quinta-feira, 21 de maio de 2026

Consumo de café cresce 2,44% no primeiro quadrimestre de 2026


 Com a desaceleração dos preços do café nos supermercados, o consumo da bebida voltou a crescer no Brasil. Nos primeiros quatro meses deste ano, registrada uma alta de 2,44% no consumo de café em comparação com o mesmo período do ano passado. Alcançando 4,9 milhões de sacas de 60 quilos.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a recuperação no consumo teve início principalmente em março. Assim, quando o crescimento chegou a 10,25% em relação ao mesmo mês de 2025. Em abril, o consumo continuou em alta, mas em um ritmo um pouco menor, em torno de 3,66%.

“O ano de 2025 foi bastante resiliente com a cafeicultura em geral e culminou com queda no consumo. Começamos o ano de 2026 ainda não recuperando totalmente, mas em março começamos a mostrar um crescimento maior”, explicou o diretor executivo da Abic, Celírio Inácio.

No ano passado, devido à alta nos preços, o consumo de café caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025 em comparação com o período anterior.

Impacto da oferta e preços

Depois de um pico entre o final de 2024 e o início de 2025, o ano de 2026 começou com uma maior oferta da matéria-prima. O que resultou assim na redução dos preços do produto.

No caso do café tradicional, a queda foi de 15,51% em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, com o quilo custando assim em torno de R$ 55,34.

Das oito categorias que são monitoradas pela Abic, apenas três registraram alta nos preços ao consumidor:

  • Cafés especiais (16,9%),
  • Descafeinados (21%),
  • Café solúvel (0,55%).

Expectativas para a safra

Para este ano, o setor espera uma safra recorde de café no Brasil, de acordo com o presidente da Abic, Pavel Cardoso. Se a previsão se confirmar, há a possibilidade de uma nova queda nos preços para o consumidor.

“Em 2026, nós teremos uma safra maior do que a de 2025, com potenciais chances de ser maior do que em 2020, quando tivemos uma safra recorde. Havendo uma manutenção nessa expectativa de safra, a gente tende a ter um comportamento mais regular dessas plantações e, com isso, a indústria naturalmente deve transferir [essa queda nos preços] para o varejo”, assim explicou Cardoso a jornalistas.

Com essa perspectiva de uma boa safra e a possível queda nos preços, Cardoso acredita que a consequência deve ser um novo aumento no consumo do produto.

“Sendo regular esse comportamento e reduzindo-se a volatilidade, o entendimento é que a gente terá um comportamento de maior recuperação desse consumo ao longo do ano”.

Produção em crescimento

Na manhã desta quinta-feira (21), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou que a produção de café deverá crescer 18% na safra deste ano em relação ao volume colhido na temporada passada, alcançando 66,7 milhões de sacas.

Se isso se confirmar, esta será a maior produção já registrada na série histórica da Conab, superando em 5,74% a colheita registrada em 2020.

Fonte:https://noticiatodahora.com.br/

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