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terça-feira, 12 de novembro de 2024

Brasil | Educação Celular em sala de aula: 86% dos brasileiros apoiam algum tipo de restrição no uso

 


Estudo da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que, para compor o percentual, 54% são favoráveis à proibição total e 32% defendem liberação apenas para atividades pedagógicas

A restrição, de algum modo, do uso de celular em sala de aula é apoiada por 86% da população brasileira, segundo estudo da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados,  uma empresa da FSB Holding. Para compor o percentual, a pesquisa soma os 54% dos respondentes favoráveis à proibição total aos 32% que defendem a liberação do celular apenas para atividades pedagógicas em sala de aula.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destaca o expressivo número de pessoas favoráveis a algum tipo de restrição e destaca que a expressividade surpreende, já que o debate é recente no país. 

“A gente está falando aí de uma ampla maioria, 86%, que são favoráveis a restringir, esse dado de alguma maneira surpreende. Porque esse debate começou com mais intensidade no Brasil há poucos meses. Há vários países na Europa que já proíbem e restringem o uso de celular nas escolas e o Brasil ainda não. Algumas escolas têm iniciativas pontuais, mas não há uma legislação sobre isso”, afirma Tokarski.

A pesquisa mostra, ainda, que apenas 14% dos brasileiros são contrários às medidas que, atualmente, estão em debate no Congresso Nacional. No final de outubro, a Comissão de Educação da Câmara aprovou um projeto que proíbe uso de celular em escolas (públicas e privadas) .O texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Pesquisa

Segundo o estudo, os brasileiros entre 16 e 24 anos são os que mais apoiam, em algum nível, a proibição. Porém, a restrição total tem menor aderência a para essa parcela da população em relação ao total. Confira:

  • 46% dos entrevistados entre 16 e 24 anos concordam com a proibição total do uso dos aparelhos;
  • 43% defendem a utilização parcial dos celulares.

“Mesmo os jovens de 16 a 24 anos, que em tese, você poderia imaginar que seriam menos favoráveis, eles também são favoráveis a algum tipo de restrição”, frisa Tokarski.

De acordo com o levantamento da Nexus, quanto mais alta a renda mais as pessoas são a favor da proibição. Confira os dados: apenas 5% com renda superior a cinco salários mínimos disse ser contrária à proposta que impede o uso de celulares nas escolas, contra 17% da população que ganha até um salário mínimo. 

Tokarski ressalta, ainda, que um dado relevante da pesquisa é não haver diferença de opinião entre quem convive ou não com crianças que frequentam a escola.  Em ambos os perfis, 54% defendem a restrição total e 32%, a parcial.

“Ou seja, mesmo quem não tem filho, quem não convive em casa, o irmão mais velho de um estudante, por exemplo, mesmo essas pessoas, elas são altamente favoráveis a se restringir”, aponta o CEO.

Marcelo Tokarski ressalta também os avanços do debate sobre o assunto no país e os impactos negativos do uso do celular em sala de aula. 

“O que me parece é que esse é um debate que está avançando e que as pessoas, à medida que vão sendo informadas, vão lendo os impactos negativos que o uso excessivo do celular, e nesse caso específico, o uso do celular durante as aulas pelas crianças, é prejudicial ao aprendizado delas, porque a criança, o adolescente, o estudante em geral, ele acaba perdendo o foco, ele acaba se distraindo ali durante a aula e isso acaba prejudicando.” 

Amostragem 

A Nexus entrevistou 2.010 cidadãos face-a-face, com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A margem de erro no total da amostra é de 2 pp, com intervalo de confiança de 95%.

“E para fechar, olhando aqui por região, a gente tem só uma diferença na região Sul, onde essa aprovação é a maior de todas, ela chega a 93%. Ela é de 86%, que é a média brasileira nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste e no Sudeste é um pouquinho abaixo, é 83%. Mas em todas as regiões a aprovação a algum tipo de restrição ao uso de celular nas escolas é a mesma”, compartilha Tokarski.

Legislação no Brasil

A proibição ou restrição do uso de celular por alunos em sala de aula segue em debate em alguns estados brasileiros. Por exemplo, em São Paulo, a proibição total de celular em escolas  foi aprovada em duas comissões da Assembleia Legislativa do estado (Alesp) – a de Educação e Cultura; e a de Finanças, Orçamento e Planejamento. 

Já os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) também aprovaram o projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas salas de aula da rede pública do estado. O texto segue para a segunda votação no plenário.

No Ceará, no município de Juazeiro do Norte, já existe uma legislação local que proíbe o uso de celulares e outros dispositivos tecnológicos pelos alunos nas unidades escolares da rede municipal de ensino.



Fonte: Brasil 61

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Infraestrutura MG está entre os estados com maior proporção de áreas de risco em relação à área urbana

 


Belo Horizonte apresentou um dos maiores aumentos de áreas urbanas em encostas, entre 1985 e 2023

Levantamento do MapBiomas revela que, em 2023, as áreas urbanas localizadas em regiões de risco no Brasil somaram 115 mil hectares. A região Sudeste do país concentra 48,4% dessas áreas. 

Minas Gerais se destacou como um dos estados com maior proporção de áreas de risco em relação à área urbana, no ano passado. Além disso, a capital, Belo Horizonte, apresentou um dos maiores aumentos de áreas urbanas em encostas, entre 1985 e 2023. A ampliação foi de 532 hectares. 

Ainda de acordo com o estudo, dos 47,6 mil hectares de áreas urbanas mapeadas com declividades superiores a 30%, 37,8 mil também ficam no Sudeste. 

Belo Horizonte também se encontra entre as capitais brasileiras com áreas urbanas nessa condição, com expansão de 1.343 hectares.

Pelos termos da Lei Federal 6766/79, não é permitido o parcelamento do solo urbano em encostas com declividade superior a 30%.

 



Fonte: Brasil 61

domingo, 10 de novembro de 2024

Brasil é o sétimo maior produtor de rapadura

 



A rapadura é um produto sólido de açúcar, inicialmente obtido das camadas raspadas dos tachos de fabricação. É feita a partir do caldo de cana fervido, depois moldado e seco. Surgiu no século XVI nas Ilhas Canárias, e a produção começou no Brasil no mesmo período, servindo como alimento para escravos nos engenhos de cana-de-açúcar. Devido à sua praticidade e sabor, tornou-se parte da dieta do sertanejo.Hoje, é produzida em mais de 30 países, com a Índia liderando a produção mundial (67%) e a Colômbia sendo o maior consumidor. O Brasil é o sétimo maior produtor, com 80 mil toneladas anuais, principalmente na Região Nordeste, destacando-se o Ceará, enquanto Minas Gerais ocupa o segundo lugar no Brasil. A produção, de baixo custo, ocorre principalmente em pequenas propriedades familiares. 


🍬🌾 #Rapadura #Tradição #Cultura #DoceBrasileiro #História

#terraviva #agro #noticias

sábado, 9 de novembro de 2024

Mulher Trans de 57 anos morre eletrocutada

 



Uma mulher trans de 57 anos, conhecida como Monique, foi encontrada morta na manhã desta quinta-feira (8) em sua oficina de elétrica veicular, localizada no Setor Alto Glória, em Flores de Goiás. Monique, que trabalhava como eletricista, foi descoberta por um cliente de 26 anos, que acionou a Polícia Militar.


Segundo o relato da testemunha, ele havia deixado seu veículo para conserto na oficina e retornou para verificar o andamento do serviço. Ao chegar, encontrou Monique deitada embaixo do carro, aparentemente sem sinais vitais. O cliente também relatou que, ao tocar na lataria do veículo, sofreu um choque elétrico, percebendo que o carro estava energizado.


Investigações preliminares indicam que Monique utilizava uma lâmpada pendente conectada à rede elétrica para iluminar seu espaço de trabalho. A suspeita é que esse equipamento possa ter causado a energização do veículo e levado ao trágico acidente. Uma equipe do SAMU foi acionada e confirmou o óbito no local.


A polícia registrou o caso como morte acidental e continuará investigando as circunstâncias do incidente.


*Informação Formosavip*

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

15 de novembro é feriado nacional? Entenda celebração

 

Com a Proclamação da República, o Brasil se tornou um país laico e instaurou o presidencialismo como sistema de governo, sendo Marechal Deodoro da Fonseca o primeiro presidente do país. - (crédito: Reprodução/Freepik)

Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca assinou um decreto que marcou o fim da monarquia e o início de uma República no Brasil


Em 1949, por meio da Lei Federal 662, sancionada pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, foi decidido que 15 de novembro seria feriado nacional. A data celebra a Proclamação da República, momento em que a monarquia foi rompida para que fosse instaurado um governo republicano no Brasil.

Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca assinou um decreto que marcou o fim da monarquia e o início de uma República no Brasil. O evento foi resultado de civis e militares insatisfeitos com a monarquia, que proibia a participação e manifestação política.

Outros fatores que contribuíram para a revolta foram o fim da escravidão — que aconteceu sem nenhum pagamento de indenização — e conflitos envolvendo a Igreja Católica e o imperador.

Enfraquecimento da monarquia

Igreja Católica

Em 1864, o papa Pio IX escreveu um documento apontando que maçons deveriam ser excomungados, impedindo a participação desses membros em qualquer ordem religiosa. A revolta da Igreja Católica com a monarquia do Brasil se deu após D. Pedro II se opor às ordens do papa ao não retirar os membros maçons que exerciam funções importantes no governo.

Cafeicultores

Em 1888, foi declarada a abolição da escravatura no Brasil. Os cafeicultores, que mantinham trabalhadores escravos até o momento da abolição, se voltaram contra D. Pedro II por não terem sido indenizados e pelo aumento dos custos que foi gerado na produção cafeeira.

Militares

Após a Guerra do Paraguai — que ocorreu entre 1864 e 1870 —, os militares exigiram aumentos salariais e maior participação no governo, pedidos que não foram correspondidos pela monarquia.

Os militares, a Igreja Católica, os cafeicultores e outros grupos sociais revoltados com a monarquia se juntaram para que fosse instaurado um regime presidencialista no Brasil. Marechal Deodoro da Fonseca, ex-aliado de D. Pedro II, se juntou aos militares e tomou a liderança das tropas que depuseram o imperador e expulsaram a família real do país.

Com a Proclamação da República, o Brasil se tornou um país laico e instaurou o presidencialismo como sistema de governo, sendo Marechal Deodoro o primeiro presidente do país.

*Estagiário sob a supervisão de Mariana Niederauer

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Chuvas intensas deixam transtornos e prejuízos pelo DF; veja previsão

 

Árvore fez estragos ao cair em frente a escola na Asa Norte - (crédito: Ed Alves/CB/D.A. Press)

Meteorologia alerta para mais chuvas nos próximos dias. Asa Norte e Ceilândia foram as regiões mais atingidas pelos temporais que caíram entre segunda (4/11) e terça (5/11). Secretaria de Obras informou que realizou série de ações em vários locais do DF


Fortes chuvas atingiram o Distrito Federal desde segunda, causando alagamentos com prejuízos e transtornos para os moradores, especialmente na região de Ceilândia e da Asa Norte — onde uma árvore de médio porte caiu, ontem, e atingiu dois carros que estavam no estacionamento. Ruas alagadas, imóveis invadidos pela água e muros derrubados são alguns dos estragos que geraram queixas entre a população, que relatou sobre a dificuldade para se locomover e a perda de bens pessoais. 

 De acordo com a Secretaria de Obras, em 2024, uma série de ações foram realizadas em vários locais do DF para ampliar a capacidade de drenagem e minimizar os impactos das chuvas. A pasta destaca algumas intervenções de infraestrutura, como a instalação mais de 30km de redes de drenagem em regiões como Vicente Pires, Sol Nascente e Guará Park. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) também informou que intensificou a manutenção de bocas de lobo e das lagoas de detenção, além de ampliar o sistema de captação de águas pluviais em áreas como Asa Norte e Cruzeiro. 

Queda de árvore

O bancário Ciro Jordano, 37 anos, foi um dos que teve o veículo atingido na hora da queda da árvore  próximo à Escola Classe 403 Norte. Ao Correio, ele disse que chegou na escola por volta das 12h30, para buscar o filho. “Entrei no carro e estava manobrando. Foi tudo muito rápido, até entender que é uma árvore que está caindo, já aconteceu”, relatou. Galhos da árvore amassaram o capô, além de atingir o para-brisa e o retrovisor do veículo. 

O carro da diretora da unidade escolar, Shirley Santana, foi o que ficou mais destruído com a queda. Ela contou para a reportagem que estava em um evento da escola no momento do acidente. “Me ligaram para contar o que tinha acontecido. Fiquei preocupada, pois foi bem na hora da saída das crianças”, destacou. A Novacap foi acionada para a remoção da árvore e para a limpeza do local. O Corpo de Bombeiros do DF chegou ao local para a retirada da árvore e informou que, apesar dos danos materiais, não houve feridos.

Fragilidades na estrutura

Em Ceilândia, apesar das melhorias apontadas pelo governo, os efeitos da chuva foram intensos, onde os moradores relatam inúmeras fragilidades nas obras e pedem providências mais eficazes. Como o barbeiro Alexandre dos Reis, 23 anos, que mora no Pôr do sol, na rua do monte do P Sul, e relata a situação crítica do local. “Eles arrumaram aqui uns três, quatro dias atrás, mas a chuva de ontem levou tudo. Não tinha como se locomover na rua, parecia um rio. É como enxugar gelo. Enquanto não colocarem asfalto de verdade, vamos continuar no mesmo problema”, relatou ao Correio. 

A frustração é a mesma por parte de Giovanni Borges, 42, pedreiro, que mora na área há mais de 20 anos. Segundo ele, a situação é a mesma a cada temporada de chuvas. “Fazem uma reforma e, no dia seguinte, chove e leva tudo de novo. A água leva as pedras, e fica impossível até para idosos passarem”, explica. O morador também lida com dificuldades de locomoção devido a uma deficiência na perna. "Tenho muita dificuldade de caminhar aqui sem chover, quando cai essas tempestades piora tudo", afirmou.

Para alguns, como Valdson Fidelis, 29, a situação é desesperadora. Mesmo com a presença de sistemas de esgoto na rua do monte do P Sul, ele destaca a falta de um sistema de águas pluviais e de pavimentação adequada. “Toda vez que chove forte, esse asfalto que eles colocam é levado. Eu até prefiro deixar meu carro em um ponto mais alto, porque tenho medo das chuvas levarem”, declarou. 

A Novacap informou ao Correio que ainda não foi acionada para atender especificamente a região afetada, mas atua conforme a demanda da população, priorizando os casos mais urgentes. O órgão reforça que realiza manutenções preventivas em várias regiões do DF, mas Ceilândia continua enfrentando dificuldades que, segundo os moradores, não são resolvidas apenas com intervenções pontuais.

Inundação

O sentimento de insegurança após a perda de materiais domésticos foi grande para Rosalina Alves, 71. A aposentada e moradora de Ceilândia conta que, durante a chuva, viu o muro de um depósito da administração da região ceder, permitindo que a água invadisse as casas da vizinhança, inclusive a dela, causando alguns prejuízos. “A água entrou com força e perdemos o sofá, o rack, o colchão. A situação é muito triste. Tive que ficar com meus netos em cima da cama pois a água estava muito alta”, desabafa.

Outro moradora da região, Sebastiana da Silva, 74, compartilhou sua angústia ao ver os pertences da família serem arrastados pela água. "Minha filha e eu passamos a noite em claro tentado salvar as coisas. Não conseguimos dormir, foi angustiante", relatou. Ela recorda que não é a primeira vez que isso acontece e aponta que o acumulo de lixo e entulho no muro da administração de Ceilândia contribuiu para o agravamento da situação. “O muro cedeu com a pressão da água, e tudo desceu para nossas casas", assinalou. 


Casa de Sebastiana da Silva, que mora ao lado do Dirob foi inundada

(foto: Kayo Magalhães/CB/D. A. Press)

Em nota, a Administração de Ceilândia informou que equipes da pasta foram deslocadas para os locais onde a chuva causou mais transtornos. De acordo com o texto, ruas e calçadas estão sendo limpas e uma equipe de engenheiros vistoriou as áreas afetadas. "Cada caso está sendo tratado com responsabilidade e, se for necessário, outros órgãos do GDF poderão ser acionados para manutenção das vias públicas", comunicou.

A pasta ainda relatou que parte da estrutura do muro da Diretoria de Obras (Dirob) da Administração Regional caiu em decorrência da forte chuva. O local foi isolado e equipes da administração trabalham na limpeza e na instalação de estrutura para proteger o prédio. "Vale lembrar: nenhum material ou máquina da Dirob Ceilândia foi afetado. Ninguém se machucou", disse, em nota.

Previsão do tempo

Para o restante da semana no DF, o Instituto Nacional de Meteorologia informa que a previsão do tempo indica temperaturas variando entre mínimas de 17°C e máximas de até 29°C. A umidade do ar deve permanecer elevada, com índices entre 60% e 95%, proporcionando um clima úmido que favorece chuvas frequentes, especialmente durante as tardes e noites. De acordo com o meteorologista Olívio Bahia, essa oscilação é típica do início da temporada chuvosa, com tendência de aumento das precipitações nos próximos dias.

Segundo o especialista, a umidade elevada combinada ao solo já saturado pela recente sequência de chuvas, representa risco de alagamentos, especialmente em áreas mais suscetíveis, como a região de Ceilândia e algumas regiões administrativas. Olívio Bahia orienta os moradores a evitarem transitar por vias inundadas, que podem esconder buracos ou estruturas comprometidas, aumentando o risco de acidentes.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Meio Ambiente | Descarbonização Entenda projeto que regulamenta o mercado de carbono

 


A proposta que trata da regulamentação do mercado de crédito de carbono no Brasil tem previsão de votação na próxima terça-feira (12), no Plenário do Senado Federal

O projeto que trata do marco regulatório para o mercado de crédito de carbono no Brasil (PL 182/2024) está previsto para ser votado na próxima terça-feira (12), no Plenário do Senado Federal. A principal ideia da proposta é estabelecer um limite de emissões de gases poluentes por empresas. 

Isso se daria por meio de um sistema de compensação, com bonificação para as companhias que diminuírem o lançamento de CO2 na atmosfera, e punição para as que poluírem mais. 

O projeto prevê a divisão do mercado de crédito de carbono em dois segmentos: o regulado e o voluntário. Em relação ao setor regulado, está previsto o envolvimento de iniciativas públicas. O modelo proposto segue as diretrizes do Protocolo de Kyoto, assinado na COP 3 em 1997. Por outro lado, o setor voluntário inclui a iniciativa privada e corresponde a um formato mais flexível, que não conta com uma padronização obrigatória.

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Vale destacar que atividades primárias de agricultura e pecuária não foram incluídas na regulamentação, mas o setor conta com a possibilidade de vender créditos caso haja comprovação de que fez a captura de CO2.

Para os setores obrigados a respeitar os tetos de emissões de gases de efeito estufa, há, inclusive, a possibilidade de implementar tecnologias para captar o gás carbônico. Neste caso, a própria companhia deverá criar mecanismos para ter um saldo aceitável de emissões.

As empresas que não cumprirem as determinações estabelecidas vão ter que pagar multas com valores correspondentes ao custo das "obrigações descumpridas" até o limite de 3% do faturamento bruto. 

Pelos termos da proposta, 75% dos recursos arrecadados por meio do sistema de mercado de carbono serão destinados ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O intuito é incentivar a "descarbonização das atividades".
 



Fonte: Brasil 61

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