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segunda-feira, 8 de março de 2021

Depois de recusar oferta, Governo anuncia aquisição de 14 milhões de doses da vacina Pfizer


                                         Doses devem chegar até junho no Brasil Foto: Reprodução 

A vacina tem mais de 90% de eficácia depois da segunda dose e recebeu o registro definitivo pela Anvisa. Em 2020, a Pfizer ofereceu 70 milhões de doses, mas a União recusou alegando que o laboratório impunha condições 'draconianas'

O Governo Federal anunciou que 14 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 devem chegar ao Brasil em maio e junho. A farmacêutica é a única vacina que, até o momento, possui o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O imunizante da empresa já é aplicado em diversos países do mundo.


O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 08/03, depois de o governo rejeitar em agosto de 2020 a aquisição de 70 milhões de doses da empresa com o argumento de que o laboratório estabelecia condições "draconianas". A principal ponderação era a de que a Pfizer não se responsabiliza por eventuais efeitos colaterais da vacina. A entrega estava prevista a partir de dezembro de 2020. A Pfizer relata que tinha feito uma série de tratativas para o fornecimento do imunizante ao Brasil, porém sem nenhum acordo.

Resultados da terceira e última fase de testes do imunizante, divulgados em novembro, apontaram eficácia de 95% da vacina contra o novo coronavírus. O imunizante foi o primeiro a obter o registro definitivo no Brasil pela Anvisa após 17 dias de avaliação. 

Atualmente, as vacinas aplicadas na população brasileira são a Coronavac e a Astrazena/Oxford, que têm apenas a autorização para uso emergencial. Especialistas dizem que o ritmo de vacinação no país está lento e prejudica o combate à Covid-19. O Brasil passa pelo seu pior momento em número diário de mortes, disparada de casos e ocupação de leitos desde o início da pandemia.

O assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Soligo, relatou os detalhes da reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente mundial da Pfizer, Albert Bourla. Soligo explica que o acordo que o Brasil está fazendo com a Pfizer previa inicialmente dois milhões de doses em maio e sete milhões em junho. Agora, a negociação avançou para a chegada de mais cinco milhões de doses, que seriam distribuídas entre os dois meses. A antecipação de doses ocorre num momento em que a Pfizer está aumentando a produção global do imunizante.

"O que que o presidente da Pfizer garantiu ao presidente Bolsonaro hoje? A antecipação de 5 milhões do segundo semestre para maio e junho. Ou seja, dos 9 milhões que nós tínhamos previstos, se incorporarão mais 5 milhões de doses, passando para 14 milhões", afirma Airton Soligo.

O Brasil negocia com a Pfizer um total de 99 milhões de doses até o fim de 2021. A intenção é tentar antecipar as entregas. Além disso, o governo também negocia compras de 30 milhões de doses da vacina da Janssen.

Soligo ainda complementa dizendo que “o mais importante dizer que não é apenas a Pfizer. Também tem 30 milhões da Janssen, que o presidente também terá no mesmo objetivo uma reunião nesse sentido".

Em nota, a Pfizer informou que, na reunião, reforçou que considera o Brasil "um dos parceiros mais valiosos e importantes globalmente". A empresa "espera seguir avançando para o fornecimento de sua vacina contra a Covid-19 para apoiar o governo brasileiro na preservação da saúde da população brasileira".

O presidente Jair Bolsonaro afirma que "reconhecemos a Pfizer como uma grande empresa mundial, com grande espaço no Brasil também. Em havendo, repito, possibilidades, nós gostaríamos de fechar contratos com os senhores até pela agressividade que o vírus tem se apresentado no Brasil" .Fonte:  https://noticiasgoias.com.br/

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