terça-feira, 14 de abril de 2026

Prefeitura entrega novos caminhões tecnológicos para coleta domiciliar em Goiânia


 O prefeito Sandro Mabel inaugurou, nesta terça-feira (14/4), novos caminhões compactadores que agora fazem parte da frota responsável pela coleta domiciliar em Goiânia. Com esta adição, a cidade conta atualmente com 75 caminhões, todos equipados com tecnologia de monitoramento e rastreabilidade em tempo real.

“O que esses caminhões representam é um avanço importante na forma como a gente cuida da limpeza urbana em Goiânia. Desde que assumimos, temos trabalhado para fortalecer esse serviço e o Consórcio Limpa Gyn tem sido um parceiro cada vez mais eficiente nesse processo”, conforme destacou Mabel ao apresentar os novos veículos.

Capacidade e eficiência operacional

Com uma capacidade de 19m³, os cinco novos caminhões substituirão unidades mais antigas, aumentando a eficiência operacional, especialmente em áreas mais distantes do aterro sanitário.

“Esses novos veículos substituem caminhões menores, que levavam entre seis e sete toneladas, por caminhões trucados com capacidade de até 12 toneladas. Isso aumenta a produtividade e melhora a logística da coleta, principalmente nas regiões mais afastadas”, lembrou Renan Andrade, diretor-executivo do consórcio.

Tecnologia e segurança

Além de sua maior capacidade, os novos caminhões estão equipados com câmeras que registram toda a execução do serviço, possibilitando verificar a coleta em caso de denúncias da população e garantindo a segurança das equipes.

“Esse sistema permite, por exemplo, verificar se o lixo foi realmente recolhido. Se houver alguma reclamação, conseguimos identificar o trajeto, o horário exato da passagem e até confirmar, por imagem, se o serviço foi executado corretamente”, explicou Mabel.

As câmeras ainda contam com tecnologia de inteligência artificial, capaz de identificar comportamentos de risco, como uso de celular ao volante e ausência do cinto de segurança, além de sinais de fadiga. Essas informações assim integradas a um sistema de telemetria e rastreamento, que possibilita monitorar, 24 horas por dia, a localização dos veículos, velocidade, rotas percorridas e tempo de execução de cada setor.

Investimento e futuro da coleta domiciliar

“O sistema é integrado a uma central de monitoramento, conhecida como Torre de Controle, responsável por analisar os dados gerados e orientar ajustes operacionais. Essas informações permitem corrigir falhas, melhorar rotas e direcionar treinamentos de forma mais precisa, além de garantir mais segurança e transparência durante a prestação do serviço”, conforme completou Renan.

A quantidade investida foi de R$ 1,2 milhão em cada caminhão, totalizando cerca de R$ 6 milhões. De acordo com Mabel, esse processo de renovação contínuo, já que a frota precisa assim atualizada periodicamente para garantir a qualidade do serviço.

“A população pode esperar uma coleta cada vez melhor. Estamos estudando novos modelos para organizar o descarte e evitar problemas como lixo espalhado nas ruas. Mas é importante reforçar que a limpeza da cidade também depende da colaboração da população. Precisamos avançar na conscientização”.

Fonte:https://noticiatodahora.com.br/

segunda-feira, 13 de abril de 2026

A EVOLUÇÃO DOS NOMES DO BRASIL

 


Ao longo da história, o território que hoje conhecemos como Brasil recebeu diferentes nomes, cada um refletindo o olhar cultural, político e econômico de sua época. Antes da chegada dos europeus, povos indígenas já possuíam suas próprias formas de denominar a terra, ligadas à natureza e à vida local. Com a colonização portuguesa, novos nomes surgiram, marcados pela religiosidade, pela exploração econômica e pelas transformações administrativas do território.


Fonte: Saberes da Ciência

domingo, 12 de abril de 2026

Passageiros denunciam falhas frequentes e cobram melhorias em ônibus do Entorno

 

                  

Veículos da empresa Catedral lidera o número de reclamações. Foto: Rafael Delazari


Relatos apontam veículos quebrados, atrasos e más condições; usuários pedem fiscalização mais rigorosa.


*Por Cintia Ferreira


Passageiros do transporte público que liga cidades do Entorno ao Distrito Federal denunciam problemas recorrentes nos ônibus que fazem o trajeto diário. Usuários relatam falhas mecânicas durante a viagem, causando ainda mais demora entre casa e os compromissos. As falhas, além de comprometerem o deslocamento, também levantam preocupações sobre a segurança dos passageiros.

Depoimentos relatam dificuldades frequentes. “O ônibus estava quebrando no caminho. O motorista disse que o fiscal mandou seguir viagem mesmo assim. Era uma luta para o veículo voltar a funcionar”, contou uma passageira. Outro relato aponta problemas no atendimento: “Sai atrasado e ainda trata mal quando é cobrado. Parece que está transportando animais”, desabafou outra usuária.

Há também críticas à redução da frota e às condições das vias. “Ônibus quebrando com frequência, passagens caras e ainda enfrentamos ruas esburacadas, como no bairro Jardim Ingá. É uma situação vergonhosa”, disse outro usuário.

Apesar das reclamações, passageiros destacam que os motoristas também enfrentam dificuldades no dia a dia. “Eles não têm culpa. Trabalham sob pressão e ainda lidam com os problemas do sistema”, relatou uma usuária.

Diante do cenário, os passageiros cobram providências das empresas responsáveis e maior atuação de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para garantir condições mais seguras e dignas no transporte público da região.

A reportagem tentou contato com a empresa responsável pelo serviço, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação e esclarecimentos.


Fonte: Jornal Opçã

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Projeto “Mulher Ativa” inicia capacitação profissional gratuita para 50 mulheres em Samambaia

 

  • Iniciativa do Instituto Acolher promove cursos de Marketing Digital, Secretariado e Radialista com foco na autonomia econômica e inserção no mercado de trabalho

​Com o objetivo de transformar vidas e reduzir desigualdades sociais, o Instituto Acolher realiza o Projeto Mulher Ativa. A iniciativa visa capacitar 50 mulheres em situação de vulnerabilidade social, moradoras da Região Administrativa de Samambaia (DF), oferecendo qualificação profissional de qualidade para ampliar as oportunidades de geração de renda e empreendedorismo.

​O projeto oferta vagas para três cursos estratégicos para o mercado atual: Marketing Digital (20 vagas), Secretariado (20 vagas) e Radialista e Locução (10 vagas).

*Cronograma e Metodologia*
A carga horária foi pensada para conciliar teoria e prática, focando na realidade do mercado de trabalho. ​As atividades terão início no dia 11 de abril e seguirão ao longo de seis sábados, das 13h às 17h50, com encerramento e formatura previstos para o dia 16 de maio. 

As aulas presenciais serão realizadas na Escola/ Faculdade CCI de Samambaia. Um diferencial importante é a metodologia prática: as alunas do curso de Radialista e Locução, por exemplo, terão vivência real em uma rádio comunitária da cidade.

​Segundo Doria Feitas, idealizadora do projeto, “a iniciativa não se resume apenas a aulas técnicas, mas busca o fortalecimento da autonomia das participantes, contribuindo para a geração de renda e a redução das desigualdades sociais na região”.

Uma Mulher Ativa

Maria Dasdoria de Freitas, mais conhecida como Dorinha é ativista cultural, social e ambiental. Atriz, ela atua na Paixão do Cristo Negro e na Companhia de Teatro Social de Brasília. Sua principal luta é pelo espaço da mulher na construção de políticas públicas e de decisões que geram impacto na vida da população. Ela está à frente do Programa Mulher Ativa, que acontece todas as manhãs de sábado na Rádio Ativa FM de Samambaia. 

Doria conta que a ideia do programa surgiu após ter vivenciado anos de violência doméstica, em dois relacionamentos diferentes. Com duas horas de duração, o Mulher Ativa conta com três quadros fixos, que abordam os temas de saúde mental, educação e direito, todos acompanhados de profissionais responsáveis por orientar as ouvintes em caminhos que possam fortalecê-las.

SERVIÇO
Projeto Mulher Ativa – Capacitação Profissional
Onde: Escola/ Faculdade CCI (Samambaia – DF)
Quando: Aos sábados, de 11 de abril a 16 de maio de 2026
Horário: Das 13h às 17h50
Cursos:* Marketing Digital, Secretariado, Radialista e Locução.
Público-alvo: Mulheres em situação de vulnerabilidade social de Samambaia.
Realização: Instituto Acolher
Apoio: Faculdade CCI de Samambaia
Fomento: Ministério das Mulheres 

CONTATO PARA IMPRENSA
 Isis Dantas
Telefone/WhatsApp: (61) 98115-9068 
E-mail: isisdantas@gmail.com
Redes sociais: @mulherativaprojeto 

Fonte:https://blogdoamarildo.com.br/

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Veja o número de ganhos e perdas de cada partido depois da janela partidária

 




 União Brasil: 28 saídas e 21 adesões;

Republicanos: 15 saídas e 15 adesões;

PSD: 13 saídas e 9 adesões;

MDB: 13 saídas e 7 adesões;

PP: 9 saídas e 6 adesões;

PL: 7 saídas e 20 adesões;

PDT: 8 saídas e 1 adesão;

PSDB: 7 saídas e 11 adesões;

PSB: 5 saídas e 6 adesões;

Avante: 4 saídas e 1 adesão;

PRD: 3 saídas e 1 adesão;

Podemos: 2 saídas e 13 adesões;

Solidariedade: 2 saídas e 2 adesões;

Rede: 1 saída e 2 adesões;

PT: 1 saída e nenhuma adesão;

Cidadania: 1 saída e nenhuma adesão;

Missão: nenhuma saída e 1 adesão;

PC do B: nenhuma saída e 1 adesão;

PSOL: nenhuma saída e 1 adesão;

PV: nenhuma saída e 1 adesão.

Fonte: TSE

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Prefeitura recebe novos veículos por meio de emenda parlamentar e reforça estrutura das secretarias



Quarta feira, 08 de abril de 2026

Na manhã desta  terça-feira (07/04), a Prefeitura realizou a entrega de três novos veículos que irão reforçar a frota municipal e ampliar a capacidade de atendimento das secretarias. A ação integra o compromisso da gestão do prefeito Dr. Lucas Antonietti com a melhoria dos serviços públicos e a valorização das equipes.

A aquisição dos veículos foi viabilizada por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Anderson Teodoro, fortalecendo a parceria entre o município e o Legislativo estadual na busca por investimentos que beneficiam diretamente a população.

As secretarias beneficiadas com os novos veículos são Habitação, Assistência Social e Infraestrutura e Obras (fiscalização), garantindo mais agilidade, eficiência e melhores condições de trabalho para os servidores.

Estiveram presentes o prefeito Dr. Lucas Antonietti, a vice-prefeita Aleandra Sousa, o deputado estadual Anderson Teodoro, o presidente da Câmara Oliveira Júnior, o secretário de Gestão Estratégica Carlos Barbosa, o secretário de Agricultura Zezito Moura, os vereadores Baiano dos Cocos, Aluísio da Artec, Paulo Antonietti, James Farias, o secretário de Habitação Bira – o Homem do Povo, o secretário de Desenvolvimento Econômico Cristiano Rodrigues, o secretário de Assistência Social Éder Nunes, o secretário de Vigilância em Saúde Euder Vieira, além dos vereadores Keké da Vulkanik* e Gilmar do Santa Lúcia, entre outras autoridades.

Durante a solenidade, foi destacada a importância da união entre os poderes e da representatividade política para a conquista de recursos que fortalecem a estrutura administrativa do município. A gestão municipal reforçou ainda o compromisso com a responsabilidade no uso dos bens públicos, assegurando que os veículos serão utilizados em benefício da população.

A entrega simboliza mais um avanço na modernização da administração pública e no fortalecimento dos serviços oferecidos à comunidade.

Fonte: ASCOM


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segunda-feira, 6 de abril de 2026

ELEIÇÕES 2026-- Eleitores do Entorno atravessam a divisa entre Goiás e o DF para votar.

 

                              

Há 10 anos, Jonas cruza a fronteira entre GO e DF - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)



Mais de 246 mil pessoas cruzam diariamente o Entorno rumo ao DF, e parte delas também levarão o título de eleitor em outubro, alterando a dinâmica política e a representatividade na capital.


Por Ana Carolina Alves

Manuela Sá*


Diariamente, mais de 240 mil pessoas se deslocam do Entorno para o Distrito Federal, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD-A) de 2024. Mais do que uma dinâmica geográfica, esse fluxo revela um movimento simbólico de pertencimento: ao trabalhar, estudar e acessar serviços públicos na capital, muitos desses cidadãos passam a reconhecer o DF como sua referência cotidiana, deslocando, na prática, sua identificação com o território de origem.

Esse processo acaba se refletindo no exercício da cidadania. Ao estabelecer vínculos com a capital, parte dessa população opta por transferir o título de eleitor, levando para o DF não apenas sua rotina, mas sua participação política. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), nos últimos 20 anos, a capital recebeu mais de 550 mil eleitores aptos. (Veja gráficos).


grafico pessoas voto

(foto: editoria de arte)


Na prática, essa rotina ganha rosto nas histórias de quem cruza a divisa todos os dias. É o caso de Francisco Lima, 59. Há um ano morando em Valparaíso (GO), ele mantém o título de eleitor em Santa Maria e não pretende mudar isso tão cedo. A decisão passa menos pelo endereço e mais pelo projeto de vida. Lima se prepara para um concurso na área do Judiciário e, caso seja aprovado, deve atuar no DF — o que reforça o vínculo com a capital. Ele diz que se sente mais impactado pelas políticas públicas daqui. "Trabalhei na política há muitos anos. Saí candidato duas vezes, e acho que aqui tem muito o que fazer. Não que em Goiás não tenha. Muito pelo contrário. Mas eles já têm os representantes que as pessoas mais confiam. No DF, infelizmente, a situação precisa mudar", afirma.

Se, para alguns, o vínculo é projetado no futuro, para outros ele é construído no dia a dia, no ritmo do trabalho. Aos 26 anos, Jonas Vinícius atravessa a divisa entre Goiás e o DF há uma década. Morador de Luziânia, ele trabalha como garçom no Lago Norte e decidiu transferir o título de eleitor para Brasília. "Moro lá por causa do custo de vida, especialmente o valor da moradia, mas é no DF que me sinto representado politicamente", explica.

mesma lógica se repete entre quem ainda não formalizou a mudança, mas já se reconhece mais na capital do que na cidade onde vive. Moradora de Valparaíso, Ediniuza Francisca da Silva, 52, trabalha há quase 30 anos no DF como auxiliar de serviços gerais. A rotina, marcada por deslocamentos constantes, aproxima sua vida da capital — inclusive nas demandas por infraestrutura e mobilidade. Apesar disso, a transferência do título ainda não saiu do papel. "Preciso me organizar, mas minha vontade é realmente essa", diz.

Em outros casos, a escolha pelo voto no DF está diretamente ligada ao uso cotidiano dos serviços públicos. É o que explica Rafaela da Costa, 41. Moradora de Águas Lindas (GO), ela trabalha como assistente social em Brasília e decidiu manter o título na capital justamente por viver ali grande parte do dia. "Me sinto mais representada aqui, porque pego o trânsito todos os dias. Com frequência, preciso tomar uma vacina em Brasília. Recentemente, liberaram a da gripe, por exemplo, que utilizo. Às vezes, também vou às unidades básicas de Saúde", relata.

Fluxo diário

Esse conjunto de trajetórias individuais reflete um movimento mais amplo. O diretor da Diretoria de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), Werner Bessa Vieira, explica que, segundo o PDAD-A de 2024, o fluxo diário entre o Entorno e o Distrito Federal é expressivo. "Aproximadamente 201.765 pessoas se deslocam diariamente para o DF por motivo de trabalho, o que representa 40,6% da população ocupada da Periferia Metropolitana de Brasília. Para estudo, são cerca de 44 mil pessoas, ou 12,5% dos estudantes", detalha. Somados, os dois grupos chegam a cerca de 246 mil deslocamentos diários.

Entre as cidades com maior participação nesses fluxos estão Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Luziânia e Planaltina (GO). 


Do ponto de vista socioeconômico, Vieira destaca que esse movimento revela uma relação de dependência e complementaridade entre o Entorno e o DF. "Há uma dependência significativa do transporte público para o deslocamento ao trabalho no DF, enquanto, para atividades dentro do próprio município, há maior uso de transporte privado e mobilidade ativa", explica.

De acordo com o professor de políticas públicas do Ibmec Brasília, Jackson De Toni, as fronteiras geográficas entre o Entorno e o Distrito Federal tornam mais complexa o que ele define como "geografia do voto", uma vez que grande parte da população do Entorno trabalha, estuda e utiliza serviços públicos no DF. A manutenção do título de eleitor na capital torna-se uma prática recorrente. 

Dados históricos da Justiça Eleitoral já demonstraram que cerca de 10% do eleitorado da capital — algo em torno de 100 mil pessoas, em levantamentos anteriores — vive nos 13 municípios goianos mais próximos. Em localidades como Luziânia, estimativas de autoridades eleitorais já apontaram que até 30% dos eleitores locais não haviam transferido seus títulos para a cidade, preferindo votar no DF", destaca.

O especialista também cita levantamentos que indicam a intensidade desse movimento ao longo dos anos. "Entre 2006 e 2010, mais de 32 mil pessoas de 21 cidades do Entorno transferiram seu domicílio eleitoral de volta para o DF. O impacto disso é significativo quando lembramos que, em uma daquelas eleições, a diferença que impediu a vitória de um governador já no primeiro turno foi de apenas 22 mil votos", relembra.

De Toni avalia que a migração e a sobreposição eleitoral geram efeitos políticos relevantes. "Os moradores do Entorno acabam abrindo mão de influenciar diretamente a escolha de prefeitos e deputados estaduais goianos, que têm poder sobre a infraestrutura e a segurança dos locais onde vivem. Ao mesmo tempo, o volume de eleitores dessa região é tão expressivo que nenhum candidato competitivo ao governo do DF ou à Câmara Legislativa pode se dar ao luxo de ignorá-los", afirma. 


Migração eleitoral

Ao analisar a evolução do eleitorado do Distrito Federal nas últimas décadas, o pesquisador do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB), Robson Carvalho, destaca o crescimento expressivo como um indicativo de migração eleitoral. "Se você considerar os últimos 10 anos, como mostram esses dados, nós temos praticamente o equivalente a uma capital como Natal migrando para o DF", afirma. 

Segundo ele, embora não haja informações detalhadas sobre a origem desses eleitores ou comparações com outras capitais, os números revelam um fluxo intenso de pessoas se direcionando à capital federal. "Talvez por questão de mais estrutura, de mais oportunidades de trabalho, questão de transportes urbanos também, e com menos, teoricamente, problemas no próprio entorno, o que seria a região metropolitana, ele como sendo a cabeça dessa região", explica.

O pesquisador destaca que, em geral, eleitores tendem a fazer escolhas mais informadas quando votam no local onde vivem. "O natural é que as pessoas que residem no lugar que já conhecem aquele lugar, os seus problemas, que conheçam teoricamente os possíveis representantes, façam melhores escolhas para os seus representantes", afirmou. 

Carvalho chama atenção para possíveis efeitos na distribuição de cadeiras legislativas, que segue critérios populacionais definidos a partir de dados do IBGE. "A representação é proporcional à população, e há uma discussão em andamento sobre a redistribuição dessas cadeiras. O Distrito Federal não perde o mínimo representantes, mas pode ganhar mais, dependendo da variação populacional em relação aos outros estados", explica. 

O pesquisador avalia que o fenômeno influencia campanhas eleitorais e levanta preocupações sobre mudanças oportunistas de domicílio eleitoral, especialmente entre políticos. "Isso impacta o discurso dos candidatos, que passam a abordar temas como mobilidade, transporte e acesso a serviços. Mas há um problema mais grave quando políticos mudam de domicílio sem qualquer vínculo com a região, apenas por conveniência eleitoral", critica. Para ele, esse tipo de prática compromete a legitimidade da representação e pode afetar  e pode afetar diretamente a qualidade das decisões políticas.


*Estagiária sob a supervisão de Márcia Machado


Fonte: Correio Braziliense 

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