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quarta-feira, 1 de junho de 2022

Meu filho não come. E agora?


 Alimentação na infância tem relação direta com a introdução alimentar, os hábitos alimentares e importância das refeições nas rotinas da família. Ter o exemplo de adultos que comem de forma saudável, trazer a criança desde cedo para ajudar no preparo dos alimentos, horários fixos e rotina de refeições em família desde que a criança começa a se alimentar são ótimas estratégias para ensinar a devida importância de uma alimentação saudável e variada.

Introdução alimentar

A introdução alimentar é um momento de grandes mudanças para a criança, pois tudo que ela conhece é como sugar o peito ou a mamadeira e é isso que ela relaciona a matar a fome. Desta forma, é preciso compreender que alguns bebês podem ter dificuldades em se adaptar a este novo método.

Além disso, texturas diferentes geram sensações diferentes na boca, sensações que podem ser boas ou ruins. Por isso é importante ter muita paciência e compreender que é uma fase de aprendizado que, muitas vezes, não acontece logo de cara. 

Como faço para o meu bebê comer melhor?

  1. Criança precisa ter fome para comer, sendo assim, a partir da introdução alimentar as mamadas precisam ter horários, assim como as refeições, para que uma coisa não atrapalhe a outra
  2. O bebê estava acostumado a somente sugar, se ele fizer o mesmo movimento com a língua para comer, ele vai cuspir a comida. isso não significa que ele não gosta, ou está recusando, mas sim que vai precisar de um tempo para entender como mastigar e engolir.
  3. Não se esqueça que oferecer alimentos variados, de forma separada, ensinando o que é cada um deles, é um passo importante para que o bebê conheça bem os alimentos e dê menos trabalho para comer mais tarde. 
  4. É muito importante para esse momento é a refeição social desde o início. Comer sozinho é chato! coloque o bebê para fazer as refeições com as outras pessoas da casa, o exemplo das outras pessoas se alimentando ajuda muito neste aprendizado.
  5. Não dê a mamada logo após a refeição, se você acha que não foi o suficiente ou se o bebê pede para mamar logo depois, ofereça mais comida, com o tempo ele vai entender que a comida é uma substituição para a mamada naquele horário. 
  6. Não se esqueça que a maior parte das vezes não são as crianças que comem muito devagar e sim os adultos que estão acostumados a comer rápido demais. 

Crianças de 2 a 3 anos

Crianças a partir de 2-3 anos recusam aquilo que não conhecem. Se ela não se lembra do alimento vai dizer que não gosta, mesmo sem nunca ter colocado na boca e, se puder escolher, vai querer sempre os mesmos alimentos, o que leva a falta de muitos nutrientes em sua alimentação. 

Sendo assim, como faço para meu filho comer melhor?

  1. Lembre-se sempre: alimentar-se tem que ser um prazer e não uma obrigação, tornar o horário da refeição em uma tortura para a criança, pode fazer aparecer transtornos alimentares na vida adulta e não vai resolver o problema
  2. Refeições precisam ter horários para que uma refeição não atrapalhe a outra, este intervalo deve variar entre 2 e 4 horas, de acordo com a fome da criança e as rotinas da casa. alguém que toma café da manhã às 11 horas, não vai ter fome para almoçar meio-dia. Beliscar entre as refeições também dificulta a aceitação, leite, bolachas, pães ou mesmo frutas devem ser consumidos nos horários de lanche e não entre eles. 
  3. Precisamos provar 10 a 12 vezes um alimento para poder decidir se gostamos ou não dele, sendo assim, faça um acordo com a criança: durante uma semana você irá apresentar um mesmo alimento para ela em todas as refeições e ela deverá provar pelo menos um pedaço, no final desta semana ela decidirá se gosta ou não deste alimento.

E por fim é sempre importante lembrar que criança precisa de rotina e regras, e isso também vale para a alimentação. Hábitos saudáveis de alimentação precisam ser ensinados e praticados desde a introdução alimentar. Mesmo assim, se a alimentação do seu filho é um desafio no momento, não desista! se estas discas ainda não forem o suficiente, converse com seu pediatra ou nutricionista sobre o assunto.

 



Fonte: Brasil 61

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