o DF são enormes", acrescenta.

Sobrecarga

Opinião semelhante é compartilhada pelo advogado especialista em direito tributário e relações governamentais, Asafe Gonçalves. Ele acredita que a diminuição dos recursos decorrente da mudança no cálculo pode inviabilizar a saúde pública no DF, já que o fundo também é usado para prevenir a sobrecarga de hospitais e emergências, ao financiar atendimentos em unidades básicas de saúde.

"O modelo atual do FCDF é eficiente em termos de abrangência e impacto regional, mas a sustentabilidade é um ponto de preocupação. O crescimento das demandas por saúde pública e a alta complexidade evidenciam a importância do fundo", avalia Gonçalves. "A continuidade dele é essencial para garantir os serviços de saúde e manter o DF como referência nacional."

Ele também lembra que, durante a maior crise sanitária do país, a pandemia de covid-19, o FCDF foi decisivo para a manutenção de pessoal. Para Gonçalves, as mudanças propostas pelo governo federal podem resultar em superlotação, aumento de filas e precarização do atendimento. "O fundo não é apenas uma transferência financeira, mas um instrumento estratégico para lidar com crises de grande escala. O modelo atual permite uma alocação eficiente dos recursos e fortalece a saúde pública, que atende não apenas os moradores locais, mas também de outras regiões", conclui.

Fonte:  https://www.correiobraziliense.com.br/

sábado, 14 de dezembro de 2024

Gasolina adulterada: mecânicos alertam para mistura irregular em postos do DF

 

Golpe da gasolina: a técnica mais comum é adicionar etanol ao combustível - (crédito: PEDRO SANTANA / CB)


Dependendo do nível de contaminação, os danos ao automóvel podem atingir bicos injetores e motor. No caso de uso de água ou outros solventes mais baratos, as complicações são ainda maiores


O golpe da gasolina adulterada é uma prática ilícita que acarreta em prejuízos para os consumidores. Trata-se de um esquema em que esse combustível é misturado a substâncias proibidas ou tem sua composição alterada para reduzir custos e aumentar os lucros de forma desonesta. Esse problema não apenas prejudica o desempenho dos veículos e causa danos financeiros aos motoristas, mas também compromete a confiança no setor e afeta negativamente a economia local. Segundo o Procon, neste ano, seis denúncias foram recebidas pelo órgão porém "todos os postos foram fiscalizados junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e nenhum problema foi constatado". 
De acordo com o mecânico proprietário da oficina Tecnocar, Edilson Braga, a técnica mais comum para adulterar o líquido é adicionar etanol à composição, o que para muitos carros não causa um prejuízo direto ao automóvel, mas aumenta o consumo de combustível. "A maioria dos carros hoje é flex, e muitos clientes nem sabem se estão utilizando álcool ou gasolina. Eles vão ao posto e mandam abastecer, vez ou outra, o consumo aumenta ou diminui, mas eles nem param para pensar nisso. Quando chegam aqui na oficina por outra razão verificamos o consumo e usamos o scanner para analisar o índice de álcool ou gasolina. Em 90% dos casos, encontramos cerca de 40% de álcool no combustível, mesmo quando o cliente afirma que nunca usou álcool. Isso acontece porque as misturas já vêm das bombas", explica. 

O problema maior ocorre quando o carro não é projetado para tolerar altos níveis de álcool, o que pode causar sérios danos à parte mecânica. "Quando o sistema de injeção do veículo não aceita o etanol e ele é abastecido com combustível adulterado, o bico começa a travar, o álcool reage com os plásticos do tanque, e uma série de outros problemas podem surgir", explica João Pedro Nascimento, reparador automotivo e dono da oficina Jefferson Auto Car. 

Por lei, a gasolina comercializada no Brasil deve conter entre 25% e 27,5% de álcool. No entanto, para aumentar a lucratividade, alguns postos elevam essa proporção para 32% ou até 40%, o que pode ser prejudicial para determinados carros. "Um exemplo claro é o de uma Mercedes, que não pode nem ser abastecida com gasolina comum, apenas com a Podium, que contém pelo menos 95% de octanas, como exigido para seu funcionamento adequado. Em veículos como esse, as peças são caras e, geralmente, importadas. No caso que estamos consertando agora, a bomba de combustível custa 14 mil reais e precisou ser trocada. Não havia outra solução", destaca João. 

Outra forma de adulteração é misturar a gasolina com água ou outros solventes mais baratos, o que pode levar a danos graves em todos os tipos de veículos. "Em casos mais graves o carro para devido à adulteração. Geralmente, isso acontece no próprio posto. Nessas situações, é necessário esvaziar o tanque e realizar os reparos. Dependendo da adulteração, os danos podem atingir o motor, com problemas nos bicos injetores ou até travamento, podendo levar à perda total do motor. A gravidade depende do nível de adulteração e do uso do veículo", diz Edilson. 

Os técnicos apontam que o problema de combustíveis adulterados tem uma frequência considerável, com cerca de um ou dois veículos necessitando de reparos a cada mês. O presidente do Sindicombustíveis do DF, Paulo Tavares, explica que não há um levantamento preciso, já que a ANP suspendeu seu programa de monitoramento por falta de verba. Segundo ele, o maior número de denúncias ocorre em finais de semana, feriados e em períodos de preços muito baixos nos postos. "Nesse último caso, sempre alertamos a imprensa e os Procons, porque não existe almoço grátis", comenta. Paulo ressalta que a ANP é o único órgão com competência para fiscalizar, mas lembra que, por lei, os consumidores podem exigir testes no posto caso desconfiem da qualidade do combustível. 

Fonte:  https://www.correiobraziliense.com.br/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

IBGE: número de moradores em imóvel próprio cai e de aluguéis crescem

 

O Centro-Oeste é a região com mais pessoas morando de aluguel e menos moradores em casa própria - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press - 29/6/20)

Famílias unipessoais e monoparentais foram maioria entre população que mora em imóveis alugados


Novo conjunto de dados do Censo 2022, os resultados preliminares sobre as Características dos Domicílios, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (12/12) mostraram que um em cada cinco brasileiros, 20,9% mora de aluguel. O índice apresentou um crescimento em relação ao Censo 2010, quando 16,4% da população residia em imóveis alugados. 
A tendência de crescimento dos aluguéis iniciou entre 2000 e 2010, após um período de declínio entre 1980 e 2000. 

Em contrapartida, reduziu o número de pessoas que moram em imóvel próprio de algum morador. A porcentagem é de 72,7%, uma queda em relação a 2010, 75,2%, que, por sua vez, é menor que o observado em 2000, 76,8%. A curva do indicador segue a tendência contrária à do aluguel, tendo crescido de 1980 a 2000 e diminuído desde então. 

A pesquisa indicou ainda que, dos 72,7% que moram em casa própria, 9,1% continuam pagando o imóvel. Em Valparaíso de Goiás (GO), o índice atingiu 41,4%. O município, assim como outras cidades que apresentaram porcentagem elevada em relação à média nacional, foi marcado por grandes empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida. 

O centro-oeste é a região com, proporcionalmente, mais pessoas morando de aluguel, 26,7%, e menos moradores em casa própria, 65%. Entre os 65%, 13,3% ainda não quitaram o imóvel, o que representa ainda a maior porcentagem de moradores que estão pagando a casa própria. Já a região Norte é o local com maior porcentagem da população em imóveis próprios, 77,7%, e menos em alugados, 14,59%.

É ainda na região Centro-Oeste a maior porcentagem de pessoas em casas cedidas ou emprestadas, 7,4%. A média nacional é de 5,6%. 

Segundo o Censo, 53,9% dos imóveis são ocupados por dois moradores e 35,1% por apenas um morador. Os arranjos domiciliares unipessoais e monoparentais (majoritariamente femininos) foram os que mais apareceram nos apartamentos alugados. 

Os dados contabilizam apenas os Domicílios Particulares Permanentes Ocupados (DPPOs). Não foram incluídos moradores de imóveis coletivos e improvisados nem imóveis vagos ou de uso ocasional. 

Tecnologia

O Censo indicou ainda que 89,4% da população residia em domicílios com acesso à internet. O Distrito Federal foi a unidade da federação que apresentou maior média com 96,2%, enquanto o Acre teve a menor, 75,2%. Embora nenhum município brasileiro tenha alcançado 100% da população em moradias com o acesso, 195 superaram a marca de 95%.

A ausência de internet no domicílio foi maior entre indígenas, 44,5%, e menor entre pessoas brancas, 7,5%. Balneário Camboriú (SC) apresentou a maior conectividade, 97,3%, enquanto Breves (PA) teve a menor, 51,1%. 

Não é possível fazer uma série histórica do dado, já que o Censo Demográfico 2022 foi o primeiro a analisar o número de pessoas com acesso à internet no Brasil. 

Dados preliminares indicaram ainda que 68,1% das pessoas residem em domicílios com máquina de lavar roupas. O número evidenciou desigualdades regionais. Enquanto no Sul, 89,8% dos moradores moravam em imóveis com o eletrodoméstico, no Nordeste, o número foi de 37,1% no Nordeste. 

A maior média entre municípios com mais de 100 mil habitantes foi registrada em São Caetano do Sul (SP), com 97,6%. Enquanto Codó (MA), apresentou apenas 17,8%.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Brasileiros em moradias precárias somam 2,5 milhões, mostra Censo 2022 do IBGE

 

Em declínio no país, as casas de taipa sem revestimento são as mais comuns entre os domicílios precários


Tipos mais precários de habitações do país, os domicílios com paredes de madeira reaproveitada de tapumes, andaimes, embalagens e outros materiais e as casas de taipa sem revestimento ainda abrigam cerca de 2,5 milhões de brasileiros, segundo dados do Censo 2022 do IBGE divulgados nesta quinta-feira (12).

Dados sobre as características dos municípios também mostram que pessoas pretas e pardas são, proporcionalmente, maioria entre os residentes em domicílios com indicadores de precariedade.

Além do tipo de revestimento das paredes, também são sinais de precariedade a existência de mais de dois moradores por dormitório e a ausência de máquina de lavar roupas e de internet na habitação.

Em declínio no país, as casas de taipa sem revestimento são as mais comuns entre os domicílios precários. Cerca de 1,3 milhão de pessoas vivem nesse tipo de domicílio, o equivalente a 0,6% da população. No ano de 2010, penúltimo levantamento realizado pelo IBGE, esse tipo de domicílio servia a 1,01% da população.

Técnica milenar que consiste no fechamento com barro cru e palha da trama de galhos e gravetos que formam as paredes, a taipa foi amplamente utilizada no período colonial. Mas nem todas as casas que utilizam esse sistema são precárias.

Enquadram-se mais frequentemente no critério de precariedade as casas especificamente chamadas de pau a pique ou taipa de mão, cuja compactação do barro é feita com as mãos.

Taipa sem revestimento é o tipo de moradia de mais de 25% dos habitantes em nove municípios, sendo oito deles no Maranhão.



Já as moradias feitas com madeira reaproveitada e embalagem, também consideradas precárias, servem de lar para cerca de 285 mil pessoas no país, ou 0,1% da população. Ainda há aproximadamente 960 mil pessoas em habitações com outros materiais também considerados precários.

Quando se olha para quem vive dentro das casas cujo material das paredes não conta com revestimento, o que se observa é a desigualdade por cor ou raça, segundo critérios utilizados pelo IBGE.

Vive neste tipo de domicílio 14,1% da população autodeclarada preta e 15,1% da parda. Entre brancos e amarelos, as proporções caem para 10% e 5,2%, respectivamente.

Cerca de 56% da população indígena vive em domicílios que possuem paredes com materiais diferentes de alvenaria ou taipa revestida. Isso não significa necessariamente que este grupo deva ser enquadrado como domiciliado em condição precária ou que demande política pública, dadas características culturais que diferenciam o modo de vida dessa parte da população.

Casas de alvenaria, mesmo que sem revestimento nas paredes, não são consideradas precárias. É nesse tipo de domicílio que vivem 7,6% dos residentes do país.

Casas com paredes revestidas, sejam elas de alvenaria ou até mesmo de taipa, foram o tipo mais amplo de domicílios registrados no país em 2022. É neste tipo de construção em que 87% da população reside.

Os dados do Censo também revelam aumento proporcional da população vivendo em habitações de qualidade. Em 2010, as pessoas vivendo em casas com paredes revestidas representavam 79% dos residentes no país.

O consistente avanço das moradias mais estruturadas é, na avaliação do analista do IBGE Bruno Perez, um dos indicadores que mais chama a atenção entre os dados divulgados nesta sexta. "Nós observamos uma evolução no sentido de haver mais estrutura quanto às habitações", diz.

Fonte: https://www.dm.com.br/

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Saúde | Saúde Com investimento de R$ 2,4 bi, Mais Acesso a Especialistas tem adesão de todos os estados

 


Até o momento, foram enviados 136 planos de ação regionais

Os resultados da primeira etapa do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) foram anunciados nesta terça-feira (10), durante a XVI Reunião do Fórum Nacional dos Governadores. O balanço foi apresentado pela ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

De acordo com o governo federal, o programa já alcançou a adesão de 100% das unidades da federação, além de 97,9% dos municípios. Até o momento, foram enviados 136 planos de ação regionais, abrangendo 167,9 milhões de pessoas.

Por meio do PMAE, os serviços vão ser demandados nas unidades de saúde a partir das chamadas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs). Os processos terão a supervisão das secretarias de Saúde. O objetivo é fazer com que o conjunto de consultas e exames para cada paciente seja realizado entre 30 ou 60 dias, a depender do caso. 

O investimento anunciado foi de R$ 2,4 bilhões nas áreas de oncologia, cardiologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e ortopedia.

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No evento, a ministra também anunciou a assinatura de portarias com 30% do valor dos planos de ação aprovados já para serem liberados em todas as unidades da federação. “Esses Planos de Ação Regionais permitirão uma oferta de cuidado mais eficiente e de qualidade para nossa população”, afirmou.

Após a aprovação dos Planos, o próximo passo será a implantação dos Núcleos de Gestão e Regulação, que têm o objetivo de apoiar a implementação dos dispositivos que devem estruturar o programa nas localidades, como mecanismos de telessaúde. Para isso, estão sendo investidos mais de R$ 550 milhões. Os recursos serão repassados pelo Ministério e aplicados pelos estados.
 



Fonte: Brasil 61

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Brasil | Empresas Roubos ou furtos de patrimônio afetam 54% das empresas, revela CNI

 


De acordo com 43% dos empresários, ao longo dos últimos três anos o ilícito que mais evoluiu foi a venda de produtos não conformes, como falsificados e contrabandeados, por exemplo

Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que, nos últimos 12 meses, 54% das empresas ouvidas pela entidade relataram ter sofrido crimes como roubo ou furto de patrimônio. De acordo com 28% dessas companhias, os delitos ocorreram dentro das empresas. Já 26% disseram que as ocorrências foram durante o transporte. Em terceiro lugar, com 24% dos casos, foram registrados os crimes cibernéticos, como o sequestro de dados e golpes do PIX, por exemplo. 

O levantamento mostra, ainda, que o quarto crime mais apontado pelas empresas está relacionado à pirataria e falsificação, com 11%. Já o vandalismo contra as companhias aparece na sequência, com 8%. Outro ponto alegado são as chamadas “taxas de proteção”, normalmente cobradas por traficantes, milicianos ou policiais, que surgem em 7% das ocorrências. 

Evolução dos crimes

De acordo com 43% dos empresários, ao longo dos últimos três anos o ilícito que mais evoluiu foi a venda de produtos não conformes – ou seja, piratas, falsificados, contrabandeados, roubados ou furtados. Praticamente metade das companhias também disseram que o comércio digital aumentou a venda desse tipo de produto. 

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Segundo o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, esses dados ajudam a identificar problemas enfrentados pelas empresas e, com isso, contribuem na busca por soluções. “Com os dados, temos a capacidade de sermos mais efetivos no diagnóstico e nas propostas de políticas públicas de combate à essas ilegalidades”, afirma.

A pesquisa ouviu 250 empresas de pequeno, médio e grande portes, de 23 setores industriais distribuídos nas cinco regiões do país. Os dados foram obtidos entre 11 e 21 de novembro e apresentados na última reunião do Grupo de Trabalho Brasil Legal, no fim de novembro.
 



Fonte: Brasil 61

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